A primeira
Carta Magna brasileira foi batizada de Constituição
da Mandioca pelo fato de obrigar deputados e senadores
da República a cultivarem uma área mínima
da planta. Chamada pelos índios de mãdi'og,
mand'oc ou xupu a mandioca, cuja raiz servia outrora
para matar a fome das tribos indígenas e de escravos,
batizada depois com muitos outros nomes como castelinha,
maniveira, cassava, aipim, macaxeira, deixou de ser
apenas um produto tupiniquim para se tornar matéria-prima
para uma série infindável de sub-produtos,
de aplicações diversas no setor fabril,
a partir da extração do seu amido.
A revolução tecnológica propiciou
a expansão do amido de mandioca no campo da ciência,
propiciando a descoberta de melhoradores e geradores
de produtos dos setores de papel e papelão, tintas
e vernizes, colas e gomas, madeireiro, pasta dentifrícia,
explosivos, petrolífero, fundição,
medicamentos, sabões e detergentes, tecidos,
farmacêutico, têxtil, entre outros.
As possibilidades de modificação do amido
extraído da mandioca aumentam ainda mais o leque
de utilização do produto como ingrediente
alimentício. Pães de queijo, tapioca,
sagu, biscoitos, bolos, tortas, pães, pudins,
sequilhos, cremes, confeitos, achocolatados, melhoradores
panificáveis, espessantes para alimentos cozidos,
embutidos frigorificados como salsicha, mortadela e
lingüiças, baby-foods, massas alimentícias,
são alguns dos alimentos que também tem
o amido de mandioca como matéria-prima.
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