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China proíbe etanol de milho e investe em mandioca
24/07/2007 - 15h32min

A China anunciou que vai parar de produzir álcool à base de milho. Raízes como a batata doce, mandioca e sorgo substituirão o grão.

As usinas produtoras do combustível terão um prazo de cinco anos para se adaptar.

A decisão de banir o álcool de milho foi tomada há poucas semanas, porque o uso do grão na produção do combustível fez a demanda e o preço do milho aumentar muito.

Apesar das safras recordes, o preço do milho sobe. Em 2006, o valor médio do quilo de milho cultivado na China chegou a 1,2 yuan (R$ 0,30), um aumento de 3% em relação ao ano anterior.

O milho ainda é a principal matéria prima do álcool. Até recentemente, 100% da produção o álcool vinha sendo feita de milho, segundo a agência de notícias estatal Xinhua. Mas a província central de Henan já mudou 20% da sua produção para mandioca.

Por ter uma capacidade agrícola limitada e uma grande população, de 1,3 bilhão de pessoas, a China optou por dar prioridade ao uso do milho para a produção de alimentos.

Xiong Bilin, vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), disse à imprensa estatal que a mudança de matéria prima na fabricação do álcool não vai ser cara nem complicada.

Atualmente, a China é o terceiro maior produtor mundial de álcool, atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos.

A China quer dobrar a sua capacidade de processar álcool dentro dos próximos três anos. O país espera pular de 1 milhão de toneladas para 2 milhões de toneladas ao ano até 2010.

"Atingir nossa meta para 2010 não vai ser um problema", acredita Xiong.

Segundo agências internacionais, a meta de dois milhões de toneladas foi revisada. Originalmente, a China ambicionava chegar a produzir 5 milhões de toneladas.

Xiong ressaltou que ainda assim o país está determinado a diminuir o consumo de combustíveis fósseis para economizar energia e combater o aquecimento global.

Em nove províncias a gasolina e o óleo diesel já são vendidos com uma mistura de 10% de álcool. No ano passado, esse consumo correspondeu a 1,3 milhões de toneladas de álcool.

"O país vai gradualmente substituir petróleo por álcool como principal combustível de sua indústria química", explicou Xiong.

O governo está considerando oferecer 5% de reembolso fiscal para os produtores de álcool. Além de dar mais de mil yuans (R$ 250) em subsídios por tonelada processada.

De acordo com o jornal China Daily, a demanda anual de combustíveis da China é de mais de 50 milhões de litros. A maior parte dela ainda é suprida pelo petróleo.

da BBC Brasil


Fonte: BBC Brasil
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