O amido de mandioca
de boa qualidade apresenta menos problemas de
produção, em virtude da sua menor
tendência a modificar sua viscosidade.
Colheita - A mandioca pode ser colhida com l
ou 2 ciclos. O pendúnculo, ou pequenos
caules remanescentes, devem ser eliminados, pois
sua presença dificulta o descascamento
e aumenta o teor de fibra no material.
Transporte - O transporte deve ser feito, no período
máximo de 24 horas após a colheita,
pois a partir daí já começam
os ataques de microorganismos, principalmente
dos fungos.
Recepção e pesagem - O processamento
se inicia com a recepção e pesagem
das cargas de raízes de mandioca. Após
a identificação dos caminhões,
os mesmos seguem para as rampas de descarga, geralmente
de concreto, que conduzem a um depósito
recebedor que destinará o produto ao segmento
industrial para produção de derivados
amiláceos ou farináceos.
Lavagem e descascamento - Do depósito,
as raízes de mandioca são conduzidas
aos lavadores através de roscas sem fim
ou correias transportadoras. Equipamentos especialmente
projetados possibilitam a lavagem e o descascamento
das raízes simultaneamente. Sob esguinchos
de água, as pás raspadoras arrastam
as raízes pela extensão do lavador,
em velocidade regulavel, efetuando o descascamento
atravéz da rapagem sobre grade. No processo
é retirado somente o tênue, que constitui
a pele (casca marrom), evitando perdas de teor
de amido. Compreende também a etapa de
classificação e inspeção,
através de esteiras, que alimentam os trituradores
e catador de pedras.
Trituração - Os trituradores tem
função de padronizar o tamanho das
raízes em 2 a 3 cm.
Desintegração - É feita
através do contato entre as raízes
trituradas e um cilindo rotativo, com lâminas
dentadas na superfície que ralam a mandioca,
causando rompimento celular e conseqüente
liberação do amido. O material ralado
(massa) é bombeado para as peneiras cônicas
rotativas, constituindo-se numa mistura mandioca-água.
Extração - Tem como finalidade separar
o amido das fibras da mandioca. A extração
é feita em peneiras cônicas rotativas
onde a água entra em contracorrente para
melhor separar o amido. Este líquido que
vem da extração segue para a purificação.
A polpa resultante é canalizada para a
rede de tratamento de efluentes da fábrica,
ou opcionalmente poderá seguir processo
de secagem para fabricação de rações.
Purificação - O "leite"
de amido obtido após a extração
é purificado com a adição
de água e centrifugado para a retirada
dos amidos solúveis e partículas
estranhas. Peneiração - Processo
usado para eliminar a popa fina, servindo como
melhorador na qualidade do produto. São
usadas peneiras vibratórias (planas) com
tela de nylon, malha 220 Mesh.
Concentração - Tem como finalidade
concentrar o amido até 20 - 22 graus Bé.
Desidratação - O amido concentrado
é bombeado do tanque especial para um desidratador
a vácuo, conhecido por filtro a vácuo
que, na prática, trata-se de uma tela cilíndrica,
perfurada e coberta por tecidos, removível
a cada oito horas em média. O desidratador
leva o amido a uma umidade de 45%, para que seja
posteriormente secado.
Secagem - O amido desidratado a vácuo segue
para uma válvula rotativa que o dosa para
um secador pneumático. O produto é
conduzido e seco por uma corrente de ar quente.
A separação do ar e amido é
feita em ciclones. O ar quente atinge 150°C
e apresenta, na saída da tubulação,
um produto final com umidade entre 12 a 13%, em
forma de pó e com temperatura média
de 58°C, seguindo para um silo que irá
resfriá-lo, estocá-lo temporariamente
e conduzí-lo posteriormente para o ensacamento.
Ensacamento - O amido finalmente é transportado
por alimentadores helicoidais a uma ensacadeira
automática. O ensacamento é efetuado
sem contato manual, em sacos de papel Kraft multifolhado
de 10, 25 e 50 kg.
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