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acordo com Nilton Jacobsen, presidente do grupo
Pilão, o Brasil exportou, através
da Avebe, no ano passado, em torno de 22 mil toneladas
de amidos modificados de mandioca. A Secretaria
de Comércio Exterior não tem um
controle separado das exportações
de amido de mandioca. A estatística traz
apenas volumes globalizados dos tipos de amidos
exportados (de batata, milho e de mandioca).
O que se percebe, a partir da análise
dos números do Governo, é que houve
um crescimento significativo dos volumes exportados
de amidos modificados nos dois últimos
anos, concomitante à entrada de multinacionais
no mercado de amido de mandioca. A estimativa
do setor é que cerca de 15% do total de
amidos exportados referem-se a amido de mandioca.
No ano 2000 foram exportadas pelo Brasil 13.816
toneladas de amidos modificados. Em 2001 as exportações
chegaram a 16.571 toneladas; e, no ano passado,
se chegou a 32.116 toneladas.
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 Além
da Avebe, passaram a disputar o mercado de amido
de mandioca a Cargill, que adquiriu uma unidade
de processamento de mandioca em São Miguel
do Iguaçu, no Paraná, para produzir
amidos modificados; a Refinações
de Milho Brasil (Corn Products Industries), que
mantém uma fecularia em Conchal, em São
Paulo; e, a National, com sede em Trombudo Central,
em Santa Catarina, que produz amido de mandioca
in natura e modificado. A Cargill e a National
se tornaram associadas da Abam.
Os maiores consumidores de amido de mandioca,
conforme o Diretor Industrial da National, Nelson
Camargo Filho, que é vice-presidente da
Abam, são as indústrias de papel,
alimentícia e têxtil. “As indústrias
do setor estão se consolidando, o mercado
está crescendo e a produção
também. O Brasil, certamente, vai se firmar
como fornecedor mundial de amido de mandioca”,
sinaliza Camargo Filho.
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