ANO I - Nº1 - Abril - Maio/2003

Amidos Modificados

De acordo com Nilton Jacobsen, presidente do grupo Pilão, o Brasil exportou, através da Avebe, no ano passado, em torno de 22 mil toneladas de amidos modificados de mandioca. A Secretaria de Comércio Exterior não tem um controle separado das exportações de amido de mandioca. A estatística traz apenas volumes globalizados dos tipos de amidos exportados (de batata, milho e de mandioca).

O que se percebe, a partir da análise dos números do Governo, é que houve um crescimento significativo dos volumes exportados de amidos modificados nos dois últimos anos, concomitante à entrada de multinacionais no mercado de amido de mandioca. A estimativa do setor é que cerca de 15% do total de amidos exportados referem-se a amido de mandioca.

No ano 2000 foram exportadas pelo Brasil 13.816 toneladas de amidos modificados. Em 2001 as exportações chegaram a 16.571 toneladas; e, no ano passado, se chegou a 32.116 toneladas.

 

 

Além da Avebe, passaram a disputar o mercado de amido de mandioca a Cargill, que adquiriu uma unidade de processamento de mandioca em São Miguel do Iguaçu, no Paraná, para produzir amidos modificados; a Refinações de Milho Brasil (Corn Products Industries), que mantém uma fecularia em Conchal, em São Paulo; e, a National, com sede em Trombudo Central, em Santa Catarina, que produz amido de mandioca in natura e modificado. A Cargill e a National se tornaram associadas da Abam.

Os maiores consumidores de amido de mandioca, conforme o Diretor Industrial da National, Nelson Camargo Filho, que é vice-presidente da Abam, são as indústrias de papel, alimentícia e têxtil. “As indústrias do setor estão se consolidando, o mercado está crescendo e a produção também. O Brasil, certamente, vai se firmar como fornecedor mundial de amido de mandioca”, sinaliza Camargo Filho.

   
 
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