ANO I - Nº1 - Abril - Maio/2003

 

Copagra - Aposta alta na fécula de mandioca

Fonte de energia

Com a construção da nova fecularia, junto ao seu parque industrial em Nova Londrina a Copagra assegurou importante economia de energia elétrica e de lenha para geração de vapor, com a adoção de resíduo de cana-de-açúcar (bagaço) de sua destilaria de álcool como fonte de energia elétrica, e como fonte térmica para secagem da fécula. "Atualmente, muitas empresas estão comprando biomassas diversas (resíduos industriais) para usar como alternativa energética, visando suprir gastos operacionais", observa o Superintendente Industrial da Cooperativa, Ramon Orlando Villarreal.

Na entressafra, quando a destilaria está parada, o bagaço é enfardado e armazenado no pátio da Cooperativa. "Seu poder calorífico é superior ao da lenha", salienta Villarreal. Segundo ele a facilidade de acesso à biomassa resultante da moagem de cana-de-açúcar propicia à Copagra a obtenção de energia própria durante os meses de abril até novembro. "Só compramos energia durante os meses de dezembro a março", contabiliza.

 

A aposta no mercado de fécula de mandioca, aliada ao objetivo de otimizar sua produção, levou a Copagra (Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de Nova Londrina), no Paraná, a investir na construção de uma nova fecularia junto ao complexo industrial da Cooperativa. Com 1570 metros quadrados de construção a nova fecularia tem capacidade para moer 60 mil toneladas/ano de raiz de mandioca. O empreendimento gerou 40 novos empregos diretos e outros trezentos indiretos na fecularia.

Localizada, estrategicamente, no parque industrial da Copagra, a nova fecularia propiciou à Cooperativa a redução de custos com mão-de-obra operacional (suporte técnico), com água tratada e com energia elétrica - a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar, usada para geração de energia elétrica e como fonte térmica - geração de vapor para secagem da fécula (ver box).

No ano passado a fecularia produziu 8.137 toneladas de fécula de mandioca "in natura", comercializadas em diversos segmentos: panificação (para adição à farinha de trigo), indústrias de massas alimentícias, de biscoitos, frigoríficos, outros segmentos dos mercados atacadista e varejista, e também, indústrias de amidos modificados.

O mercado de destaque nas vendas da Copagra foi o de panificação (trigo), que somado às vendas para outras indústrias de amidos modificados, representaram o maior volume de vendas da Cooperativa. Para este ano a meta, segundo o Superintendente Industrial da Cooperativa, Ramon Orlando Villarreal, é intensificar as vendas para estes dois segmentos industriais.

De acordo com Villarreal, a Copagra acredita no potencial da região e planeja para os próximos cinco anos atingir produção média de 8.500 toneladas/ano. A previsão se fundamenta na disponibilidade de raiz de mandioca. Ele acredita que somente preços que garantam ao produtor uma rentabilidade positiva, incentivará os produtores a plantar, garantindo a oferta de matéria-prima para o futuro.

Segundo Villarreal a intenção da Cooperativa é explorar o mercado internacional, a partir de investimentos a serem feitos num segmento que está em franca expansão: o mercado de amido modificado de mandioca. "Esse mercado vai aumentar muito nos próximos anos. Para conquistá-lo pretendemos investir em equipamentos e firmar parcerias com empresas interessadas", salienta Villarreal, na expectativa de acordos futuros com multinacionais que estão se instalando no país.

   
 
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