Fonte de energia
Com a construção da nova fecularia,
junto ao seu parque industrial em Nova Londrina
a Copagra assegurou importante economia de energia
elétrica e de lenha para geração
de vapor, com a adoção de resíduo
de cana-de-açúcar (bagaço)
de sua destilaria de álcool como fonte
de energia elétrica, e como fonte térmica
para secagem da fécula. "Atualmente,
muitas empresas estão comprando biomassas
diversas (resíduos industriais) para usar
como alternativa energética, visando suprir
gastos operacionais", observa o Superintendente
Industrial da Cooperativa, Ramon Orlando Villarreal.
Na entressafra, quando a destilaria está
parada, o bagaço é enfardado e armazenado
no pátio da Cooperativa. "Seu poder
calorífico é superior ao da lenha",
salienta Villarreal. Segundo ele a facilidade
de acesso à biomassa resultante da moagem
de cana-de-açúcar propicia à
Copagra a obtenção de energia própria
durante os meses de abril até novembro.
"Só compramos energia durante os meses
de dezembro a março", contabiliza.
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A
aposta no mercado de fécula de mandioca,
aliada ao objetivo de otimizar sua produção,
levou a Copagra (Cooperativa Agrária dos
Cafeicultores de Nova Londrina), no Paraná,
a investir na construção de uma
nova fecularia junto ao complexo industrial da
Cooperativa. Com 1570 metros quadrados de construção
a nova fecularia tem capacidade para moer 60 mil
toneladas/ano de raiz de mandioca. O empreendimento
gerou 40 novos empregos diretos e outros trezentos
indiretos na fecularia.
Localizada, estrategicamente, no parque industrial
da Copagra, a nova fecularia propiciou à
Cooperativa a redução de custos
com mão-de-obra operacional (suporte técnico),
com água tratada e com energia elétrica
- a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar,
usada para geração de energia elétrica
e como fonte térmica - geração
de vapor para secagem da fécula (ver box).
No ano passado a fecularia produziu 8.137 toneladas
de fécula de mandioca "in natura",
comercializadas em diversos segmentos: panificação
(para adição à farinha de
trigo), indústrias de massas alimentícias,
de biscoitos, frigoríficos, outros segmentos
dos mercados atacadista e varejista, e também,
indústrias de amidos modificados.
O mercado de destaque nas vendas da Copagra
foi o de panificação (trigo), que
somado às vendas para outras indústrias
de amidos modificados, representaram o maior volume
de vendas da Cooperativa. Para este ano a meta,
segundo o Superintendente Industrial da Cooperativa,
Ramon Orlando Villarreal, é intensificar
as vendas para estes dois segmentos industriais.
De acordo com Villarreal, a Copagra acredita
no potencial da região e planeja para os
próximos cinco anos atingir produção
média de 8.500 toneladas/ano. A previsão
se fundamenta na disponibilidade de raiz de mandioca.
Ele acredita que somente preços que garantam
ao produtor uma rentabilidade positiva, incentivará
os produtores a plantar, garantindo a oferta de
matéria-prima para o futuro.
Segundo Villarreal a intenção
da Cooperativa é explorar o mercado internacional,
a partir de investimentos a serem feitos num segmento
que está em franca expansão: o mercado
de amido modificado de mandioca. "Esse mercado
vai aumentar muito nos próximos anos. Para
conquistá-lo pretendemos investir em equipamentos
e firmar parcerias com empresas interessadas",
salienta Villarreal, na expectativa de acordos
futuros com multinacionais que estão se
instalando no país.
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