Nesta Edição
Editorial
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Contrato de Opção ajuda a evitar queda dos preços
Estamos diante de uma grande safra
Conjuntura atual do mercado de raize fécula de mandioca
Plantio direto na cultura da mandioca
Notícias da Embrapa
Métodos específicos de análise para a fécula de mandioca uma necessidade do setor
Informe CETEM
Industrial paulista assume a ABAM
Entrevista - Ricardo Bandeira Villela
Câmara Setorial investe no aumento da produtividade
Seminário da cultura da Mandioca
Seminário - Etapa Cianorte
Seminário - Etapa Nova Londrina
Seminário - Etapa Marechal Cândido Rondon
Seminário - Etapa Paranavaí
Seminário - Destaques sociais dos Seminários
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Uma Delícia de Livro!
Sabores da Mandioca
EBS Uma fábrica de fábricas de amido
ANHUMAÍ - PODIUM Indústria comemora 15 anos
Produção de Álcool da mandioca
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ANO II - Nº10 - Abril - Junho/2005


Câmara Setorial investe no aumento da produtividade

MATO GROSSO DO SUL

Com o objetivo de conquistar aumento de produtividade e maior rentabilidade nas lavouras, a Câmara Setorial da Mandioca do Mato Grosso do Sul está promovendo uma série de seminários, direcionados a produtores rurais. Os seminários têm programação voltada à capacitação dos produtores, com ênfase em fatores de produção; seleção de manivas; espaçamento; poda; variedades melhoradas; e, o plantio responsável de mandioca, fundamentado em contratos de fornecimento de raiz entre produtor e indústria.

A agenda deste ano conta com 20 eventos. Já foram realizados encontros nos municípios de Glória de Dourados, Deodápolis, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Ponta Porã, Bataguassu, Anaurilândia, Batayporã (Nova Andradina e Taquarussu), e, em Naviraí. Mais 10 eventos deverão ser realizados até o mês de julho deste ano.

De acordo com o Coordenador da Câmara Setorial, o engenheiro agrônomo Carlos Roberto Gonçalves, o Estado do Mato Grosso do Sul é o que tem apresentado maior crescimento no setor de industrialização de amido de mandioca, sendo hoje o segundo produtor brasileiro conforme estatísticas da ABAM.

Em sua análise, para que se possa acompanhar o desenvolvimento do setor de forma sustentável é preciso se buscar maior produtividade das lavouras. “A produtividade média em Mato Grosso do Sul, no ano 2003, foi de 21 toneladas por hectare, bem acima da média nacional, que foi de 13,4 toneladas por hectare. No entanto, há grande potencial para o incremento dessa produtividade em nosso Estado”, salienta Gonçalves.

Após conversas com técnicos especialistas, e a busca de apoios importantes para a realização do projeto, se definiram os temas dos encontros e as regiões produtoras que seriam beneficiadas com o programa dos seminários, que são oferecidos sem ônus aos produtores. “Utilizando-se adequadamente os fatores de produção, conseguiremos atingir o crescimento esperado para o futuro da cultura em nosso Estado”, projeta o Coordenador da Câmara.

Gonçalves diz que com a capacitação dos produtores rurais será possível se aumentar a rentabilidade e a produtividade das lavouras sul matogrossenses de mandioca, além de se promover a aproximação entre a indústria e o produtor. Nesse sentido ele defende a idéia do Plantio Responsável de Mandioca, em que produtor e indústrias firmam contratos de fornecimento de raiz.

Câmara Setorial - a Câmara Setorial da Mandioca do Estado do Mato Grosso do Sul foi instituída no ano 2002, com o objetivo de promover a articulação institucional da cadeia produtiva, visando o crescimento sustentável do setor naquele território. “Para alcançar seus objetivos, a Câmara promove a integração das ações entre os órgãos envolvidos com o setor (órgãos técnicos, políticos, públicos e privados), fortalecendo a cooperação e parceria entre os agentes”, explica Gonçalves.

Entre as ações já executadas pela Câmara Setorial, para atingir os objetivos ele destaca: o estudo da cadeia produtiva da mandioca, pela Fundação Cândido Rondon; a estimulação de órgãos de pesquisa para atendimento de demandas do setor; e, a priorização de pesquisas demandadas à Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul). Esta última iniciativa rendeu a geração de cinco projetos de pesquisa na área da mandioca naquele Estado.

Articulação - de acordo com Gonçalves, a idéia de instituir a Câmara Setorial da Mandioca surgiu a partir da crise vivida pelo setor no Estado do Mato Grosso do Sul no ano 2002, “por falta de articulação”. Os preços da mandioca oscilaram de R$ 40,00 a tonelada naquele ano para R$ 380,00 nos anos 2003 e 2004.

Segundo ele, através da difusão da lógica do plantio responsável de mandioca, o Estado tem conseguido aumentar as áreas de plantio. Gonçalves conta que nos dois últimos anos foram assinados pelas indústrias matogrossenses de amido de mandioca média de 1.500 contratos de fornecimento de raiz. “Nosso grande desafio é que todas as indústrias contratem antecipadamente a matéria prima, o que contribuirá para haver maior estabilidade do setor”, pondera Gonçalves, ressaltando que os contratos assinados nos anos anteriores estimularam o Banco do Brasil a ampliar o financiamento para o setor.

 

 


Carlos Roberto Gonçalves, Coordenador da Câmara
Setorial da Mandioca do Mato Grosso do Sul


Mesa oficial de abertura do evento


Ricardo Bandeira Villela, Presidente da ABAM, e seu
sócio na Brasamid, Celso Rui Corte, prestigiaram o evento.

Custeio - Gonçalves fala que um dos grandes problemas enfrentados hoje pelo setor no Mato Grosso do Sul é a alocação de recursos para o financiamento da safra pelo Governo Federal. Segundo ele, o plantio naquele Estado é recomendado entre os meses de abril e outubro, e, quando os produtores começam a plantar, os recursos para custeio já se esgotaram no primeiro semestre do ano.

No segundo semestre, quando o plantio já está encerrado, chegam recursos para a nova safra. “Assim, muitos produtores acabam plantando tardiamente, o que influencia na produtividade da cultura”, observa, enfatizando que a Câmara Setorial e a ABAM estão pleiteando, também, a inclusão da mandioca como cultura de outono, para fins de financiamento agrícola.

Membros da Câmara Setorial

Seprotur (Secretaria de Estado da Produção e do Turismo); SDA (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário); EUMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul); Fórum da Terra; UCDB (Universidade Católica Dom Bosco); Coop-Grande (Cooperativa Agrícola de Campo Grande); SERC (Secretaria de Estado de Receita e Controle); Seplanct (Secretaria de Estado e Planejamento e de Ciência e Tecnologia); SIM / MS (Sindicato das Indústrias de Mandioca e de Milho de Mato Grosso do Sul); Idaterra (Instituto de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de MS); Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal); SFA (Superintendência Federal de Agricultura); OCB / MS (Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no MS); Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul); Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul); Embrapa Agropecuária Oeste Banco do Brasil; UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul); Sebrae/ MS (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas); Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal); Ampagov (Associação de Moradores e Produtores Agropecuarista da Gleba Ouro Verde ); e, Conab ( Companhia Nacional de Abastecimento).

     
   
 
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