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Contrato de Opção ajuda a evitar queda dos preços
Estamos diante de uma grande safra
Conjuntura atual do mercado de raize fécula de mandioca
Plantio direto na cultura da mandioca
Notícias da Embrapa
Métodos específicos de análise para a fécula de mandioca uma necessidade do setor
Informe CETEM
Industrial paulista assume a ABAM
Entrevista - Ricardo Bandeira Villela
Câmara Setorial investe no aumento da produtividade
Seminário da cultura da Mandioca
Seminário - Etapa Cianorte
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ANO II - Nº10 - Abril - Junho/2005


Conjuntura atual do mercado de raiz e fécula de mandioca

 

Atualmente, os valores da raiz e da fécula de mandioca encontram-se em patamares bastante reduzidos. Observa-se que o segmento estava pouco preparado para essas novas condições de mercado, uma vez que estava a espera de valores atrativos para todos os elos da cadeia. Esperava-se, ainda, aumentar a produção e a participação do produto brasileiro no mercado externo.

O cenário observado nos últimos meses tem sido bastante diferente daquele que se espera, uma vez que é valores se retraíram para a matéria prima, e demais produtos. Esse fato fez muitas fecularias e farinheiras optarem por reduzir a produção nesses últimos meses, uma vez que não almejam aumentar estoques no curto prazo.

Nesse sentido, observou-se a grande importância da gestão da matéria prima na cadeia. Pode-se perceber, ainda, que avanços nas relações contratuais entre produtores, indústrias, e empresas compradoras de fécula são, cada vez mais, necessários.


Fábio Isaías Felipe
é pesquisador do
CEPEA/ ESALQ/USP

Pouco se falou da produção de fécula para este ano. Mas agentes do setor já trabalham a hipótese de estabilidade, ou aumento menor do que se esperava. O setor passa por uma situação de mercado bastante desfavorável, em que os volumes negociados, bem como os valores do produto, apresentam redução a cada semana.
No ano passado as condições de mercado também não estavam favoráveis. Porém, a agravante da situação era diferente da que se observa hoje, ou seja, de preços altos, e de demanda retraída dos produtos.

Nesse ano, dados os altos valores da fécula no mercado, muitos setores iniciaram migração para outros amidos, com preços menores. Esse fato fez muitos agentes ficarem a espera de menores valores do produto, e conseqüente ganho de competitividade.

Em relação à oferta de fécula no mercado, no ano passado esta se apresentava bem inferior à situação atual, uma vez que a disponibilidade de mandioca para a indústria também se apresentava menor, e o produto estava sendo negociado em patamares mais altos.

Hoje se tem oferta significativamente grande de raízes em todas as regiões pesquisadas, fato que tem tornado os preços do produto menores a cada semana. A produção de fécula apresentou redução nas últimas semanas, mesmo havendo volume significativo de matéria prima a ser processada.

As cotações do produto também apresentaram quedas, mas não houve aumento no consumo. Os compradores de fécula reduziram o volume de compras, pois a cada semana, os preços têm sido menores. Além disso, tem prevalecido a crença em menores valores a cada semana.

 

 

Devido a essas dificuldades, alguns compradores apontam que ainda não têm intenção de utilizar a fécula de mandioca, pois temem a falta de regularidade no abastecimento. Contudo, agentes das fecularias afirmam que têm intenção de fornecer fécula ao mercado com regularidade.

Como efeito de comparação, em maio do ano passado o valor real médio da tonelada da fécula de mandioca estava em R$ 1.401,43; em maio deste ano esse valor esteve em R$ 827,46/t. Redução, portanto, de 40,9%.

Já o valor da raiz de mandioca, que se apresentava ao valor médio de R$ 202,24/t em maio do ano passado, no mesmo período deste ano teve seu valor médio em R$ 122,42/t, apresentando, assim, redução de 39,5%.

Em relação à época de valores baixos, observa-se que entre janeiro e maio do ano passado os valores da raiz de mandioca apresentaram retração de 37,4%, passando de R$ 323,50/t para R$ 202,24/t. No período subseqüente os valores voltaram a apresentar altas, havendo redução a partir de janeiro deste ano. Sendo assim, comparando-se o período entre janeiro e maio deste ano observa-se redução de 36,1% nos preços médios, que passaram de R$ 191,71/t para R$ 122,42/t.

Para a fécula de mandioca a condição de mercado foi a mesma. Dessa maneira, entre janeiro e maio do ano passado os valores médios retraíram-se em 20,2%, passando de R$1.757,87/t para R$ 1.401,43. Neste ano, entre janeiro e maio, a retração dos valores médios foram de 34,6%, passando de R$ 1.266,88/t para R$ 827,46/t.
Através da Figura 1 podem ser observados os valores da raiz e da fécula.



Pode-se concluir, que nas duas condições de mercado - maior ou menor oferta de fécula - a demanda do comprador permaneceu retraída; ora por razão dos preços altos, ora por temer quedas mais significativas.   Dessa maneira, percebe-se que há no setor a necessidade de manter um equilíbrio entre preço e oferta do produto no mercado, para assim reduzir a sazonalidade da produção e preços.
   
 
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