Pouco
se falou da produção de fécula
para este ano. Mas agentes do setor já
trabalham a hipótese de estabilidade, ou
aumento menor do que se esperava. O setor passa
por uma situação de mercado bastante
desfavorável, em que os volumes negociados,
bem como os valores do produto, apresentam redução
a cada semana.
No ano passado as condições de mercado
também não estavam favoráveis.
Porém, a agravante da situação
era diferente da que se observa hoje, ou seja,
de preços altos, e de demanda retraída
dos produtos.
Nesse ano, dados os altos valores da fécula
no mercado, muitos setores iniciaram migração
para outros amidos, com preços menores.
Esse fato fez muitos agentes ficarem a espera
de menores valores do produto, e conseqüente
ganho de competitividade.
Em relação à oferta de
fécula no mercado, no ano passado esta
se apresentava bem inferior à situação
atual, uma vez que a disponibilidade de mandioca
para a indústria também se apresentava
menor, e o produto estava sendo negociado em patamares
mais altos.
Hoje se tem oferta significativamente grande
de raízes em todas as regiões pesquisadas,
fato que tem tornado os preços do produto
menores a cada semana. A produção
de fécula apresentou redução
nas últimas semanas, mesmo havendo volume
significativo de matéria prima a ser processada.
As cotações do produto também
apresentaram quedas, mas não houve aumento
no consumo. Os compradores de fécula reduziram
o volume de compras, pois a cada semana, os preços
têm sido menores. Além disso, tem
prevalecido a crença em menores valores
a cada semana.
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Devido
a essas dificuldades, alguns compradores apontam
que ainda não têm intenção
de utilizar a fécula de mandioca, pois
temem a falta de regularidade no abastecimento.
Contudo, agentes das fecularias afirmam que têm
intenção de fornecer fécula
ao mercado com regularidade.
Como efeito de comparação, em
maio do ano passado o valor real médio
da tonelada da fécula de mandioca estava
em R$ 1.401,43; em maio deste ano esse valor esteve
em R$ 827,46/t. Redução, portanto,
de 40,9%.
Já o valor da raiz de mandioca, que se
apresentava ao valor médio de R$ 202,24/t
em maio do ano passado, no mesmo período
deste ano teve seu valor médio em R$ 122,42/t,
apresentando, assim, redução de
39,5%.
Em relação à época
de valores baixos, observa-se que entre janeiro
e maio do ano passado os valores da raiz de mandioca
apresentaram retração de 37,4%,
passando de R$ 323,50/t para R$ 202,24/t. No período
subseqüente os valores voltaram a apresentar
altas, havendo redução a partir
de janeiro deste ano. Sendo assim, comparando-se
o período entre janeiro e maio deste ano
observa-se redução de 36,1% nos
preços médios, que passaram de R$
191,71/t para R$ 122,42/t.
Para a fécula de mandioca a condição
de mercado foi a mesma. Dessa maneira, entre janeiro
e maio do ano passado os valores médios
retraíram-se em 20,2%, passando de R$1.757,87/t
para R$ 1.401,43. Neste ano, entre janeiro e maio,
a retração dos valores médios
foram de 34,6%, passando de R$ 1.266,88/t para
R$ 827,46/t.
Através da Figura 1 podem ser observados
os valores da raiz e da fécula. |