Nesta Edição
Editorial
Diretoria da ABAM participa de audiências em Brasília
Contrato de Opção ajuda a evitar queda dos preços
Estamos diante de uma grande safra
Conjuntura atual do mercado de raize fécula de mandioca
Plantio direto na cultura da mandioca
Notícias da Embrapa
Métodos específicos de análise para a fécula de mandioca uma necessidade do setor
Informe CETEM
Industrial paulista assume a ABAM
Entrevista - Ricardo Bandeira Villela
Câmara Setorial investe no aumento da produtividade
Seminário da cultura da Mandioca
Seminário - Etapa Cianorte
Seminário - Etapa Nova Londrina
Seminário - Etapa Marechal Cândido Rondon
Seminário - Etapa Paranavaí
Seminário - Destaques sociais dos Seminários
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Uma Delícia de Livro!
Sabores da Mandioca
EBS Uma fábrica de fábricas de amido
ANHUMAÍ - PODIUM Indústria comemora 15 anos
Produção de Álcool da mandioca
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ANO II - Nº10 - Abril - Junho/2005


Contrato de Opção ajuda a evitar queda dos preços

Asafra de raiz de mandioca, prevista pelo IBGE em abril/2005, é de 26,1 milhões de toneladas, sendo que 62% estão localizadas nas Regiões Norte/Nordeste e o restante no Centro-Sul. Cerca de metade dessa safra destina-se ao consumo próprio, à ração animal, e uma parte é extraviada. Os 50% restantes são transformados em farinha de mandioca, goma e fécula industrial.

Por ser uma safra record, os preços estão em queda, e a insatisfação dos produtores é generalizada, principalmente os do Paraná e do Mato Grosso do Sul. O preço da mandioca, nesses Estados, está ao redor de R$ 100,00/t.

Nesse mesmo período dos anos 2003 e 2004, o preço estava em torno de R$ 185,00/t. Para agravar ainda mais a situação, existe a concorrência da raiz do Paraguai que está sendo internalizada entre R$ 60,00 e R$ 90,00 a tonelada. O produtor de farinha do Paraná vem recebendo, em média, R$ 23,50/50kg. Em junho/2004 sua remuneração girava ao redor de R$ 37,00/50kg.

Com base nas informações do IBGE e na produção de fécula industrial prevista pela ABAM, estimamos a produção brasileira de farinha de mandioca e de tapioca/goma, para Região Norte/Nordeste. Estas regiões, que além de fabricarem a maior parte da produção de farinha, são também as maiores consumidoras.

Com base no consumo “per-capita” estimado pelo IBGE, em 34,189 kg para a Região Norte; 15,722 kg para o Nordeste; 1,484 kg para o Sudeste; 1,066 kg para a Região Sul e 1,411 kg para o Centro-Oeste, estimamos o excedente de farinha em mais de um milhão de toneladas.

 

Atualmente, o maior complicador é a produção de mandioca nos Estados do Paraná, São Paulo Mato Grosso do Sul que, se for toda colhida, deverá originar um excedente acima de 400 mil toneladas de farinha. Este é um dos motivos para intervenção governamental.

Pelo fato dos preços mínimos se encontrarem defasados, a intervenção via AGF é improvável. Assim, o Contrato de Opção se torna a melhor alternativa. No momento, a sua utilização deve ser restrita aos Estados acima citados.

Na Região Nordeste, pelo fato de ter havido uma redução circunstancial de raiz, os preços da farinha recebidos pelos produtores têm permanecido relativamente estáveis e variado, em termos médio, de um máximo de R$ 47,40/50kg, no Maranhão, a um mínimo de R$ 28,44/50kg, na Bahia.

No segundo semestre, entretanto, o quadro deve se agravar devido ao aumento da oferta. Contudo, a atuação governamental, através do PAA, caso tenha disponibilidade de recursos financeiros, deverá evitar quedas acentuadas dos preços.

A Conab fez-se presente no seminário de mandioca realizado em Paranavaí/(PR, no dia 10 de junho de 2005, explanando sobre o funcionamento do Prêmio de Risco para Aquisição de Produto Agropecuário Oriundo de Contrato Privado de Opção de Venda PROP, um dos instrumentos de política agrícola disponíveis no momento, que poderá contribuir para evitar o aviltamento dos preços da raiz. (Ver mais sobre contrato de opção.).

 

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