| Asafra
de raiz de mandioca, prevista pelo IBGE em abril/2005,
é de 26,1 milhões de toneladas,
sendo que 62% estão localizadas nas Regiões
Norte/Nordeste e o restante no Centro-Sul. Cerca
de metade dessa safra destina-se ao consumo próprio,
à ração animal, e uma parte
é extraviada. Os 50% restantes são
transformados em farinha de mandioca, goma e fécula
industrial.
Por ser uma safra record, os preços estão
em queda, e a insatisfação dos produtores
é generalizada, principalmente os do Paraná
e do Mato Grosso do Sul. O preço da mandioca,
nesses Estados, está ao redor de R$ 100,00/t.
Nesse mesmo período dos anos 2003 e 2004,
o preço estava em torno de R$ 185,00/t.
Para agravar ainda mais a situação,
existe a concorrência da raiz do Paraguai
que está sendo internalizada entre R$ 60,00
e R$ 90,00 a tonelada. O produtor de farinha do
Paraná vem recebendo, em média,
R$ 23,50/50kg. Em junho/2004 sua remuneração
girava ao redor de R$ 37,00/50kg.
Com base nas informações do IBGE
e na produção de fécula industrial
prevista pela ABAM, estimamos a produção
brasileira de farinha de mandioca e de tapioca/goma,
para Região Norte/Nordeste. Estas regiões,
que além de fabricarem a maior parte da
produção de farinha, são
também as maiores consumidoras.
Com base no consumo “per-capita”
estimado pelo IBGE, em 34,189 kg para a Região
Norte; 15,722 kg para o Nordeste; 1,484 kg para
o Sudeste; 1,066 kg para a Região Sul e
1,411 kg para o Centro-Oeste, estimamos o excedente
de farinha em mais de um milhão de toneladas. |
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Atualmente,
o maior complicador é a produção
de mandioca nos Estados do Paraná, São
Paulo Mato Grosso do Sul que, se for toda colhida,
deverá originar um excedente acima de 400
mil toneladas de farinha. Este é um dos
motivos para intervenção governamental.
Pelo fato dos preços mínimos se
encontrarem defasados, a intervenção
via AGF é improvável. Assim, o Contrato
de Opção se torna a melhor alternativa.
No momento, a sua utilização deve
ser restrita aos Estados acima citados.
Na Região Nordeste, pelo fato de ter havido
uma redução circunstancial de raiz,
os preços da farinha recebidos pelos produtores
têm permanecido relativamente estáveis
e variado, em termos médio, de um máximo
de R$ 47,40/50kg, no Maranhão, a um mínimo
de R$ 28,44/50kg, na Bahia.
No segundo semestre, entretanto, o quadro deve
se agravar devido ao aumento da oferta. Contudo,
a atuação governamental, através
do PAA, caso tenha disponibilidade de recursos
financeiros, deverá evitar quedas acentuadas
dos preços.
A Conab fez-se presente no seminário de
mandioca realizado em Paranavaí/(PR, no
dia 10 de junho de 2005, explanando sobre o funcionamento
do Prêmio de Risco para Aquisição
de Produto Agropecuário Oriundo de Contrato
Privado de Opção de Venda PROP,
um dos instrumentos de política agrícola
disponíveis no momento, que poderá
contribuir para evitar o aviltamento dos preços
da raiz. (Ver
mais sobre contrato de opção.). |