Nesta Edição
Editorial
Diretoria da ABAM participa de audiências em Brasília
Contrato de Opção ajuda a evitar queda dos preços
Estamos diante de uma grande safra
Conjuntura atual do mercado de raize fécula de mandioca
Plantio direto na cultura da mandioca
Notícias da Embrapa
Métodos específicos de análise para a fécula de mandioca uma necessidade do setor
Informe CETEM
Industrial paulista assume a ABAM
Entrevista - Ricardo Bandeira Villela
Câmara Setorial investe no aumento da produtividade
Seminário da cultura da Mandioca
Seminário - Etapa Cianorte
Seminário - Etapa Nova Londrina
Seminário - Etapa Marechal Cândido Rondon
Seminário - Etapa Paranavaí
Seminário - Destaques sociais dos Seminários
Rápidas
Uma Delícia de Livro!
Sabores da Mandioca
EBS Uma fábrica de fábricas de amido
ANHUMAÍ - PODIUM Indústria comemora 15 anos
Produção de Álcool da mandioca
Destaques
 
Outras Revistas
ANO II - Nº10 - Abril - Junho/2005


MANDIOCA

Estamos diante de uma grande safra

Dentro de uma análise retrospectiva, e, considerando-se um período de 35 anos, observa-se que o Brasil já chegou a produzir 30 milhões de toneladas de mandioca, no ano de 1970. Para a safra de 2004/05 espera-se uma produção de 26 milhões de toneladas. Naquele ano - 1970 - a população brasileira registrava 90 milhões de habitantes, e, atualmente, somos cerca de 170 milhões. Portanto, as duas variáveis: oferta e demanda, apresentam decrescimentos. Mas, é preciso lembrar também que, além da redução no consumo humano, houve acentuada mudança na alimentação animal, e a mandioca cedeu lugar às rações balanceadas.

Nestes anos houve um significativo avanço tecnológico na indústria de mandioca, sobretudo na produção de fécula, em especial no Estado do Paraná, e, atualmente, se estendendo para os Estados do Mato Grosso do Sul e do Brasil Central. Criou-se a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM), e, mais recentemente, as Câmaras Setoriais Nacional e as Estaduais, para, em conjunto, ajudarem a desenvolver políticas que venham de encontro aos desafios que o setor exige a cada safra.

Paralelamente, os centros de pesquisa em Cruz das Almas - Embrapa Bahia, o IAC (Instituto Agronômico de Campinas), o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), e vários outros, instalados nos demais Estados, também estão apresentando valiosas contribuições para o desenvolvimento desta cultura.


Methodio Groxko
é economista e técnico
do Deral/Seab - PR

Estes foram os avanços positivos que o segmento produtivo experimentou durante os últimos anos. Mas, e a grande safra como fica? A quem se deve o resultado do aumento de plantio ou da oferta acima da demanda? Na verdade, não existem culpados isolados, mas, sim o conjunto todo, ou seja, a falta de uma melhor organização dos produtores, das indústrias e do próprio Governo, a começar pela política dos preços mínimos, cujos valores estão totalmente defasados. De modo que, se existe este instrumento, os seus valores precisam atender, ao menos, os custos de produção, tanto da matéria prima - raiz - como dos produtos industrializados: a farinha e a fécula.

Enfim, estamos colhendo a safra de 2004/05, que, segundo o IBGE, deverá alcançar 26 milhões de toneladas, contra 24 milhões de toneladas produzidas no ano passado. Esta safra promete ser satisfatória em todos os Estados, inclusive no Nordeste, onde as condições climáticas estão favoráveis pelo segundo ano consecutivo.

No Paraná, terceiro produtor nacional de raiz, e primeiro em fécula, com uma participação em torno de 70%, a safra de 2004/05, estimada pela SEAB/Deral, é de 4 milhões de toneladas de raiz, também superior, em 1 milhão de toneladas, à safra anterior.

A colheita está se processando em ritmo bastante lento, e os compradores atacadistas, que normalmente compravam no Paraná, agora se abastecem com o produto de suas regiões.

Os preços, que no ano passado chegaram aos patamares de R$ 350,00/t de raiz, R$ 65,00/saco de 50 quilos de farinha, e de R$ 45,00/saco de 25 quilos de fécula, já apresentam, na atual safra, um declínio acentuado, com poucos negócios, e paralisando a maioria das farinheiras. Diante deste quadro desalentador, foram tomadas algumas medidas como:

 

a) A Secretaria da Agricultura do Paraná SEAB - Deral - solicitou ao Governo Federal, no inicio do mês de março, a compra de um milhão de sacas de farinha e 10% da produção de fécula, no Estado do Paraná;

b) No dia 31 de maio, sob a coordenação do deputado federal Moacir Micheletto, integrantes da ABAM e da Câmara Setorial Nacional foram atendidos em Brasília pelo Ministro Interino da Agricultura, Luis Carlos Guedes Pinto, pelo, então, Ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, e, pelo Presidente da Conab, Jacinto Ferreira, para tratar da crise do setor;

c) Como resultado da audiência ficou acertada a inclusão da mandioca nos Contratos Privados de Opção, e, também, a Linha Especial de Crédito-LEC.

Como essas crises se repetem com certa freqüência, e afetam toda a cadeia produtiva, torna-se necessário estabelecer-se alguns mecanismos envolvendo-se todos os segmentos para que se possa determinar um planejamento melhor entre a produção e o consumo dos derivados da mandioca.

Uma das questões já em prática é o contrato entre as indústrias e os produtores. O seguro privado parece ser uma boa alternativa para o futuro; e a pesquisa, que poderá contribuir, definitivamente, para o ganho de produtividade agrícola, industrial e para a redução dos custos de produção.


   
 
© 2000-2008 .:ABAM:. Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca
Avenida Rio Grande do Norte, 1330 - CEP: 87701-020 - Fone: (44)3422-8217 / 3422-6490
Paranavaí - Paraná