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foram os avanços positivos que o segmento
produtivo experimentou durante os últimos
anos. Mas, e a grande safra como fica? A quem
se deve o resultado do aumento de plantio ou da
oferta acima da demanda? Na verdade, não
existem culpados isolados, mas, sim o conjunto
todo, ou seja, a falta de uma melhor organização
dos produtores, das indústrias e do próprio
Governo, a começar pela política
dos preços mínimos, cujos valores
estão totalmente defasados. De modo que,
se existe este instrumento, os seus valores precisam
atender, ao menos, os custos de produção,
tanto da matéria prima - raiz - como dos
produtos industrializados: a farinha e a fécula.
Enfim, estamos colhendo a safra de 2004/05,
que, segundo o IBGE, deverá alcançar
26 milhões de toneladas, contra 24 milhões
de toneladas produzidas no ano passado. Esta safra
promete ser satisfatória em todos os Estados,
inclusive no Nordeste, onde as condições
climáticas estão favoráveis
pelo segundo ano consecutivo.
No Paraná, terceiro produtor nacional
de raiz, e primeiro em fécula, com uma
participação em torno de 70%, a
safra de 2004/05, estimada pela SEAB/Deral, é
de 4 milhões de toneladas de raiz, também
superior, em 1 milhão de toneladas, à
safra anterior.
A colheita está se processando em ritmo
bastante lento, e os compradores atacadistas,
que normalmente compravam no Paraná, agora
se abastecem com o produto de suas regiões.
Os preços, que no ano passado chegaram
aos patamares de R$ 350,00/t de raiz, R$ 65,00/saco
de 50 quilos de farinha, e de R$ 45,00/saco de
25 quilos de fécula, já apresentam,
na atual safra, um declínio acentuado,
com poucos negócios, e paralisando a maioria
das farinheiras. Diante deste quadro desalentador,
foram tomadas algumas medidas como:
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a)
A Secretaria da Agricultura do Paraná SEAB
- Deral - solicitou ao Governo Federal, no inicio
do mês de março, a compra de um milhão
de sacas de farinha e 10% da produção
de fécula, no Estado do Paraná;
b) No dia 31 de maio, sob a coordenação
do deputado federal Moacir Micheletto, integrantes
da ABAM e da Câmara Setorial Nacional foram
atendidos em Brasília pelo Ministro Interino
da Agricultura, Luis Carlos Guedes Pinto, pelo,
então, Ministro da Coordenação
Política, Aldo Rebelo, e, pelo Presidente
da Conab, Jacinto Ferreira, para tratar da crise
do setor;
c) Como resultado da audiência ficou acertada
a inclusão da mandioca nos Contratos Privados
de Opção, e, também, a Linha
Especial de Crédito-LEC.
Como essas crises se repetem com certa freqüência,
e afetam toda a cadeia produtiva, torna-se necessário
estabelecer-se alguns mecanismos envolvendo-se
todos os segmentos para que se possa determinar
um planejamento melhor entre a produção
e o consumo dos derivados da mandioca.
Uma das questões já em prática
é o contrato entre as indústrias
e os produtores. O seguro privado parece ser uma
boa alternativa para o futuro; e a pesquisa, que
poderá contribuir, definitivamente, para
o ganho de produtividade agrícola, industrial
e para a redução dos custos de produção.
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