Mandioca
no Esporte e na escola
Começam a acontecer novas iniciativas
de valorização dos derivados da
mandioca. O Ministério dos Esportes acaba
de concretizar incondicional apoio à Famfs
(Fundação de Apoio ao Menor de Feira
de Santana), para tornar possível aos 40
mil jovens e adolescentes integrantes do programa
um lanche mais saudável, com iguarias feitas
com fécula de mandioca. O entusiasta Presidente
da Fundação, Antônio Lopes,
fez despertar no ministro Agnelo Queiroz, ilustre
baiano de Itapetinga, o sentimento mandioqueiro.
Somam hoje 120 os municípios da Bahia que
integram o programa, e, vários deles, na
região do Recôncavo, já se
alinham ampliando áreas de cultivo para
o suprimento da matéria prima. “É
mais emprego e renda no campo”, comemora,
Lopes.
Outra iniciativa vem de Conceição
do Coité, cidade do semi-árido baiano.
Lá a prefeitura oxigena, financeiramente,
as associações de produtores com
tradição no fabrico de beijus. A
merenda escolar já inclui os produtos,
regularmente, em escolas da rede municipal de
ensino. As crianças aprovam, e os produtores
têm mais um novo canal de escoamento no
campo. É como se diz no Nordeste: a prefeitura
está “fritando o porco com a própria
banha”.
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MANI-OCA
Delícia Brasileira
A gastronomia do país dá um grande
passo na valorização da raiz do
Brasil. A mais destacada planta da família
Euphorbiacea reúne cerca de 290 gêneros
e, aproximadamente, 7.500 espécies em todo
o Mundo, principalmente nas regiões tropicais.
No Mato Grosso do Sul, Iracema Sampaio, baiana
radicada há 25 anos naquele Estado, desde
os tempos de menina se encantava com os usos alimentícios
da mandioca, e acaba de lançar, em Campo
Grande, o mais completo compêndio de culinária
tendo por base a raiz e seus derivados.
Sucos, batidas, bolos, tortas, pães, biscoitos,
caldos, sopas, cremes do doce ao salgado permeiam
o que é possível fazer na casa de
poucos recursos ou na sofisticada gastronomia
mundial.
Suas receitas, cuidadosamente testadas, passaram
por sua equipe, definindo ingredientes e sua manipulação,
e trazem na simplicidade dos ensinamentos a possibilidade
de uso doméstico, comercial, encontros
sociais etc...
Sinaliza, também, para a rede escolar
onde as prefeituras podem abrir espaços
nas secretarias de saúde, educação,
agricultura e desenvolvimento social. Precisamos
redescobrir esse tesouro, sem esperar que o primeiro
mundo o reconheça, para carimbarmos como
verdade. |