Nesta Edição
Editorial
Fécula de mandioca como ingrediente para alimentos
A atuação do CERAT/UNESP na agroindustrialização da Mandioca
FAG vai instalar pesquisas de adição de fécula no trigo
O pão nosso de cada dia, com mandioca!
Como melhorar a textura, sabor e performance de produtos em panificação
Embrapa pesquisa mandioca para indústrias de amido
Mandioca: dos índios à agroindústria
Alimentação equilibrada assegura qualidade de vida

Maltodextrinas da Mandioca - Estrelas do mundo esportivo

Mercado com sinais de maior oferta
Atuação do Governo no mercado da mandioca
Bagaço da mandioca gerado em fecularias alimenta bovinos de corte
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Mandioca: o Pão do Brasil
Informe CETEM
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ANO III - Nº11 - Julho - Setembro/2005


Atuação do Governo no mercado da mandioca

(*) Petrarcas Santos de Deus

Os preços da raiz a partir do segundo semestre de 2002 começaram a apresentar taxas de crescimento bastante acentuadas. A principal causa desse incremento foi uma safra relativamente pequena no ano anterior, quando foram colhidas, segundo o IBGE, 22,6 milhões de toneladas. A escalada de preços prosseguiu até o início de 2004, cuja safra foi de 23,8 milhões de toneladas, 8,8% acima da média dos últimos 10 anos.

 

 

Para exemplificar, apresentamos abaixo o comportamento dos preços da raiz nos últimos trinta e seis meses na Bahia, no Paraná e no Pará, que respondem pela metade da safra nacional. Nos dois primeiros Estados, a tonelada chegou em dezembro/2003 e fevereiro/2004 aos valores máximos de R$ 400,00 e R$ 312,06, respectivamente. Atualmente, os preços correspondentes são de R$ 97,50 e R$ 93,00. No Pará, o crescimento foi mais modesto, chegando em outubro/2003 a R$ 220,00. Este ano, na primeira semana de agosto: entre os dias primeiro e cinco, a média de preço estava em R$ 83,00

     
A queda dos preços ocorreu pelo aumento da oferta, e propagou-se para os derivados. Na Bahia, o preço da saca de 50 quilos de farinha de mandioca chegou a R$ 110,00, em abril/2003. Atualmente, a média é de R$ 29,56. Nos demais Estados do Nordeste e da Região Norte o comportamento foi análogo.   No Paraná, onde está localizada a maior parte das indústrias, o preço da fécula, que chegou a R$0,36/kg em junho/2002, também apresentou taxas elevadas de crescimento atingindo R$ 1,72/kg em fevereiro/2004. Atualmente, ele está na faixa de R$0,69/kg. No Mato Grosso do Sul e em São Paulo os preços variaram de forma semelhante.





(*) Petrarcas Santos de Deus,
Técnico da Conab/Brasília
Fone: (61) 312.6244 - Fax (61) 321.2029
E-mail petrarcas.deus@conab.gov.br

 

 

Atuação Governamental - a atuação governamental nas Regiões Norte e Nordeste, no sentido de reduzir o impacto negativo que o excesso de oferta vem exercendo sobre os preços, tem ocorrido através do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). Dessa forma, foram compradas, aproximadamente, 3 mil toneladas de farinha de mandioca.
Entretanto, o volume significativo é de CPR (Cédula do Produtor Rural), que beneficiou 13.631 famílias em 223 municípios, garantindo a aquisição de, aproximadamente, 40 mil toneladas de farinha de mandioca, no valor de R$ 39,6 milhões, o que representa quase 60% do total do programa.

Fécula - com relação à fécula, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou o primeiro leilão do PROP (Contrato Privado de Opção de Venda) de raiz de mandioca, destinado às indústrias do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Essas duas medidas (PAA e PROP) devem evitar a queda dos preços no último trimestre deste ano, uma vez que a colheita deve ser intensificada no Nordeste, no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

   
 
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