Grandes
foram as modificações pelas quais
o mercado de fécula de mandioca passou
nos últimos meses, principalmente no que
se refere aos valores do produto. Tais transformações
contribuíram para mudanças até
mesmo na estratégia das empresas que necessitam
do produto em seus processos.
Diante disso, faz-se necessária uma análise
a respeito do setor, com o intuito de se ter parâmetros
para uma visão desse mercado no médio
prazo, e não se fazer previsões
apenas.
Dados do LSPA (Levantamento Sistemático
da Produção Agrícola), do
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
do mês de julho, indicam que o crescimento
da produção brasileira de mandioca
em 2005 poderá ter incremento da ordem
de 12.8,0%, podendo ser produzidas mais de 26,8
milhões de toneladas, numa área
cultivada 10,1% maior, ultrapassando-se 1,90 milhões
de hectares.
Além disso, grande parte desta produção
poderá ser colhida no primeiro semestre
do ano que vem, projetando-se, assim, oferta suficiente
para as necessidades das empresas. A produção
de milho, por sua vez, é projetada para
ser 16,1% menor que no ano 2004, enquanto que
a soja poderá apresentar elevação
de 3,3% na produção.
Tais dados confirmam que, apesar de preços
menores, muitos produtores continuam com intenção
de produzir mandioca, uma vez que a área
ocupada com o produto vem se mantendo.
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Diante
desse contexto, pode-se concluir que a oferta
de matéria-prima tem se apresentado suficiente
para atender as necessidades industriais, devendo
esta se manter, pelo menos, no primeiro semestre
do ano que vem.
Tal fato tem aumentado o estoque nacional de
fécula, fazendo algumas fecularias optarem
pela compra do produto de outras empresas, uma
vez que esse mecanismo apresentou-se mais viável
que a produção, em alguns casos.
Outro ponto a ser levado em consideração
para o aumento nessa oferta de raiz é que
muitas empresas estiveram recebendo a mandioca
proveniente de contratos, fazendo com que o produto
que não foi contratado também fique
para ser colhido no ano que vem.
Diante desse cenário os agentes do setor
esperam que o volume de raízes disponível
seja suficiente para atender as necessidades,
proporcionando uma produção de fécula
mais estável que nos anos anteriores. Esses
agentes acreditam que esse volume produzido de
fécula poderá manter os valores
do produto, com oscilações menos
bruscas que as observadas anteriormente.
Espera-se, dessa maneira, retomar-se os negócios
com setores que migraram para amidos substitutos,
uma vez que é de interesse do setor feculeiro
manter a regularidade na produção
e no fornecimento de fécula.
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