| Lideranças
querem política de longo prazo para o setor
A necessidade de uma política de longo
prazo para o setor da mandioca, atrelada a programas
institucionais do Governo, foi defendida pelo
Presidente da ABAM, Ricardo Bandeira Villela,
na reunião da Câmara Setorial da
Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, acontecida
no dia dois de agosto, em Brasília/DF.
Participaram da reunião os deputados federais
Moacir Micheletto, do Paraná, e Waldemir
Moka, do Mato Grosso do Sul, que falaram sobre
as dificuldades que o setor está atravessando,
e da necessidade de apoio político mais
amplo, com representação política
dos Estados.
Nesse mesmo dia, os dois deputados, acompanhados
do Presidente da ABAM, e do Presidente da Câmara
Setorial, João Eduardo Pasquini, tiveram
uma audiência com o Secretário executivo
do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento), Luis Carlos Guedes Pinto, objetivando
maior agilidade no lançamento do PROP (Contrato
Privado de Opção) para a mandioca
o que aconteceu nos dias seguintes à audiência
(o primeiro leilão, que tinha sido programado
para o dia 28 de julho e foi suspenso pelo MAPA,
foi, então, agendo para o dia 18 de agosto).
Na reunião da Câmara Setorial, Pasquini
fez uma abordagem conjuntural do mercado de mandioca
no País, e argumentou que a adição
da fécula/amido de mandioca à farinha
de trigo importada pelo Brasil é uma solução
viável para se resolver o problema das
oscilações entre oferta e demanda
de raiz.
Foi constituído, no âmbito da Câmara
Setorial, um grupo temático para estudar
padrões de classificação
da raiz e da fécula; e, formado um grupo
de trabalho voltado à elaboração
de diretrizes para o Plano Nacional da Mandioca,
que será apresentado no Décimo Primeiro
Congresso Brasileiro de Mandioca, que acontecerá
entre os dias 25 e 28 de outubro deste ano, em
Campo Grande/MS.
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A
construção de uma grande ABAM
No editorial da última edição
da Revista ABAM (nº 10) recebemos elogios
do Sr. Augusto Hauber Gameiro, Analista Econômico
da Natural Soluções Setoriais, à
atuação de nossa Associação,
e ao crescimento conquistado pelo setor nos últimos
anos. As palavras de Gameiro me motivaram a tecer
alguns comentários sobre a função
da ABAM.
A grande força de nossa Associação
vem da participação dos associados.
Cada um deles, agindo a seu modo, alguns através
de opiniões; outros, com ações,
vivem o setor e a Associação. A
preservação desta participação
passa por vários fatores, entre os quais
destaco como mais importantes:
CONTINUIDADE SEM CONTINUÍSMO
Cada nova gestão tem sido montada através
de negociações, buscando-se consenso,
através de uma chapa única, que
inicie seus trabalhos apoiada na gestão
anterior. Porém, sempre com novas pessoas
e idéias, de forma a se evitar, que, como
em tantas outras associações, surja
a figura do dirigente que se confunde com a Associação
e tende a acreditar que a Associação
lhe pertençe.
APOIO DAS GESTÕES ANTERIORES
Neste início de gestão tenho visto
a importância do apoio de integrantes de
gestões anteriores, que colaboram repassando
suas experiências, e, o mais importante:
trazem a história dos assuntos em andamento.
Sem este repasse de experiências as instituições
se perdem e acabam sempre reiniciando os trabalhos
do zero, ao invés de melhorá-los.
Este, talvez, seja o maior problema de nosso País,
onde cada Governo muda tudo o que foi criado pelo
anterior, e, assim, perdemos a história.
O FUTURO
Nos próximos dois anos o setor passará
por uma fase difícil, com uma safra grande,
associada a um câmbio irreal, talvez o mais
valorizado do mundo, e a maior taxa de juros do
Planeta. Neste período teremos de aproveitar
para plantar as bases para um futuro melhor, insistindo
no trabalho do Plantio Responsável, na
criação de um mercado futuro e na
confiança dos setores consumidores.
Ricardo Bandeira Villela
Presidente da ABAM |