Nesta Edição
Editorial
Fécula de mandioca como ingrediente para alimentos
A atuação do CERAT/UNESP na agroindustrialização da Mandioca
FAG vai instalar pesquisas de adição de fécula no trigo
O pão nosso de cada dia, com mandioca!
Como melhorar a textura, sabor e performance de produtos em panificação
Embrapa pesquisa mandioca para indústrias de amido
Mandioca: dos índios à agroindústria
Alimentação equilibrada assegura qualidade de vida

Maltodextrinas da Mandioca - Estrelas do mundo esportivo

Mercado com sinais de maior oferta
Atuação do Governo no mercado da mandioca
Bagaço da mandioca gerado em fecularias alimenta bovinos de corte
Notícias da Embrapa
Mandioca: o Pão do Brasil
Informe CETEM
Sabores da Mandioca
Receitas
Campo Grande realiza Congresso Brasileiro de Mandioca
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ANO III - Nº11 - Julho - Setembro/2005


Destaques

Lideranças querem política de longo prazo para o setor

A necessidade de uma política de longo prazo para o setor da mandioca, atrelada a programas institucionais do Governo, foi defendida pelo Presidente da ABAM, Ricardo Bandeira Villela, na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, acontecida no dia dois de agosto, em Brasília/DF.

Participaram da reunião os deputados federais Moacir Micheletto, do Paraná, e Waldemir Moka, do Mato Grosso do Sul, que falaram sobre as dificuldades que o setor está atravessando, e da necessidade de apoio político mais amplo, com representação política dos Estados.

Nesse mesmo dia, os dois deputados, acompanhados do Presidente da ABAM, e do Presidente da Câmara Setorial, João Eduardo Pasquini, tiveram uma audiência com o Secretário executivo do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Luis Carlos Guedes Pinto, objetivando maior agilidade no lançamento do PROP (Contrato Privado de Opção) para a mandioca o que aconteceu nos dias seguintes à audiência (o primeiro leilão, que tinha sido programado para o dia 28 de julho e foi suspenso pelo MAPA, foi, então, agendo para o dia 18 de agosto).

Na reunião da Câmara Setorial, Pasquini fez uma abordagem conjuntural do mercado de mandioca no País, e argumentou que a adição da fécula/amido de mandioca à farinha de trigo importada pelo Brasil é uma solução viável para se resolver o problema das oscilações entre oferta e demanda de raiz.

Foi constituído, no âmbito da Câmara Setorial, um grupo temático para estudar padrões de classificação da raiz e da fécula; e, formado um grupo de trabalho voltado à elaboração de diretrizes para o Plano Nacional da Mandioca, que será apresentado no Décimo Primeiro Congresso Brasileiro de Mandioca, que acontecerá entre os dias 25 e 28 de outubro deste ano, em Campo Grande/MS.

 

A construção de uma grande ABAM

No editorial da última edição da Revista ABAM (nº 10) recebemos elogios do Sr. Augusto Hauber Gameiro, Analista Econômico da Natural Soluções Setoriais, à atuação de nossa Associação, e ao crescimento conquistado pelo setor nos últimos anos. As palavras de Gameiro me motivaram a tecer alguns comentários sobre a função da ABAM.
A grande força de nossa Associação vem da participação dos associados. Cada um deles, agindo a seu modo, alguns através de opiniões; outros, com ações, vivem o setor e a Associação. A preservação desta participação passa por vários fatores, entre os quais destaco como mais importantes:

CONTINUIDADE SEM CONTINUÍSMO
Cada nova gestão tem sido montada através de negociações, buscando-se consenso, através de uma chapa única, que inicie seus trabalhos apoiada na gestão anterior. Porém, sempre com novas pessoas e idéias, de forma a se evitar, que, como em tantas outras associações, surja a figura do dirigente que se confunde com a Associação e tende a acreditar que a Associação lhe pertençe.

APOIO DAS GESTÕES ANTERIORES
Neste início de gestão tenho visto a importância do apoio de integrantes de gestões anteriores, que colaboram repassando suas experiências, e, o mais importante: trazem a história dos assuntos em andamento. Sem este repasse de experiências as instituições se perdem e acabam sempre reiniciando os trabalhos do zero, ao invés de melhorá-los. Este, talvez, seja o maior problema de nosso País, onde cada Governo muda tudo o que foi criado pelo anterior, e, assim, perdemos a história.

O FUTURO
Nos próximos dois anos o setor passará por uma fase difícil, com uma safra grande, associada a um câmbio irreal, talvez o mais valorizado do mundo, e a maior taxa de juros do Planeta. Neste período teremos de aproveitar para plantar as bases para um futuro melhor, insistindo no trabalho do Plantio Responsável, na criação de um mercado futuro e na confiança dos setores consumidores.

Ricardo Bandeira Villela
Presidente da ABAM

   
 
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