Nesta Edição
Editorial
Fécula de mandioca como ingrediente para alimentos
A atuação do CERAT/UNESP na agroindustrialização da Mandioca
FAG vai instalar pesquisas de adição de fécula no trigo
O pão nosso de cada dia, com mandioca!
Como melhorar a textura, sabor e performance de produtos em panificação
Embrapa pesquisa mandioca para indústrias de amido
Mandioca: dos índios à agroindústria
Alimentação equilibrada assegura qualidade de vida

Maltodextrinas da Mandioca - Estrelas do mundo esportivo

Mercado com sinais de maior oferta
Atuação do Governo no mercado da mandioca
Bagaço da mandioca gerado em fecularias alimenta bovinos de corte
Notícias da Embrapa
Mandioca: o Pão do Brasil
Informe CETEM
Sabores da Mandioca
Receitas
Campo Grande realiza Congresso Brasileiro de Mandioca
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ANO III - Nº11 - Julho - Setembro/2005


NOTÍCIAS DA EMBRAPA

 

"Nossa Raiz" alavanca mandioca na Bahia

O Programa para o Desenvolvimento da Mandiocultura no Estado da Bahia passa a ser a principal ferramenta para beneficiar as organizações dos produtores familiares enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar). A Bahia é o segundo produtor nacional de mandioca, que é cultivada em todos os municípios, principalmente por pequenos produtores, que utilizam, com predominância, a mão-de-obra familiar. O novo programa, denominado Nossa Raiz, visa o aumento da produtividade; elevação do nível tecnológico; geração de emprego e renda; e, diversificação de usos, entre outros. O aporte de recursos, da ordem de mais de R$ 6 milhões, está sendo aplicado em capacitação, assistência técnica, pesquisa agrícola e fornecimento de kits-produtividade aos produtores beneficiados. A coordenação do Programa, a cargo da EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), conta com o apoio de entidades públicas e privadas na esfera estadual e federal, a exemplo da Embrapa.


Joselito Motta
é engenheiro agrônomo,
pesquisador da Embrapa Mandioca
e Fruticultura, tem mestrado em Extensão Rural pela
Universidade Federal de Viçosa/MG e cursos de especialização
em uso da mandioca

Slow Food - mais espaço para a mandioca

As conquistas da mandioca parecem estar apenas começando. A cada dia os profissionais da gastronomia nacional e internacional se surpreendem com sua versatilidade, ao emprestar sabor especial aos pratos em que estão presentes as folhas, a raiz, a fécula e o polvilho doce ou azedo. Uma nova onda começa a soprar para o Mundo: é o Slow Food - comportamento alimentar para se contrapor à perigosa mania do Fast Food (comer com pressa, sem ter tempo sequer para saber ou questionar a origem do alimento consumido). A nova ONG, nascida na Itália, vem conquistando a simpatia dos que pensam mais na vida, e faz uma alerta: “coma devagar, menino”. Valorize o prazer de comer; faça o rastreamento do produto e siga as orientações do pai da medicina Hipócrates “que o teu remédio seja o teu alimento e que teu alimento seja o teu remédio”. O Slow Food promove, em outubro deste ano, um encontro nacional em Belo Horizonte, para atrair mais simpatizantes e fortalecer o movimento em defesa da vida. A mandioca, por suas características, é a principal bandeira da nossa agricultura.

Mannioc, le pain du Brésil

Lançado pelo Ministro Roberto Rodrigues na data do aniversário do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, dia 27 de julho, o valioso compêndio sobre a raiz do Brasil: o livro “Mandioca, o Pão do Brasil”, produzido pela Link Design, em português/francês, e já em curso a versão em inglês/espanhol. O livro faz um rastreamento histórico, cultural e tecnológico da mandiocultura brasileira, ilustrando, com fotos de primeira qualidade, os variados usos da mandioca partindo do primitivo, passando pelo exótico e atingindo o sofisticado. Nota máxima para os autores e editores.

 

Por que a mandioca é tolerante à seca ?

A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical está implementando um projeto de pesquisa, liderado pelo pesquisador Alfredo Augusto Cunha Alves, para tentar desvendar o que está por trás da reconhecida fama da mandioca de ser uma das culturas mais tolerantes à seca. Trata-se de um projeto internacional, financiado pelo Programa Desafio 'Generation' (Generation Challenge Program), cujos recursos provêm de vários patrocinadores, dentre eles o Banco Mundial e Comunidade Européia. O projeto intitulado “Identificando características fisiológicas e genéticas que fazem da mandioca uma das culturas mais tolerantes à seca” terá duração de três anos, e envolve pesquisadores da Embrapa, do CIAT (Centro Internacional de Agricultura Tropical, Colômbia), IITA (International Institute of Tropical Agriculture, Nigéria), Universidade de Cornell (USA) e instituições nacionais de pesquisa de Gana e Tanzânia. No final, pretende-se identificar marcadores moleculares associados a genes de tolerância à seca, e sugerir um processo de melhoramento eficiente e de baixo custo para desenvolver variedades tolerantes à seca, tanto de mandioca como de outras culturas.

   
 
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