Slow
Food - mais espaço para a mandioca
As conquistas da mandioca parecem estar apenas
começando. A cada dia os profissionais
da gastronomia nacional e internacional se surpreendem
com sua versatilidade, ao emprestar sabor especial
aos pratos em que estão presentes as folhas,
a raiz, a fécula e o polvilho doce ou azedo.
Uma nova onda começa a soprar para o Mundo:
é o Slow Food - comportamento alimentar
para se contrapor à perigosa mania do Fast
Food (comer com pressa, sem ter tempo sequer para
saber ou questionar a origem do alimento consumido).
A nova ONG, nascida na Itália, vem conquistando
a simpatia dos que pensam mais na vida, e faz
uma alerta: “coma devagar, menino”.
Valorize o prazer de comer; faça o rastreamento
do produto e siga as orientações
do pai da medicina Hipócrates “que
o teu remédio seja o teu alimento e que
teu alimento seja o teu remédio”.
O Slow Food promove, em outubro deste ano, um
encontro nacional em Belo Horizonte, para atrair
mais simpatizantes e fortalecer o movimento em
defesa da vida. A mandioca, por suas características,
é a principal bandeira da nossa agricultura.
Mannioc, le pain du Brésil
Lançado pelo Ministro Roberto Rodrigues
na data do aniversário do Ministério
da Agricultura Pecuária e Abastecimento,
dia 27 de julho, o valioso compêndio sobre
a raiz do Brasil: o livro “Mandioca, o Pão
do Brasil”, produzido pela Link Design,
em português/francês, e já
em curso a versão em inglês/espanhol.
O livro faz um rastreamento histórico,
cultural e tecnológico da mandiocultura
brasileira, ilustrando, com fotos de primeira
qualidade, os variados usos da mandioca partindo
do primitivo, passando pelo exótico e atingindo
o sofisticado. Nota máxima para os autores
e editores.
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Por
que a mandioca é tolerante à seca
?
A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical está
implementando um projeto de pesquisa, liderado
pelo pesquisador Alfredo Augusto Cunha Alves,
para tentar desvendar o que está por trás
da reconhecida fama da mandioca de ser uma das
culturas mais tolerantes à seca. Trata-se
de um projeto internacional, financiado pelo Programa
Desafio 'Generation' (Generation Challenge Program),
cujos recursos provêm de vários patrocinadores,
dentre eles o Banco Mundial e Comunidade Européia.
O projeto intitulado “Identificando características
fisiológicas e genéticas que fazem
da mandioca uma das culturas mais tolerantes à
seca” terá duração
de três anos, e envolve pesquisadores da
Embrapa, do CIAT (Centro Internacional de Agricultura
Tropical, Colômbia), IITA (International
Institute of Tropical Agriculture, Nigéria),
Universidade de Cornell (USA) e instituições
nacionais de pesquisa de Gana e Tanzânia.
No final, pretende-se identificar marcadores moleculares
associados a genes de tolerância à
seca, e sugerir um processo de melhoramento eficiente
e de baixo custo para desenvolver variedades tolerantes
à seca, tanto de mandioca como de outras
culturas.
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