Elas
nunca subiram ao podium, mas são, na avaliação
do médico nutrólogo, Euclésio
Bragança, Diretor Presidente da Integral
Médica, as "grandes estrelas"
do mundo esportivo: são as maltodextrinas
obtidas da fécula/amido de mandioca, utilizadas
como matéria-prima para produção
de suplementos nutricionais, na forma de shakes
e gel, no segmento de nutrição esportiva,
e, na indústria em geral, nas formas de
achocolatados, sopas, caldos, sorvetes, entre
outros. "Os atletas utilizam as maltodextrinas
como repositores energéticos, essenciais
para proporcionar melhor desempenho durante o
exercício físico, prevenir a fadiga,
e auxiliar na recuperação corporal",
salienta o nutrólogo.
O médico explica que as maltodextrinas
são açúcares (carboidratos)
complexos. Essa classificação garante,
a quem as ingerir, digestão mais lenta
- time release - e mais saudável. "Na
prática de esportes o fornecimento gradual
de energia é preferível. Ingerindo
carboidratos complexos antes dos exercícios,
se tem melhores condições para suportar
a intensidade da atividade física",
salienta.
Além da qualidade de não ser um
carboidrato simples, que é consumido de
forma mais rápida, liberando açúcar
para a corrente sanguínea com maior intensidade
que os carboidratos complexos, a maltodextrina
tem a vantagem de não interferir no aumento
da glicemia (índice de açúcar
no sangue). Segundo Bragança, a preocupação
com o índice glicêmico (capacidade
do alimento chegar à corrente sanguínea),
sobretudo num País em que a obesidade ganha
proporções consideráveis,
leva os brasileiros a procurarem, cada vez mais,
uso de carboidratos complexos em sua alimentação.
Outra vantagem da maltodextrina, segundo ele,
é o fato dela não ser doce, o que
dá chance de se efetuar formulações
variadas. "A maltodextrina é um produto
maleável, que permite trabalhar itens,
mais ou menos, salgados ou doces", observa,
salientando que as maltodextrinas obtidas da fécula
de mandioca deram maior solubilidade, não
deixaram sabor residual, e nem alteraram o sabor
dos produtos que desenvolveu.
Há 20 anos Bragança começou
a trabalhar em formulações com amidos
modificados - até então os suplementos
eram importados pelo Brasil, e, há 10 anos,
adotou os amidos modificados de mandioca para
produzir repositores energéticos. Sua linha
de produção conta hoje com 10 itens
- pós para preparação de
shakes - que utilizam as maltodextrinas da mandioca
como matéria-prima. “Num País
tropical, com facilidades climáticas e
de solo, temos uma fonte de maltodextrina, cujo
cultivo o brasileiro domina bem. Assim, saímos
da dependência da cultura do milho e conquistamos
condições de concorrer com o mercado
norte-americano. Por conta da mandioca tem muita
empresa se dando bem no Brasil", observa
Bragança, ressaltando a valorização
da raiz a partir da agregação de
valores propiciada pelo desenvolvimento da agroindústria
brasileira da mandioca. "A mandioca, que
era vista apenas como produto de índio,
atravessou fronteiras, e virou produto de exportação",
enaltece.
e-mail: braganca@integralmedica.com.br |
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Shakes produzidos no Brasil concorrem
com produtos norte-americanos

Maltodextrinas de amido de mandioca são
usadas na formulação de shakes,
géis, sopas, caldos, sorvetes, achocolatados,
entre outros

Euclésio Bragança: "As maltodextrinas
obtidas da fécula de mandioca deram maior
solubilidade, não deixaram sabor residual,
nem alteraram o sabor dos produtos”
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