Nesta Edição
Editorial
Fécula de mandioca como ingrediente para alimentos
A atuação do CERAT/UNESP na agroindustrialização da Mandioca
FAG vai instalar pesquisas de adição de fécula no trigo
O pão nosso de cada dia, com mandioca!
Como melhorar a textura, sabor e performance de produtos em panificação
Embrapa pesquisa mandioca para indústrias de amido
Mandioca: dos índios à agroindústria
Alimentação equilibrada assegura qualidade de vida

Maltodextrinas da Mandioca - Estrelas do mundo esportivo

Mercado com sinais de maior oferta
Atuação do Governo no mercado da mandioca
Bagaço da mandioca gerado em fecularias alimenta bovinos de corte
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Mandioca: o Pão do Brasil
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ANO III - Nº11 - Julho - Setembro/2005


MALTODEXTRINAS DA MANDIOCA

Estrelas do mundo esportivo

Com o desenvolvimento das maltodextrinas extraídas da industrialização do amido/fécula de mandioca
o Brasil sai da dependência do milho e conquista condições de concorrer com o mercado norte-americano

Elas nunca subiram ao podium, mas são, na avaliação do médico nutrólogo, Euclésio Bragança, Diretor Presidente da Integral Médica, as "grandes estrelas" do mundo esportivo: são as maltodextrinas obtidas da fécula/amido de mandioca, utilizadas como matéria-prima para produção de suplementos nutricionais, na forma de shakes e gel, no segmento de nutrição esportiva, e, na indústria em geral, nas formas de achocolatados, sopas, caldos, sorvetes, entre outros. "Os atletas utilizam as maltodextrinas como repositores energéticos, essenciais para proporcionar melhor desempenho durante o exercício físico, prevenir a fadiga, e auxiliar na recuperação corporal", salienta o nutrólogo.

O médico explica que as maltodextrinas são açúcares (carboidratos) complexos. Essa classificação garante, a quem as ingerir, digestão mais lenta - time release - e mais saudável. "Na prática de esportes o fornecimento gradual de energia é preferível. Ingerindo carboidratos complexos antes dos exercícios, se tem melhores condições para suportar a intensidade da atividade física", salienta.

Além da qualidade de não ser um carboidrato simples, que é consumido de forma mais rápida, liberando açúcar para a corrente sanguínea com maior intensidade que os carboidratos complexos, a maltodextrina tem a vantagem de não interferir no aumento da glicemia (índice de açúcar no sangue). Segundo Bragança, a preocupação com o índice glicêmico (capacidade do alimento chegar à corrente sanguínea), sobretudo num País em que a obesidade ganha proporções consideráveis, leva os brasileiros a procurarem, cada vez mais, uso de carboidratos complexos em sua alimentação.

Outra vantagem da maltodextrina, segundo ele, é o fato dela não ser doce, o que dá chance de se efetuar formulações variadas. "A maltodextrina é um produto maleável, que permite trabalhar itens, mais ou menos, salgados ou doces", observa, salientando que as maltodextrinas obtidas da fécula de mandioca deram maior solubilidade, não deixaram sabor residual, e nem alteraram o sabor dos produtos que desenvolveu.

Há 20 anos Bragança começou a trabalhar em formulações com amidos modificados - até então os suplementos eram importados pelo Brasil, e, há 10 anos, adotou os amidos modificados de mandioca para produzir repositores energéticos. Sua linha de produção conta hoje com 10 itens - pós para preparação de shakes - que utilizam as maltodextrinas da mandioca como matéria-prima. “Num País tropical, com facilidades climáticas e de solo, temos uma fonte de maltodextrina, cujo cultivo o brasileiro domina bem. Assim, saímos da dependência da cultura do milho e conquistamos condições de concorrer com o mercado norte-americano. Por conta da mandioca tem muita empresa se dando bem no Brasil", observa Bragança, ressaltando a valorização da raiz a partir da agregação de valores propiciada pelo desenvolvimento da agroindústria brasileira da mandioca. "A mandioca, que era vista apenas como produto de índio, atravessou fronteiras, e virou produto de exportação", enaltece.

e-mail: braganca@integralmedica.com.br

 


Shakes produzidos no Brasil concorrem
com produtos norte-americanos


Maltodextrinas de amido de mandioca são usadas na formulação de shakes, géis, sopas, caldos, sorvetes, achocolatados, entre outros

 


Euclésio Bragança: "As maltodextrinas obtidas da fécula de mandioca deram maior solubilidade, não deixaram sabor residual, nem alteraram o sabor dos produtos”

   
 
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