Nesta Edição
Editorial
Fécula de mandioca como ingrediente para alimentos
A atuação do CERAT/UNESP na agroindustrialização da Mandioca
FAG vai instalar pesquisas de adição de fécula no trigo
O pão nosso de cada dia, com mandioca!
Como melhorar a textura, sabor e performance de produtos em panificação
Embrapa pesquisa mandioca para indústrias de amido
Mandioca: dos índios à agroindústria
Alimentação equilibrada assegura qualidade de vida

Maltodextrinas da Mandioca - Estrelas do mundo esportivo

Mercado com sinais de maior oferta
Atuação do Governo no mercado da mandioca
Bagaço da mandioca gerado em fecularias alimenta bovinos de corte
Notícias da Embrapa
Mandioca: o Pão do Brasil
Informe CETEM
Sabores da Mandioca
Receitas
Campo Grande realiza Congresso Brasileiro de Mandioca
Rápidas
Destaques
 
Outras Revistas
ANO III - Nº11 - Julho - Setembro/2005


Rápidas

PRISCILLA PEREZ - Projeto Mandioca Brasileira - www.mandioca.agr.br
   

Mandioca Orgânica

A Apmesp (Associação dos Produtores de Mandioca do Estado de São Paulo) divulgou que, para cumprir contratos de exportação de fécula orgânica efetuados em 2004, algumas indústrias estão processando mandioca orgânica nos finais de semana, cujo preço chega a R$ 160,00/tonelada. A mandioca orgânica é aquela com certificação das entidades oficiais credenciadoras, cujas exigências principais são: dois anos anteriores sem histórico de utilização de práticas químicas na área onde a lavoura foi plantada, e permitido uso de, apenas, calcário e adubo mineral, ficando proibido aplicação de herbicidas e inseticidas químicos.

FBB disponibiliza R$ 10 milhões


Jacques Pena, Presidente da Fundação Banco do Brasil

A FBB (Fundação Banco do Brasil), em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas); a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária); e, a Petrobras, deve investir cerca de R$ 10 milhões, em quatro anos, num empreendimento voltado à geração de emprego e renda para pequenos produtores de mandioca dos Estados do Pará e da Bahia - primeiro e segundo no ranking nacional de produção de mandioca. O investimento social já foi iniciado na região de Vitória da Conquista/BA, onde a agricultura familiar possui maior produção de mandioca. Para este ano, estão sendo aplicados, aproximadamente, R$ 3 milhões. Cerca de duas mil famílias devem ser beneficiadas. Em entrevista concedida ao Projeto Mandioca Brasileira, Jacques Pena, presidente da FBB, disse que, diferente de outros projetos voltados ao desenvolvimento de cadeias produtivas - que valorizam principalmente o desenvolvimento de obras físicas e compra de maquinário -,o projeto “Desenvolvimento Solidário e Sustentável da Cultura da Mandioca no Sudoeste da Bahia” é baseado na articulação e diagnóstico do capital social, tendo em vista a garantia da sustentabilidade.

Valorização da mandioca

Uma notícia vinda do Pará vai ao encontro da valorização da mandioca enquanto alimento e cultura. O trabalho realizado pela pesquisadora Maria Dina Nogueira, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, deverá servir de apoio para o desenvolvimento de políticas públicas que garantam a proteção aos saberes tradicionais. O estudo ajudará a mostrar como a farinha tem papel importante na construção da identidade regional, e, a partir do registro desses bens, informar políticas públicas que possam beneficiar esses saberes tradicionais. A farinha, em todos seus modos, saberes e tradições, é o enfoque do inventário que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional finaliza este ano, através do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Além do Pará, a pesquisa também abrange, em menor escala, os Estados da BA, MT, MS, RJ, PA e SC.

Paraná: 3º maior produtor

Com uma produção estimada em 4 milhões de toneladas, o Paraná é o terceiro maior produtor de mandioca do Brasil. Os maiores produtores são a Bahia e o Pará, respectivamente. No entanto, o Estado é o maior produtor de fécula, com cerca de 70% da produção nacional. Isso ocorre porque a maioria das indústrias está concentrada no Estado. No ano passado, a produção estadual da raiz foi de 3 milhões de toneladas. Nesta safra, houve um aumento na área plantada. De toda a produção nacional de mandioca 26 milhões de toneladas previstas para a safra deste ano 3 milhões são destinados à fabricação de polvilho doce ou azedo e amido. O restante da raiz está dividido entre a fabricação de farinha e o consumo in natura de humanos e animais. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Ricardo Bandeira Villela, acrescenta que não há estatísticas sobre a destinação da mandioca in natura para o consumo porque a maioria do comércio é informal. Segundo estimativas do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, entre 60% e 70% da produção de mandioca é utilizada pelas indústrias como fécula ou farinha. O restante cerca de 30% vai para o consumo humano e animal. (Fonte: Folha de Londrina).

 

Alagoas: déficit de derivados

A mandioca é a principal cultura de subsistência do Estado de Alagoas, e todo o seu processo de produção ainda é realizado artesanalmente. Conforme dados da Abemam (Associação dos Beneficiadores de Mandioca do Estado de Alagoas), o Estado produz, em média, 250 mil toneladas de mandioca por ano. No entanto, devido à pouca tecnologia disponível, exporta para os Estados de Pernambuco e de Sergipe cerca de 70% da produção. Parte da matéria-prima volta ao Estado, na forma de farinha industrializada. Alagoas é excedente na produção de matéria-prima, mas apresenta alto déficit de derivados. O agreste alagoano abriga hoje 557 casas de farinha, dentro da zona do APL (Arranjo Produtivo Local) da mandioca. Apesar de Alagoas beneficiar apenas 25 mil toneladas de farinha de mandioca por mês, seu consumo mensal é de 33 mil toneladas, ou seja, o Estado importa de oito a nove toneladas de farinha de mandioca por mês.

Diversificação gera renda

A Agência Sebrae de Notícias afirmou, em recente matéria, que a farinha produzida na zona rural de Ilhéus/BA já é considerada uma das melhores e mais procuradas da Bahia. O desafio agora é garantir melhor aproveitamento dos derivados da mandioca, assegurando mais renda aos produtores do município. De acordo com a agência de notícias, foi com esse objetivo que o Sebrae na Bahia, em parceria com a Prefeitura de Ilhéus e a Ebda (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), vem desenvolvendo um amplo projeto de beneficiamento da mandioca nas regiões do Acuípe do Meio, Sapucaiera, Santana, Santaninha, Cascalheira e várias outras localidades da zona rural. O projeto inclui desde o treinamento dos produtores rurais, participação em visitas, feiras, cursos e seminários em vários municípios, construção de casas de farinha comunitárias, melhorias das estradas vicinais e até a implantação de fábricas de biscoitos, beijus, bolos e outros derivados. O gerente da agência do Sebrae em Ilhéus, Eduardo Andrade, informou que o projeto está em pleno vapor e já é possível se observar os avanços.

MS vai produzir 100 mil t de amido

O Mato Grosso do Sul deverá ter nesta safra uma produção estável de amido de mandioca perto de 100 mil toneladas, devido à estabilização do mercado consumidor interno, mas continuará como segundo maior produtor brasileiro. No ano passado, segundo a ABAM, o MS processou 91.833 toneladas de amido, respondendo por 23% da produção nacional. O primeiro foi o Estado do Paraná, com 67%, correspondendo a 264.522 toneladas. Esses dois Estados respondem por 90% do amido brasileiro, mas de 2003 para 2004 houve queda na produção. Há dois anos, o MS industrializou 106.049 toneladas, enquanto as indústrias paranaenses produziram 276.972 toneladas. No ano passado, São Paulo processou 28.701 toneladas da produção nacional; Santa Catarina, 7.794 toneladas e Minas Gerais e Ceará, 2.500 toneladas. No total, o Brasil produziu 395.400 toneladas de amido no ano passado, movimentando R$ 573,3 milhões, de acordo com os levantamentos da ABAM. (Fonte: Jornal Correio do Estado de MS).

Mandioca é alvo de projetos internacionais

No exterior, a Fundação Bill e Melinda Gates escolheu a mandioca para ser um dos alvos do programa “Grandes Desafios da Saúde Global”, para o qual destina um total de US$ 450 milhões. O programa, uma parceria da Fundação com outras instituições, é tido como uma solução inovadora para o problema da nutrição no Mundo. Dentro deste programa, criou-se o projeto “Bio Cassava Plus”, para o qual a Fundação Bill e Melinda Gates destinou US$ 7,5 milhões. O projeto deve durar cinco anos e visa aumentar as qualidades nutricionais da raiz, parte substancial da dieta de 700 milhões de pessoas em todo o globo. Somente na África, é alimento primário para 250 milhões de pessoas (40% da população do Continente). A mandioca é a cultura mais importante na África e a quarta mais importante do Mundo. (Fonte: St. Louis Business Journal, dos EUA).

Preço mínimo para a Mandioca

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) está disponibilizando em seu site o estudo que propõe os preços mínimos dos produtos da safra 2005/06. O objetivo é oferecer aos diversos segmentos da cadeia produtiva mais clareza sobre o processo utilizado pelo Governo na análise dos diversos parâmetros que servem de base para a definição dos preços mínimos. Entre as culturas que tiveram os preços mínimos propostos está a mandioca. Conforme o estudo, a tendência é de que os preços da mandioca este ano se acomodem em patamares abaixo dos atuais. Para evitar que isso ocorra, é necessária a continuidade do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O documento ressalta ainda que amparar a mandioca via PGPM não é a melhor opção, pois os preços mínimos estão defasados e não são reajustados desde a safra 2003/04. Em função disso, a proposta de preços mínimos da Conab para a safra 2005/06 é equivalente ao custo de produção variável.

   
 
© 2000-2008 .:ABAM:. Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca
Avenida Rio Grande do Norte, 1330 - CEP: 87701-020 - Fone: (44)3422-8217 / 3422-6490
Paranavaí - Paraná