Mandioca
Orgânica
A Apmesp (Associação dos Produtores
de Mandioca do Estado de São Paulo) divulgou
que, para cumprir contratos de exportação
de fécula orgânica efetuados em 2004,
algumas indústrias estão processando
mandioca orgânica nos finais de semana,
cujo preço chega a R$ 160,00/tonelada.
A mandioca orgânica é aquela com
certificação das entidades oficiais
credenciadoras, cujas exigências principais
são: dois anos anteriores sem histórico
de utilização de práticas
químicas na área onde a lavoura
foi plantada, e permitido uso de, apenas, calcário
e adubo mineral, ficando proibido aplicação
de herbicidas e inseticidas químicos.
FBB disponibiliza R$ 10 milhões

Jacques Pena, Presidente da Fundação
Banco do Brasil
A FBB (Fundação Banco do Brasil),
em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas);
a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária);
e, a Petrobras, deve investir cerca de R$ 10 milhões,
em quatro anos, num empreendimento voltado à
geração de emprego e renda para
pequenos produtores de mandioca dos Estados do
Pará e da Bahia - primeiro e segundo no
ranking nacional de produção de
mandioca. O investimento social já foi
iniciado na região de Vitória da
Conquista/BA, onde a agricultura familiar possui
maior produção de mandioca. Para
este ano, estão sendo aplicados, aproximadamente,
R$ 3 milhões. Cerca de duas mil famílias
devem ser beneficiadas. Em entrevista concedida
ao Projeto Mandioca Brasileira, Jacques Pena,
presidente da FBB, disse que, diferente de outros
projetos voltados ao desenvolvimento de cadeias
produtivas - que valorizam principalmente o desenvolvimento
de obras físicas e compra de maquinário
-,o projeto “Desenvolvimento Solidário
e Sustentável da Cultura da Mandioca no
Sudoeste da Bahia” é baseado na articulação
e diagnóstico do capital social, tendo
em vista a garantia da sustentabilidade.
Valorização da mandioca
Uma notícia vinda do Pará vai ao
encontro da valorização da mandioca
enquanto alimento e cultura. O trabalho realizado
pela pesquisadora Maria Dina Nogueira, no Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional, deverá servir de apoio para o
desenvolvimento de políticas públicas
que garantam a proteção aos saberes
tradicionais. O estudo ajudará a mostrar
como a farinha tem papel importante na construção
da identidade regional, e, a partir do registro
desses bens, informar políticas públicas
que possam beneficiar esses saberes tradicionais.
A farinha, em todos seus modos, saberes e tradições,
é o enfoque do inventário que o
Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional finaliza este ano,
através do Centro Nacional de Folclore
e Cultura Popular. Além do Pará,
a pesquisa também abrange, em menor escala,
os Estados da BA, MT, MS, RJ, PA e SC.
Paraná: 3º maior produtor
Com uma produção estimada em 4
milhões de toneladas, o Paraná é
o terceiro maior produtor de mandioca do Brasil.
Os maiores produtores são a Bahia e o Pará,
respectivamente. No entanto, o Estado é
o maior produtor de fécula, com cerca de
70% da produção nacional. Isso ocorre
porque a maioria das indústrias está
concentrada no Estado. No ano passado, a produção
estadual da raiz foi de 3 milhões de toneladas.
Nesta safra, houve um aumento na área plantada.
De toda a produção nacional de mandioca
26 milhões de toneladas previstas para
a safra deste ano 3 milhões são
destinados à fabricação de
polvilho doce ou azedo e amido. O restante da
raiz está dividido entre a fabricação
de farinha e o consumo in natura de humanos e
animais. O presidente da Associação
Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca
(Abam), Ricardo Bandeira Villela, acrescenta que
não há estatísticas sobre
a destinação da mandioca in natura
para o consumo porque a maioria do comércio
é informal. Segundo estimativas do Departamento
de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura
e do Abastecimento, entre 60% e 70% da produção
de mandioca é utilizada pelas indústrias
como fécula ou farinha. O restante cerca
de 30% vai para o consumo humano e animal. (Fonte:
Folha de Londrina).
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Alagoas:
déficit de derivados
A mandioca é a principal cultura de subsistência
do Estado de Alagoas, e todo o seu processo de
produção ainda é realizado
artesanalmente. Conforme dados da Abemam (Associação
dos Beneficiadores de Mandioca do Estado de Alagoas),
o Estado produz, em média, 250 mil toneladas
de mandioca por ano. No entanto, devido à
pouca tecnologia disponível, exporta para
os Estados de Pernambuco e de Sergipe cerca de
70% da produção. Parte da matéria-prima
volta ao Estado, na forma de farinha industrializada.
Alagoas é excedente na produção
de matéria-prima, mas apresenta alto déficit
de derivados. O agreste alagoano abriga hoje 557
casas de farinha, dentro da zona do APL (Arranjo
Produtivo Local) da mandioca. Apesar de Alagoas
beneficiar apenas 25 mil toneladas de farinha
de mandioca por mês, seu consumo mensal
é de 33 mil toneladas, ou seja, o Estado
importa de oito a nove toneladas de farinha de
mandioca por mês.
Diversificação gera renda
A Agência Sebrae de Notícias afirmou,
em recente matéria, que a farinha produzida
na zona rural de Ilhéus/BA já é
considerada uma das melhores e mais procuradas
da Bahia. O desafio agora é garantir melhor
aproveitamento dos derivados da mandioca, assegurando
mais renda aos produtores do município.
De acordo com a agência de notícias,
foi com esse objetivo que o Sebrae na Bahia, em
parceria com a Prefeitura de Ilhéus e a
Ebda (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola),
vem desenvolvendo um amplo projeto de beneficiamento
da mandioca nas regiões do Acuípe
do Meio, Sapucaiera, Santana, Santaninha, Cascalheira
e várias outras localidades da zona rural.
O projeto inclui desde o treinamento dos produtores
rurais, participação em visitas,
feiras, cursos e seminários em vários
municípios, construção de
casas de farinha comunitárias, melhorias
das estradas vicinais e até a implantação
de fábricas de biscoitos, beijus, bolos
e outros derivados. O gerente da agência
do Sebrae em Ilhéus, Eduardo Andrade, informou
que o projeto está em pleno vapor e já
é possível se observar os avanços.
MS vai produzir 100 mil t de amido
O Mato Grosso do Sul deverá ter nesta
safra uma produção estável
de amido de mandioca perto de 100 mil toneladas,
devido à estabilização do
mercado consumidor interno, mas continuará
como segundo maior produtor brasileiro. No ano
passado, segundo a ABAM, o MS processou 91.833
toneladas de amido, respondendo por 23% da produção
nacional. O primeiro foi o Estado do Paraná,
com 67%, correspondendo a 264.522 toneladas. Esses
dois Estados respondem por 90% do amido brasileiro,
mas de 2003 para 2004 houve queda na produção.
Há dois anos, o MS industrializou 106.049
toneladas, enquanto as indústrias paranaenses
produziram 276.972 toneladas. No ano passado,
São Paulo processou 28.701 toneladas da
produção nacional; Santa Catarina,
7.794 toneladas e Minas Gerais e Ceará,
2.500 toneladas. No total, o Brasil produziu 395.400
toneladas de amido no ano passado, movimentando
R$ 573,3 milhões, de acordo com os levantamentos
da ABAM. (Fonte: Jornal Correio do Estado de MS).
Mandioca é alvo de projetos internacionais
No exterior, a Fundação Bill e
Melinda Gates escolheu a mandioca para ser um
dos alvos do programa “Grandes Desafios
da Saúde Global”, para o qual destina
um total de US$ 450 milhões. O programa,
uma parceria da Fundação com outras
instituições, é tido como
uma solução inovadora para o problema
da nutrição no Mundo. Dentro deste
programa, criou-se o projeto “Bio Cassava
Plus”, para o qual a Fundação
Bill e Melinda Gates destinou US$ 7,5 milhões.
O projeto deve durar cinco anos e visa aumentar
as qualidades nutricionais da raiz, parte substancial
da dieta de 700 milhões de pessoas em todo
o globo. Somente na África, é alimento
primário para 250 milhões de pessoas
(40% da população do Continente).
A mandioca é a cultura mais importante
na África e a quarta mais importante do
Mundo. (Fonte: St. Louis Business Journal, dos
EUA).
Preço mínimo para a Mandioca
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento)
está disponibilizando em seu site o estudo
que propõe os preços mínimos
dos produtos da safra 2005/06. O objetivo é
oferecer aos diversos segmentos da cadeia produtiva
mais clareza sobre o processo utilizado pelo Governo
na análise dos diversos parâmetros
que servem de base para a definição
dos preços mínimos. Entre as culturas
que tiveram os preços mínimos propostos
está a mandioca. Conforme o estudo, a tendência
é de que os preços da mandioca este
ano se acomodem em patamares abaixo dos atuais.
Para evitar que isso ocorra, é necessária
a continuidade do PAA (Programa de Aquisição
de Alimentos da Agricultura Familiar), do Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O documento ressalta ainda que amparar a mandioca
via PGPM não é a melhor opção,
pois os preços mínimos estão
defasados e não são reajustados
desde a safra 2003/04. Em função
disso, a proposta de preços mínimos
da Conab para a safra 2005/06 é equivalente
ao custo de produção variável.
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