Nesta Edição
Editorial
Uso de defensivos agrícolas na mandioca deve ser regularizado
Congresso Brasileiro aponta rumos para o futuro
Plano Nacional estabelece quatro eixos para o progresso
ABAM reúne associados em Campo Grande
Flashes do Congresso Brasileiro
Cepea
Iapar - Mandioca e seus resíduos industriais na terminação de bovinos
A mistura da fécula de mandioca na farinha de trigo
Entrevista: Antonio Donizetti Fadel
ABAM: 10 anos participando da Food Ingredients
CeTeAgro
Feira da Mandioca movimenta Paty do Alferes
CERAT - Lança revista eletrônica
Rápidas
Informe CETEM
Sabores da Mandioca
Embrapa
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ANO III - Nº11 - Outubro - Dezembro/2005


Rápidas

PRISCILLA PEREZ - Projeto Mandioca Brasileira - www.mandioca.agr.br
   

Petrobras contempla Emater

O projeto 'Unidade Coletiva de Processamento de Mandioca', elaborado e coordenado pela Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) do Estado de Minas Gerais, foi um dos contemplados pelo Programa Petrobras Fome Zero e receberá R$ 60 mil em recursos. O projeto é desenvolvido pela Associação da Escola Família Agrícola do Jacaré, no município de Itinga/MG. O prêmio será utilizado na ampliação da área plantada com mandioca. Conforme a Emater, também estão previstas ações como a montagem de uma unidade de produção e processamento de mandioca e a capacitação dos produtores. A premiação ocorreu no dia 24 de outubro. O reconhecimento da Petrobrás, e de outras importantes instituições, como o Banco Mundial, atestam a importância da cultura da mandioca para o desenvolvimento sustentável e a inserção social e econômica de pequenos produtores.

Banco Mundial premia APL Mandioca Agreste


Maria Inês Pacheco, Gestora do APL

O Instituto Banco Mundial (World Bank Institute - WBI) concedeu o prêmio Rede NÓS (Rede Norte / Nordeste de Inclusão Social e Redução da Pobreza) - WBI 2005 para o trabalho “APL Mandioca: uma janela para o desenvolvimento sustentável do Agreste alagoano”. O trabalho foi desenvolvido por Maria Inês Pacheco, Gestora do APL (Arranjo Produtivo Local Mandioca Agreste). A autora trata, no seu estudo, da importância da cultura da mandioca para o Agreste, além da forma de produção, processamento e comercialização na região. A Rede NÓS tem como missão operar como uma teia de pessoas e instituições voltadas para gerar e disseminar conhecimento sobre pobreza e desigualdade, e aumentar a interação e a capacidade de diálogo entre pesquisadores e instituições nessa área. Os autores premiados receberão uma bolsa de estudos, na área temática de desenvolvimento local, num dos países onde o Banco Mundial atua.

Padronização derivados da mandioca

A atualização do sistema de padronização da farinha de mandioca foi discutida, dia 26, na sexta reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, ocorrida no XI Congresso Brasileiro de Mandioca, em Campo Grande/MS. Fernando Guido Penariol, Chefe da Divisão de Normas e Regulamentos Técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apresentou aos participantes da reunião a proposta inicial. Em entrevista ao Projeto Mandioca Brasileira, Penariol ressaltou que ainda faltam definir alguns pontos e que, em seguida, a proposta será disponibilizada para consulta pública. Esse documento deve ficar disponível no mínimo 60 dias, para receber sugestões do público. Consolidada essa etapa técnica será encaminhado para homologação. Posteriormente, se fará um trabalho direcionado à padronização da fécula / amido de mandioca.

Mandioca: Pesquisas escassas

“O número de pesquisas voltadas para a mandiocultura brasileira está aquém do desejado, se considerada a importância sócioeconômica dessa cultura no país”, lamenta Teresa Losada Valle, pesquisadora do IAC (Instituto Agronômico de Campinas). Segundo sua análise, a transferência de tecnologia e o aprimoramento da cadeia produtiva da mandioca ficam cada vez mais limitados, visto que a agricultura brasileira tende a valorizar, primeiramente, as culturas potencialmente consumidoras de insumos e defensivos agrícolas, como a soja, a cana-de-açúcar, o milho e o arroz. Segundo o livro “Melhoria da competitividade da cadeia agroindustrial da mandioca no Estado de São Paulo”, publicado em 2004 pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), as margens econômicas do mercado mandiocultor são bastante reduzidas. O baixo retorno econômico, provocado pela desorganização do mercado, somado à rusticidade da cultura, fazem com que não exista maiores preocupações de investimentos em tecnologia no campo, levando o setor a obter reduzidos níveis de produtividade. Paralelamente, a baixa demanda por inovações, conseqüência do desinteresse em investimentos, acaba não sendo capaz de estimular o desenvolvimento de novas tecnologias, criando um circulo vicioso.

 

Futuro da SBM

A comissão provisória, eleita dia 27 de outubro, no XI Congresso Brasileiro de Mandioca, em Campo Grande/MS, está empenhando todos os seus esforços para analisar os problemas e os entraves da SBM (Sociedade Brasileira da Mandioca). Atualmente, seus membros trabalham no levantamento da documentação da sociedade. Em entrevista, realizada dia 21 de novembro, pelo Projeto Mandioca Brasileira, Claodemir José Grolli, Diretor Técnico do Cetem (Centro Tecnológico da Mandioca), e membro da comissão, disse que a equipe já encomendou um estudo para a análise do estatuto social e da situação fiscal da SBM. Segundo Grolli, deverá apontar os possíveis caminhos para a Sociedade. A comissão também tem por finalidade eleger a próxima diretoria da Sociedade, caso esse seja o direcionamento a ser seguido. O grupo também ficou responsável por tomar as medidas necessárias para colocar em dias as pendências da SBM.

Radar comercial auxilia exportação

O Sistema Radar Comercial foi desenvolvido pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em parceria com a Apex (Agência de Apoio às Exportações). Visa municiar o empresariado brasileiro com informações estratégicas sobre o comércio internacional, baseado em estatísticas extraídas de bancos de dados governamentais de diversos países do Mundo. O Radar Comercial permite, através de um sistema de busca e cruzamento de dados, que o usuário identifique oportunidades comerciais em um universo de 54 países, que representam, aproximadamente, 93% do comércio mundial, informou Miguel Marques da Silva, do MDIC, em palestra proferida no dia primeiro de novembro, durante o Primeiro Encontro Nacional de Estudantes de Comércio Exterior, promovido pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). Estão disponíveis ao usuário, por exemplo, informações sobre preço médio; potencial importador; performance da exportação brasileira; valores exportados e importados; principais países concorrentes; medidas tarifárias e medidas não tarifárias para diversos produtos, inclusive a mandioca. Para acessar tais dados, deve-se identificar o produto através do respectivo código no Sistema Harmonizado, um método internacional de classificação de mercadorias. Por exemplo, a fécula de mandioca é identificada pelo código 110814 e as raízes de mandioca (frescas, secas ou cortadas) pelo código 071410. As informações podem focar um determinado mercado (país) ou podem ser conjugadas dentro de um conjunto de opções disponíveis.

(Fonte: Mariana Perozzi, NATURAL/Projeto Mandioca Brasileira).

Diversificar para crescer

O representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Jairo Ribeiro da Silva, defendeu, em palestra realizada no XI Congresso Brasileiro de Mandioca, em Campo Grande/MS, que para o setor sair da crise e crescer é necessário diversificar o mercado. "Para crescer é preciso ampliar os mercados já existentes, e criar produtos para novos mercados", disse. Conforme Silva, para possibilitar esse desenvolvimento é imprescindível criar competitividade, aumentando a produtividade e renda, principalmente, através da utilização de folhas e ramas de mandioca para produção de ração animal. Segundo ele, tudo deve ser comercializado para garantir o aumento de renda do produtor.

Busca de mercado

Os beneficiadores de mandioca da região de Paranavaí/PR seguem expandindo a atividade. Muitos estão alinhavando contratos de exportação para os próximos meses. Apesar da baixa cotação do dólar, os industriais confiam que o futuro reserva vendas melhores e investem na prospecção de novos mercados. O movimento em direção ao mercado externo é um dos frutos do trabalho de organização da exploração da mandioca em APL (Arranjo Produtivo Local), o que permite que os empresários trabalhem em conjunto para alcançar resultados comuns. Para estimular os industriais a coordenarem a produção de forma a não gerar oferta demais, que baixa o preço, os organizadores do APL levam consultores para explicar assuntos ligados a vendas, mercado e produção. O foco do projeto de valorização do pólo, elaborado em conjunto com a ABAM, é o incentivo ao aumento do valor agregado dos produtos da região. (Fonte: O Estado do Paraná).

Embrapa: custos de produção

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, publicou os custos de produção da mandioca industrial para o Estado do Mato Grosso do Sul. A instituição desenvolve, desde 2001, o projeto “Sistemas e Custos de Produção”. Essa proposta aprimorou a metodologia e a coleta de dados, com a finalidade de fornecer dados consistentes para auxiliar os produtores. Devido a isso, a Embrapa Agropecuária Oeste, situada em Dourados/MS, divulga os custos de produção de mandioca industrial, onde a de um ciclo tem colheita realizada em até 12 meses após o plantio e a de dois ciclos, entre 16 e 20 meses. O custo de produção é constituído pela remuneração do capital mais as despesas com insumos, operações agrícolas e outras utilizadas em um processo produtivo. (Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste).

   
 
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