Petrobras
contempla Emater
O projeto 'Unidade Coletiva de Processamento
de Mandioca', elaborado e coordenado pela Emater
(Empresa de Assistência Técnica e
Extensão Rural) do Estado de Minas Gerais,
foi um dos contemplados pelo Programa Petrobras
Fome Zero e receberá R$ 60 mil em recursos.
O projeto é desenvolvido pela Associação
da Escola Família Agrícola do Jacaré,
no município de Itinga/MG. O prêmio
será utilizado na ampliação
da área plantada com mandioca. Conforme
a Emater, também estão previstas
ações como a montagem de uma unidade
de produção e processamento de mandioca
e a capacitação dos produtores.
A premiação ocorreu no dia 24 de
outubro. O reconhecimento da Petrobrás,
e de outras importantes instituições,
como o Banco Mundial, atestam a importância
da cultura da mandioca para o desenvolvimento
sustentável e a inserção
social e econômica de pequenos produtores.
Banco Mundial premia APL Mandioca Agreste

Maria Inês Pacheco, Gestora do APL
O Instituto Banco Mundial (World Bank Institute
- WBI) concedeu o prêmio Rede NÓS
(Rede Norte / Nordeste de Inclusão Social
e Redução da Pobreza) - WBI 2005
para o trabalho “APL Mandioca: uma janela
para o desenvolvimento sustentável do Agreste
alagoano”. O trabalho foi desenvolvido por
Maria Inês Pacheco, Gestora do APL (Arranjo
Produtivo Local Mandioca Agreste). A autora trata,
no seu estudo, da importância da cultura
da mandioca para o Agreste, além da forma
de produção, processamento e comercialização
na região. A Rede NÓS tem como missão
operar como uma teia de pessoas e instituições
voltadas para gerar e disseminar conhecimento
sobre pobreza e desigualdade, e aumentar a interação
e a capacidade de diálogo entre pesquisadores
e instituições nessa área.
Os autores premiados receberão uma bolsa
de estudos, na área temática de
desenvolvimento local, num dos países onde
o Banco Mundial atua.
Padronização derivados
da mandioca
A atualização do sistema de padronização
da farinha de mandioca foi discutida, dia 26,
na sexta reunião ordinária da Câmara
Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados,
ocorrida no XI Congresso Brasileiro de Mandioca,
em Campo Grande/MS. Fernando Guido Penariol, Chefe
da Divisão de Normas e Regulamentos Técnicos
do Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, apresentou aos participantes
da reunião a proposta inicial. Em entrevista
ao Projeto Mandioca Brasileira, Penariol ressaltou
que ainda faltam definir alguns pontos e que,
em seguida, a proposta será disponibilizada
para consulta pública. Esse documento deve
ficar disponível no mínimo 60 dias,
para receber sugestões do público.
Consolidada essa etapa técnica será
encaminhado para homologação. Posteriormente,
se fará um trabalho direcionado à
padronização da fécula /
amido de mandioca.
Mandioca: Pesquisas escassas
“O número de pesquisas voltadas
para a mandiocultura brasileira está aquém
do desejado, se considerada a importância
sócioeconômica dessa cultura no país”,
lamenta Teresa Losada Valle, pesquisadora do IAC
(Instituto Agronômico de Campinas). Segundo
sua análise, a transferência de tecnologia
e o aprimoramento da cadeia produtiva da mandioca
ficam cada vez mais limitados, visto que a agricultura
brasileira tende a valorizar, primeiramente, as
culturas potencialmente consumidoras de insumos
e defensivos agrícolas, como a soja, a
cana-de-açúcar, o milho e o arroz.
Segundo o livro “Melhoria da competitividade
da cadeia agroindustrial da mandioca no Estado
de São Paulo”, publicado em 2004
pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas), as margens
econômicas do mercado mandiocultor são
bastante reduzidas. O baixo retorno econômico,
provocado pela desorganização do
mercado, somado à rusticidade da cultura,
fazem com que não exista maiores preocupações
de investimentos em tecnologia no campo, levando
o setor a obter reduzidos níveis de produtividade.
Paralelamente, a baixa demanda por inovações,
conseqüência do desinteresse em investimentos,
acaba não sendo capaz de estimular o desenvolvimento
de novas tecnologias, criando um circulo vicioso.
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Futuro
da SBM
A comissão provisória, eleita dia
27 de outubro, no XI Congresso Brasileiro de Mandioca,
em Campo Grande/MS, está empenhando todos
os seus esforços para analisar os problemas
e os entraves da SBM (Sociedade Brasileira da
Mandioca). Atualmente, seus membros trabalham
no levantamento da documentação
da sociedade. Em entrevista, realizada dia 21
de novembro, pelo Projeto Mandioca Brasileira,
Claodemir José Grolli, Diretor Técnico
do Cetem (Centro Tecnológico da Mandioca),
e membro da comissão, disse que a equipe
já encomendou um estudo para a análise
do estatuto social e da situação
fiscal da SBM. Segundo Grolli, deverá apontar
os possíveis caminhos para a Sociedade.
A comissão também tem por finalidade
eleger a próxima diretoria da Sociedade,
caso esse seja o direcionamento a ser seguido.
O grupo também ficou responsável
por tomar as medidas necessárias para colocar
em dias as pendências da SBM.
Radar comercial auxilia exportação
O Sistema Radar Comercial foi desenvolvido pela
Secex (Secretaria de Comércio Exterior),
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio, em parceria com a Apex (Agência
de Apoio às Exportações).
Visa municiar o empresariado brasileiro com informações
estratégicas sobre o comércio internacional,
baseado em estatísticas extraídas
de bancos de dados governamentais de diversos
países do Mundo. O Radar Comercial permite,
através de um sistema de busca e cruzamento
de dados, que o usuário identifique oportunidades
comerciais em um universo de 54 países,
que representam, aproximadamente, 93% do comércio
mundial, informou Miguel Marques da Silva, do
MDIC, em palestra proferida no dia primeiro de
novembro, durante o Primeiro Encontro Nacional
de Estudantes de Comércio Exterior, promovido
pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).
Estão disponíveis ao usuário,
por exemplo, informações sobre preço
médio; potencial importador; performance
da exportação brasileira; valores
exportados e importados; principais países
concorrentes; medidas tarifárias e medidas
não tarifárias para diversos produtos,
inclusive a mandioca. Para acessar tais dados,
deve-se identificar o produto através do
respectivo código no Sistema Harmonizado,
um método internacional de classificação
de mercadorias. Por exemplo, a fécula de
mandioca é identificada pelo código
110814 e as raízes de mandioca (frescas,
secas ou cortadas) pelo código 071410.
As informações podem focar um determinado
mercado (país) ou podem ser conjugadas
dentro de um conjunto de opções
disponíveis.
(Fonte: Mariana Perozzi, NATURAL/Projeto Mandioca
Brasileira).
Diversificar para crescer

O representante do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento), Jairo Ribeiro
da Silva, defendeu, em palestra realizada no XI
Congresso Brasileiro de Mandioca, em Campo Grande/MS,
que para o setor sair da crise e crescer é
necessário diversificar o mercado. "Para
crescer é preciso ampliar os mercados já
existentes, e criar produtos para novos mercados",
disse. Conforme Silva, para possibilitar esse
desenvolvimento é imprescindível
criar competitividade, aumentando a produtividade
e renda, principalmente, através da utilização
de folhas e ramas de mandioca para produção
de ração animal. Segundo ele, tudo
deve ser comercializado para garantir o aumento
de renda do produtor.
Busca de mercado
Os beneficiadores de mandioca da região
de Paranavaí/PR seguem expandindo a atividade.
Muitos estão alinhavando contratos de exportação
para os próximos meses. Apesar da baixa
cotação do dólar, os industriais
confiam que o futuro reserva vendas melhores e
investem na prospecção de novos
mercados. O movimento em direção
ao mercado externo é um dos frutos do trabalho
de organização da exploração
da mandioca em APL (Arranjo Produtivo Local),
o que permite que os empresários trabalhem
em conjunto para alcançar resultados comuns.
Para estimular os industriais a coordenarem a
produção de forma a não gerar
oferta demais, que baixa o preço, os organizadores
do APL levam consultores para explicar assuntos
ligados a vendas, mercado e produção.
O foco do projeto de valorização
do pólo, elaborado em conjunto com a ABAM,
é o incentivo ao aumento do valor agregado
dos produtos da região. (Fonte: O Estado
do Paraná).
Embrapa: custos de produção
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária),
vinculada ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, publicou os custos
de produção da mandioca industrial
para o Estado do Mato Grosso do Sul. A instituição
desenvolve, desde 2001, o projeto “Sistemas
e Custos de Produção”. Essa
proposta aprimorou a metodologia e a coleta de
dados, com a finalidade de fornecer dados consistentes
para auxiliar os produtores. Devido a isso, a
Embrapa Agropecuária Oeste, situada em
Dourados/MS, divulga os custos de produção
de mandioca industrial, onde a de um ciclo tem
colheita realizada em até 12 meses após
o plantio e a de dois ciclos, entre 16 e 20 meses.
O custo de produção é constituído
pela remuneração do capital mais
as despesas com insumos, operações
agrícolas e outras utilizadas em um processo
produtivo. (Fonte: Embrapa Agropecuária
Oeste).
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