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ANO III - Nº12 - Outubro - Dezembro/2005


SABORES DA MANDIOCA

 

Não sei de quando data, mas sei que faz muito tempo que a inventaram; e, se faz muito tempo, é do “tempo da vovó”. Aliás, de minha bisavó, que morreu em 1947, aos 108 anos. Ela já fazia brevidades para seus filhos e netos, conforme costumava contar. Já a vovó, sua filha, fazia pra nós. Iaiá, minha bisavó, sempre contava que na Casa de Cima (sua fazenda) havia o costume de fazer cestos de brevidades.

Quem me falou de brevidades aqui em Mato Grosso do Sul foi uma grande amiga, filha de ex-governador e primeira-dama por três vezes (uma quando seu marido foi prefeito de Campo Grande e outras duas quando ele governou o Estado). Nelly Martins era seu nome. Mulher fina, escritora, artista plástica.

Ela falava com carinho das lembranças de sua infância, ao lado de irmãs e primos, nos fins de semana na casa dos avós, onde eram feitos bolos, compotas, biscoitos e brevidades. Um dia ensinou-me a fazer esta delícia que eu defino como um bolinho que parece biscoito ou um biscoito que parece bolinho.

Experimente e me conte depois.


(*) Iracema
Sampaio
é jornalista
e escritora

 

Ingredientes:
6 ovos
3 xícaras (chá) de açúcar
6 xícaras (chá) de polvilho doce
casca ralada de 1 limão

Modo de fazer:
Bata as claras em neve, junte as gemas e, em seguida, o açúcar, batendo até a massa ficar bem leve e clara. Junte então a casca de limão e o polvilho, aos poucos; bata mais um pouco e asse em forminhas de empada, em forno quente. A massa fica bem dura e pesada para bater. Sirva no lanche ou no café da manhã.

 

   
 
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