Integrantes
da cadeia produtiva da mandioca e técnicos
da Conab levantam custos de produção
e valores para raiz, farinha e amido para definir
preços mínimos do Governo Federal.
Produtores e industriais da cadeia produtiva da
mandioca querem que o Governo Federal reajuste
os preços mínimos da raiz, da farinha
e da fécula/amido, que estão "congelados"
desde o ano 2003. Em reunião técnica
acontecida dia 10 de fevereiro, em Paranavaí/PR,
foram levantados por integrantes do setor e técnicos
da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento),
valores considerados ideais hoje para os preços
mínimos desses três itens.
Os valores propostos pela cadeia produtiva,
considerando-se, também, custos de produção
coletados na Região Oeste do Estado, serão
avaliados por técnicos e diretores da Conab,
que levarão, posteriormente, a proposta
ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento).
De acordo com os estudos analisados no encontro,
para produzir uma tonelada de raiz de mandioca
o produtor rural gasta hoje R$ 110,95 (sem considerar
juros cobrados por empréstimos para execução
do plantio, o que elevaria o valor para R$ 125,16),
enquanto que o preço mínimo do Governo
é de R$ 54,00 a tonelada.
|
|

|
Considerando-se
este valor, a produção de uma saca
de 25 quilos de fécula/amido de mandioca
custa R$ 15,61 - contra os R$ R$ 11,00 do preço
mínimo estabelecido pelo Governo.
Também com base no mesmo parâmetro,
a saca de 50 quilos de farinha de mandioca tem
custo de R$ 24,64 - enquanto o Governo tem como
preço mínimo o valor de R$ 15,00.
Participaram da reunião técnica
de Paranavaí, representando a Conab, Karina
Vilar de Melo, Técnica de Planejamento
da Mandioca; e, Asdrúbal de Carvalho Jacobina,
Gerente da Gerência de Custos de Produção,
ambos de Brasília/DF; e, Lafaiete Jacomel,
Técnico da Conab de Curitiba/PR. |