Especializada
em fécula para indústrias de alimentos.
A Amitec Indústria e Comércio de
Amidos Ltda., com sede na cidade de Goioerê,
no Paraná, fundada, em fevereiro de 1995,
por Roland Schurt e Ila Schurt, iniciou sua produção
de fécula de mandioca em setembro de 1996.
Nesses 10 anos de atuação no mercado,
a indústria vem se dedicando à produção
de fécula/amido de mandioca in natura para
indústrias de alimentos (biscoitos, pão-de-queijo
e carnes), comercializada sob a marca Amidotec.
Para o mercado varejista a empresa empacota a
fécula / polvilho doce em embalagens de
um quilo, vendidas por empresas atacadistas, a
supermercados.
Com vistas a atender seu projeto de expansão,
a indústria atingiu, no ano 2004, o limite
de moagem de 500 toneladas/dia de raiz, que geram
130 toneladas de fécula de mandioca. Toda
a produção da indústria é
gerada de sua unidade industrial, em Goioerê,
que tem seis mil metros quadrados, edificados
numa área de 40 alqueires, onde a Amitec
dá emprego a 42 pessoas.
A implantação de programas de
treinamento e de qualidade industrial, iniciada
este ano, são outros instrumentos utilizados
na busca de maior aprimoramento dessa empresa,
que tem os olhos voltados, também, à
comunidade onde atua, através de participação
em projetos sociais como a Apae, a Casa de Resgate,
o Hospital do Câncer de Cascavel, e escolas
do Município.
Atualmente, a produção da Amitec
é de 2.500 toneladas de fécula de
mandioca/mês, comercializada no mercado
interno, nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste,
onde a empresa atua com a participação
de representantes comerciais. Porém a indústria
planeja destinar em torno de 20% dessa produção
ao exterior. “O mercado de fécula
se encontra bastante saturado. Assim, nossa produção
não poderá ser totalmente absorvida
pelo mercado interno. Daí a necessidade
de destinarmos parte da produção
à exportação”, diz
Schurt, justificando seu interesse na busca do
mercado externo.
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Experiência
Profissional
O Sócio-gerente e fundador da Amitec,
Roland Schurt, desde menino, está envolvido
com a cultura da mandioca. Em Santa Catarina,
na região do Alto Vale do Itajaí,
Schurt, acompanhado da mãe e de seu irmão,
ia pra roça plantar, carpir e transportar
mandioca para uma fecularia gerenciada por seu
pai. Naquela época o transporte da raiz
era feito em carro de boi.
Ainda na pré-adolecência Schurt
começou a trabalhar em chão de fábrica
(numa fecularia), fazendo todos os serviços
de uma indústria do gênero, “menos
carregar sacos de fécula de 50 quilos”,
ressalta ele. Na entressafra, preparava terra
para os agricultores plantar mandioca.
Aos 15 anos de idade, saiu de casa para aprender
a profissão de torneiro-mecânico
numa metalúrgica que fabricava máquinas
para fecularia, onde ficou por cinco anos. No
ano de 1965 foi convidado para trabalhar como
torneiro-mecânico em outra indústria
de máquinas para fecularia e manutenção,
na qual permaneceu por dois anos.
No ano de 1967, já aos 21 anos de idade,
Schurt foi convidado para gerenciar uma fecularia
da Companhia Lorenz. “Esta foi minha grande
escola”, enaltece. A partir de então,
exerceu, por 23 anos, a função de
gerente industrial, em quatro fecularias, nos
Estados do Paraná, Sergipe e Santa Catarina.
Com o objetivo de diversificar seus conhecimentos,
ingressou em uma indústria de máquinas,
especializada em fecularias, onde atuou como gerente
industrial por cinco anos. “Vendemos 16
fecularias completas, que foram montadas em diversos
Estados do Brasil e na Argentina. Nesta indústria
minha tarefa foi participar desde a aprovação
dos terrenos para a construção da
fábrica, a projetos, fabricação
de máquinas, montagem dos maquinários
na indústria, treinamento de pessoal e
fabricação da fécula de mandioca,
com acompanhamento da qualidade e prestação
de serviços de assistência técnica
pós-venda”, rememora.
Há 10 anos Schurt deu início a
sua própria indústria: a Amitec,
ao lado da esposa Ila, com quem teve três
filhos: Flávio, André e Íris.
Ila exerce a função de Diretora
Financeira da indústria. O filho mais velho
do casal Flávio - também trabalha
na empresa, onde atua, há oito anos, como
Técnico Industrial. “Minha sócia,
e esposa, Ila, sempre esteve ao meu lado, dando
todo o apoio, criando e educando nossos três
filhos, diz Schurt, finalizando seu depoimento
com otimismo: “Para coroar minha carreira,
estamos com nossa indústria produzindo
há 10 anos, com muito sucesso”.
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