Num
tempo em que os alimentos de conveniência
se expandem pelo Mundo, aumenta o interesse de
investidores em novas alternativas para este segmento
de mercado. Entre os itens que mais atraem consumidores
que não têm tempo para fazer uma
refeição tranqüila estão
os salgadinhos (snacks). No universo de opções
disponíveis no mercado desponta a mandioca
chip, similar à batata chip, iguaria enquadrada
na classe de produtos naturais, na qual José
Rezende Neto, da cidade de Santo Antonio do Caiuá,
no Paraná, decidiu apostar cartuchos. Ele
lançou o Chip de Mandioca São Benedito
em agosto do ano passado, e, de lá pra
cá, só vê aumentar a produção
de sua indústria.
O empreendedor, com 21 anos de idade, iniciou
na atividade vendendo sua produção
em mercados e lanchonetes de sua cidade, e no
Município de Paranavaí. No começo,
produzia duzentos pacotinhos de 80 gramas por
semana. Hoje está fabricando quinhentos
pacotes semanalmente. Os pacotinhos, feitos de
polipropileno, são vendidos para o consumidor
a preços que variam entre R$ 1,00 e R$
1,50. “Cada dia que passa aumenta o consumo”,
diz Rezende Neto, que já planeja levar
o chip de mandioca para a cidade de Maringá,
um dos grandes centros consumidores da Região
Noroeste do Paraná.
Para expandir sua atividade, ele está
em busca de equipamentos mais modernos como uma
fritadeira industrial. “Já encomendei
um protótipo a um serralheiro, que logo
deverá estar em testes”, salienta
o microempresário, que também dedica
algumas horas de seus dias aos estudos: ele faz
Faculdade de Agronegócios. “Foi com
meus colegas de sala que fiz os primeiros testes
da mandioca chip”, relembra.
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Mandioca palha
- satisfeito com a experiência da mandioca
chip, Rezende Neto está testando agora
uma outra opção de salgadinho: a
mandioca palha. “Para fazer a mandioca palha
estamos usando parte da raiz que não utilizamos
na mandioca chip, por serem muito quebradas”,
esclarece o empreendedor, que já está
testando a nova iguaria em um restaurante de sua
cidade.
Para atender suas necessidades de produção,
Rezende Neto já contratou uma ajudante,
e ainda conta com a colaboração
de seu pai. Os custos de produção
são minimizados com o plantio próprio
da mandioca utilizada pela indústria. “Não
é qualquer mandioca que dá certo.
Depois de apanhar um pouco, aprendi. Tem que ser
do tipo que tem pouca concentração
de amido”, observa.
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