
Em visita a Cruz das Almas/BA, no dia 21 de março,
para implantar a nova Universidade Federal do
Recôncavo, o Presidente Lula provou, e aprovou,
os beijus coloridos.

Agnelo Queiroz, Ministro do Esporte; Jaques Pena,
presidente da Fundação Banco do
Brasil; e, este colunista Joselito Motta, por
ocasião da inauguração da
Unidade de Derivados de Mandioca na Fundação
de Apoio ao Menor de Feira de Santana/BA, com
capacidade diária de produção
de 50 ton/dia de derivados de mandioca para suporte
ao programa Segundo Tempo do Governo Federal
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A
fabricação convencional de beijus
utiliza a goma ou fécula úmida,
retirada da lavagem da massa da mandioca, que,
em seguida, é, parcialmente, enxuta para
ser levada ao forno para a produção
dos beijus em formatos variados.
A retirada da goma ou polvilho pelo método
artesanal resulta em baixo rendimento, razão
porquê, para atender a demanda comercial,
têm sido crescente entre as comunidades
rurais do Nordeste o emprego da fécula
industrial proveniente das regiões Sudeste
e Centro Oeste do País.
Neste caso, tornou-se predominante seu uso. Normalmente,
a fécula industrial é reidratada
para atingir o ponto ideal para a fabricação
da farinha de tapioca, beijus crocantes, beijú
de cambraia (com coco e açúcar),
tapioca de recheio etc.
A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Unidade
da empresa baseada em Cruz das Almas/BA, em fase
de pré-pesquisa, começa a desenvolver
trabalhos no sentido de agregar valores aos produtos,
tanto no plano comercial quanto no que se refere
ao valor nutritivo e enriquecimento dos beijus
e derivados.
Os resultados preliminares são bastante
animadores. Várias hortaliças como
cenoura, beterraba, couve e frutas como a manga,
mamão, acerola e, até mesmo o pequi
(fruto do cerrado), passaram pelas observações
e apresentaram boa compatibilidade na associação,
além de imprimir coloração
bastante atrativa.
O passo seguinte será o teste com outras
frutas e hortaliças, e a verificação
técnica com a equipe de Tecnologia de Alimentos
da Embrapa, acerca dos reais ganhos nutritivos
do produto final.
A nova alternativa deve representar mais ganhos
para os produtores e mais saúde para a
população, especialmente para as
crianças da rede escolar dos municípios
de todo o País.
Na Bahia, alguns já usam derivados da
mandioca na merenda escolar, a exemplo de Conceição
do Coité e Santo Antônio de Jesus.
Em Cruz das Almas, por decisão do prefeito
municipal, tem início neste primeiro semestre
a inclusão de derivados da mandioca e do
suco de laranja em três escolas do município.
O projeto piloto alcançará cerca
de 1.200 alunos e pode se estender a toda a rede
de ensino.
Pra assegurar o êxito da nova iniciativa,
a Embrapa e as Secretarias de Agricultura e Educação
do município já estão cadastrando
as associações de produtores para
o fornecimento dos produtos.
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