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ANO IV - Nº13 - Janeiro - Março/2006


NOTÍCIAS DA EMBRAPA

 

Beijus coloridos e enriquecidos


Joselito Motta
é engenheiro agrônomo,
pesquisador da Embrapa Mandioca
e Fruticultura, tem mestrado em Extensão Rural pela
Universidade Federal de Viçosa/MG e cursos de especialização
em uso da mandioca
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Em visita a Cruz das Almas/BA, no dia 21 de março,
para implantar a nova Universidade Federal do Recôncavo, o Presidente Lula provou, e aprovou, os beijus coloridos.


Agnelo Queiroz, Ministro do Esporte; Jaques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil; e, este colunista Joselito Motta, por ocasião da inauguração da Unidade de Derivados de Mandioca na Fundação de Apoio ao Menor de Feira de Santana/BA, com capacidade diária de produção de 50 ton/dia de derivados de mandioca para suporte ao programa Segundo Tempo do Governo Federal

 

A fabricação convencional de beijus utiliza a goma ou fécula úmida, retirada da lavagem da massa da mandioca, que, em seguida, é, parcialmente, enxuta para ser levada ao forno para a produção dos beijus em formatos variados.

A retirada da goma ou polvilho pelo método artesanal resulta em baixo rendimento, razão porquê, para atender a demanda comercial, têm sido crescente entre as comunidades rurais do Nordeste o emprego da fécula industrial proveniente das regiões Sudeste e Centro Oeste do País.

Neste caso, tornou-se predominante seu uso. Normalmente, a fécula industrial é reidratada para atingir o ponto ideal para a fabricação da farinha de tapioca, beijus crocantes, beijú de cambraia (com coco e açúcar), tapioca de recheio etc.

A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Unidade da empresa baseada em Cruz das Almas/BA, em fase de pré-pesquisa, começa a desenvolver trabalhos no sentido de agregar valores aos produtos, tanto no plano comercial quanto no que se refere ao valor nutritivo e enriquecimento dos beijus e derivados.

Os resultados preliminares são bastante animadores. Várias hortaliças como cenoura, beterraba, couve e frutas como a manga, mamão, acerola e, até mesmo o pequi (fruto do cerrado), passaram pelas observações e apresentaram boa compatibilidade na associação, além de imprimir coloração bastante atrativa.

O passo seguinte será o teste com outras frutas e hortaliças, e a verificação técnica com a equipe de Tecnologia de Alimentos da Embrapa, acerca dos reais ganhos nutritivos do produto final.

A nova alternativa deve representar mais ganhos para os produtores e mais saúde para a população, especialmente para as crianças da rede escolar dos municípios de todo o País.

Na Bahia, alguns já usam derivados da mandioca na merenda escolar, a exemplo de Conceição do Coité e Santo Antônio de Jesus. Em Cruz das Almas, por decisão do prefeito municipal, tem início neste primeiro semestre a inclusão de derivados da mandioca e do suco de laranja em três escolas do município.

O projeto piloto alcançará cerca de 1.200 alunos e pode se estender a toda a rede de ensino.

Pra assegurar o êxito da nova iniciativa, a Embrapa e as Secretarias de Agricultura e Educação do município já estão cadastrando as associações de produtores para o fornecimento dos produtos.

   
 
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