No
mês de abril deste ano será consolidado
mais um importante passo rumo à sedimentação
da indústria de amido de mandioca no Estado
de Goiás, com a inauguração
da Febela-Fecularia Bela Vista Ltda., que tornou-se
associada à ABAM ainda durante seu projeto
de instalação. O grupo de empreendedores
envolvidos na implantação da indústria
é formado por empresários genuinamente
goianos, que atuam nas áreas agropecuária,
industrial e de construção civil.
A Febela ocupa área total de 60 hectares,
no Município de Bela Vista de Goiás,
sendo três mil metros quadrados de área
construída.
A sociedade que deu origem à empresa,
cujo registro foi formalizado em setembro do ano
2003, é formada por sete sócios,
que têm como objetivo fazer da Febela um
instrumento de transformação do
papel exercido hoje pelo Estado de Goiás
na cadeia produtiva da mandioca, transmutando-o
de fornecedor de matéria-prima a gerador
de alimentos industrializados, a partir do amido/fécula.
“O Estado de Goiás tem muito a crescer
no mercado de alimentos industrializados, sendo
que grande parte de sua produção
nessa área, na forma in natura, abastece
indústrias localizadas em outros centros,
sobretudo o Sudeste brasileiro”, diz Thiago
Afonso Ferreira, um dos sócios do empreendimento,
que ocupa o cargo de Diretor Administrativo da
indústria, explicando que a Febela vê
como potenciais mercados as regiões Norte,
Centro-Oeste, e Nordeste do Brasil.
A Febela foi concebida após três
anos de estudos e análises técnicas
e de mercado, voltados a reflexões sobre
as possibilidades de industrialização
da mandioca e as perspectivas atuais e futuras
do mercado para a fécula, no Brasil e no
estrangeiro. Foi com base nesses estudos que os
sócios da empresa definiram como potenciais
consumidores da fécula in natura que produzirá
os segmentos alimentício, de papel e têxtil.
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Nesta
primeira fase de instalação, a Febela
deverá moer 200 toneladas/dia de raiz,
que gerarão 50 toneladas/dia de amido.
Porém, a indústria já está
projetada para aumentar sua moagem para 400 toneladas/dia
de raiz, quando passará a gerar 100 toneladas/dia
de amido. “Parte dos equipamentos já
foram adquiridos, e já temos espaço
físico para esta expansão, que deverá
acontecer de acordo com a disponibilidade de raiz
no mercado”, diz Ferreira.
Para o Diretor Administrativo da indústria,
“esta nova e moderna indústria de
fécula de mandioca é uma realidade
importante para a industrialização
do Estado de Goiás, pois atenderá
a expectativa de se agregar novos valores à
cultura da mandioca, com tecnologia e força
competitiva”.
Ferreira, vê o futuro com bons olhos.
Para ele o fortalecimento do setor como um todo
está na união de interesses dos
empresários brasileiros. “Somente
com união é possível se fortalecer
e se estabelecer parcerias, levando-se a fécula
brasileira a mercados pouco explorados. Para que
isto ocorra é necessário se ter
preço, praça, promoção;
padronização e qualidade, além
de seriedade na continuidade; na negociação;
e, na capacitação dos agentes exportadores.
Essa é uma realidade que acontecerá,
mas só estará disponível,
se soubermos estabelecer um foco comum e nos organizarmos”,
declara.
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