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lavouras de mandioca, mesmo nas regiões
mais tecnificadas, ainda utilizam poucos insumos
como, por exemplo, fertilizantes e agroquímicos.
Com isso, surge a seguinte questão: será
que a produtividade aumentará com o uso
crescente destes insumos, evidentemente manejados
de forma racional?
Não existem no Brasil estatísticas
sobre o uso destes insumos nas lavouras de mandioca.
Fato é que a produtividade no Brasil tem
evoluído, segundo informações
do IBGE e da CONAB, relativas ao período
de 1997 a 2005.No período considerado,
a produtividade de mandioca evoluiu positivamente
em 8,7%, valor este considerável se compararmos
com o milho, que apresentou elevação
de 12%; e o soja, que apresentou decréscimo
de 4%.
Vários fatores contribuem para alterar
as médias de produtividade como o clima
e a tecnologia empregada. Com relação
a estes fatores, se o milho e o soja empregam
mais tecnologia, a mandioca é mais estável
com relação às adversidades
climáticas. Dependendo do estágio
de crescimento da mandioca, 30 dias de estiagem
não são tão prejudiciais.A
evolução da produtividade não
depende somente da tecnologia, mas esta assume
particular importância quando se consideram
os investimentos realizados em pesquisa agropecuária
para estas três culturas consideradas. Embora
estes números não possam ser facilmente
avaliados, podemos utilizar como exemplo o número
de princípios ativos registrados no Ministério
da Agricultura para as três culturas: soja
130; milho 104; e, mandioca - 8.Um dos maiores
empecilhos para que grandes empresas não
realizem pesquisas com novos produtos voltadas
para a cultura da mandioca é, posteriormente,
lucrar com esse investimento.
Citemos o caso da rama ou maniva, que é
a “semente” de uma nova variedade
de mandioca. Após longos anos de desenvolvimento
para que se obtenha uma nova variedade, no máximo,
será possível vender esta semente
por duas ou três gerações.
Posteriormente, a disseminação desta
ocorrerá de um vizinho para outro, não
sendo possível controlar a comercialização.
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Evolução das produtividades das
culturas do milho, da soja e da mandioca durante
1997 a 2005. Fonte:CONAB e IBGE (2006).

Se tal aspecto dificulta a entrada de grandes
empresas produtoras de sementes, também
é verdade que facilita o acesso dos agricultores
à nova variedade, ou seja, democratiza-se
a tecnologia. Outro exemplo é o Baculovirus,
usado para controle da lagarta mandarová.
É uma tecnologia de baixo custo, fácil
acesso, e não necessita de muita qualificação
para seu uso, além de não proporcionar
riscos ao ambiente. Por isso ela se disseminou
nos locais onde a lagarta é problemática.
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