
|
|
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
publicou, recentemente, o livro “Processamento
e Utilização da Mandioca”.
Com 547 páginas, a obra traz informações
detalhadas sobre o processamento da raiz, ilustradas
com gráficos, tabelas e fotografias.
O livro começou a ser elaborado no ano
2003, levando em conta conhecimentos acumulados
através de pesquisas realizadas desde o
ano de 1975, quando o Centro da Embrapa Mandioca
e Fruticultura Tropical foi criado, em Cruz das
Almas/BA.
O material leva a assinatura dos pesquisadores
Luciano da Silva Souza, Alba Rejane Nunes Farias,
Pedro Luís Pires de Matos e Wania Maria
Gonçalves Fukuda, e foi dedicado a Antônio
José da Conceição, Edgard
Santana Normanha, Ernestino Lopes Machado e a
Milton Albuquerque, estudiosos da cultura da mandioca.
Constam em suas 547 páginas informações
sobre produtos e subprodutos da mandioca, e abordagem
sobre a utilização dessa planta,
da qual tudo se aproveita: raiz, fibra, casca,
farelo, parte aérea e manipueira (água
residuária resultante da fabricação
de farinha e de fécula de mandioca), na
alimentação humana e animal.
Para a alimentação humana, são
focalizados aspectos relativos à industrialização
da farinha de mandioca; da farinha d`água;
da farinha de tapioca; e outros produtos típicos
da Amazônia, tais como beiju, carimã,
massa puba, tucupi, tacacá, glicose, xarope
de glicose, trazendo diversas receitas para o
consumidor.
Também enfoca os segmentos de panificação;
massas; mandioca pré-cozida congelada;
mandioca chip. O item processamento é encerrado
com um capítulo sobre a indústria
de fécula, e outro capítulo com
informações sobre a conservação
in natura.
De acordo com o Diretor Executivo da Embrapa,
Kepler Euclides Filho, que apresentou o livro,
“esta é uma obra que estava faltando
na bibliografia do sistema agroindustrial da mandioca,
que passa por profundas mudanças estruturais”.
Segundo ele, além de contribuir para
alimentar cerca de um bilhão de pessoas
em todo o Mundo, a mandioca é uma matéria-prima
privilegiada, com uso comprovado em vários
ramos da atividade industrial. “Esforços
tecnológicos, com vistas à qualificação
tornaram seus subprodutos aptos a concorrer nos
mercados nacional e internacional, sobretudo o
amido”, avalia.
|