Nesta Edição
Editorial
Entrevista - Eduardo Parquini "Crise é uma das mais graves do setor"
Técnicos do Governo avaliam preços
Crise da Mandioca é debatida entre integrantes do setor e membros da equipe do governo
Álcool de mandioca atrai investimentos
CeTeAgro
Chip de mandioca conquista consumidor
FAG inaugura laboratório de análises
Embrapa enriquece acervo da mandioca
IAPAR - Produtividade e tecnologia das lavouras de mandioca
ABAM ganha duas novas associadas
Cepea
Rápidas
Centro Tecnológico incrementa cadeia produtiva
IEL premia pesquisas com mandioca
Análise Conjuntural da cadeia da mandioca
Embrapa
Análise das forças competitivas na indústria de fécula de mandioca
Sabores da Mandioca
Amitec 28
Febela
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ANO IV - Nº13 - Janeiro - Março/2006


Rápidas

Mandioca crioula é preservada

Os Estados de Goiás, Maranhão, Espírito Santo, Alagoas, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná, Rio Grande do Norte e São Paulo vêm trabalhando na preservação de itens agrícolas. No final do ano passado, coordenadores e técnicos dos Centros Irradiadores do Manejo da Agrobiodiversidade (Cimas) desses Estados reuniram-se em Brasília/DF, onde apresentaram ações, avanços e dificuldades encontradas durante o trabalho. Os centros, implementados com recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), auxiliam na preservação de variedades crioulas de alguns produtos, entre os quais a mandioca. As informações foram publicadas no site do Ministério do Meio Ambiente.
 
PRISCILLA PEREZ - Projeto Mandioca Brasileira - www.mandioca.agr.br

Alíquotas zero na importação de fertilizantes e defensivos agrícolas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a informação de que o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu, no dia 22 de fevereiro deste ano, durante a reunião do Conselho, zerar as alíquotas de importação de fertilizantes e defensivos agrícolas. A medida representa economia de US$ 42 milhões em impostos. O objetivo é desonerar a atividade agrícola através do incentivo à importação dos produtos. "A meta é desafogar o produtor que deve ver um reflexo nos preços de defensivos e fertilizantes", afirma Antônio Carlos Prado Costa, diretor do Departamento de Assuntos Comerciais da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa.

Paraíba: mandioca favorece economia

O Jornal da Paraíba publicou uma matéria informando que o Projeto Produção de Derivados da Mandioca na Serra do Teixeira (Paraíba), implantado há três anos pelo Sebrae na região, já conseguiu aumentar em 20% a produção na cidade de Princesa Isabel. Atualmente, produtores das comunidades de Lagoa de São João, Cedro, Moça Bonita, Macambira e Lagoa da Cruz colhem anualmente 16,5 toneladas por hectare. Para facilitar a comercialização, um designer do Sebrae elaborou a marca Lagoa de São João, nome de uma das comunidades envolvidas no projeto e que é conhecida pela qualidade da farinha produzida. Neste momento, está sendo trabalhada a embalagem do produto, que deve buscar o mercado de outros estados além de Pernambuco.

SC - Câmara Nacional da Mandioca

O Estado de Santa Catarina indicou representantes para compor a Câmara Nacional da Mandioca e Derivados. João Paulo da Silva Teixeira, Presidente da Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca do Sul Catarinense (AIMSC), foi indicado como representante titular do Estado na Câmara Nacional e Enilto de Oliveira Neubert, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), e coordenador do Projeto Mandioca, como seu suplente. Os nomes indicados foram escolhidos pelos integrantes da Câmara Setorial Estadual, na reunião de reativação ocorrida em novembro do ano passado. As sugestões ainda devem ser estudadas. Conforme Neubert, os esforços da Epagri serão para que ambos os representantes sejam da iniciativa privada, uma vez que somente com a efetiva participação das pessoas diretamente interessadas o setor conseguirá dar seqüência ao seu desenvolvimento.

Embrapa: novas variedades

No início do ano, os mandiocultores baianos receberam duas novas variedades de mandioca: a BRS Guaíra e e BRS Mulatinha, indicadas para as indústrias de farinha e fécula. As variedades foram lançadas e recomendadas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas - BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O lançamento ocorreu durante a Festa Internacional da Agropecuária (Fenagro), em Salvador. Originária de São José do Belmonte/PE, a BRS Guaíra foi coletada e introduzida no Banco Ativo de Germoplasma de Mandioca da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical em 1991, como parte do Projeto de Revitalização da Cultura da Mandioca na Região Sudoeste do Estado da Bahia, desenvolvido em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Já o híbrido Mulatinha foi gerado pelo Projeto de Desenvolvimento de Germoplasma de Mandioca para as Condições Semi-áridas do Nordeste do Brasil, desenvolvido pela Embrapa em parceria com o Centro Internacional Mandioca e Fruticultura Tropical de Agricultura Tropical (CIAT), sediado na Colômbia, e financiado pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA).

 

Ivinhema: modelo no custeio da mandioca

O Idaterra (Instituto de Desenvolvimento Agrário, Assistência Técnica e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul), unidade de Ivinhema-MS, através de um amplo trabalho de elaboração de carta de aptidão do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), propiciou a liberação de mais de um milhão de reais aos produtores de mandioca e café em Ivinhema-MS, no ano passado. O trabalho foi desenvolvido numa parceria entre Idaterra, Banco do Brasil e Prefeitura de Ivinhema, dentro de uma operação denominada Canal Facilitador de Crédito (CFC), através do qual foram formalizadas 185 operações de crédito de custeio nos grupos C e D. Com relação ao CFC, o município de Ivinhema foi considerado modelo para o Estado do Mato Grosso do Sul, por ter sido o que mais efetuou liberação de crédito por este processo. Fonte: Ivinhema News

Fibra da mandioca ajuda a produzir cogumelos.

Há dois anos pesquisadores da Universidade Paranaense (Unipar) se concentram em uma pesquisa que promete bons resultados no cultivo de cogumelos como alternativa agrícola. Os professores doutores Giani Linde e Nelson Colauto estudaram maneiras de diminuir os custos de produção do Agaricus brasiliensis, nome científico deste cogumelo, valorizado por suas propriedades terapêuticas. Os professores da instituição estudaram as propriedades de subprodutos regionais que tenham nitrogênio, substância fundamental para o crescimento do cogumelo, e que possam substituir os produtos utilizados hoje pelos produtores, como o farelo de trigo e de arroz. Com os resultados dos estudos, os pesquisadores apostam na fibra da mandioca como alternativa para baratear os custos da produção. A alternativa é enriquecer a fibra, que tem baixa quantidade de nitrogênio, com fibra de soja ou uréia, para que possa ser utilizada na produção de cogumelos.
Fonte: Umuarama Ilustrado

Epagri: ações para a mandiocultura

O Projeto Mandioca da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) já pautou, neste ano, importantes ações para a mandiocultura catarinense, além dos trabalhos de pesquisas e difusão, já em andamento. As atividades iniciaram no mês passado. Entre os dias 20 e 24 de fevereiro, a Epagri recebeu a visita técnica de Marney Pascoli Cereda, Professora e Pesquisadora do Centro de Tecnologias para o Agronegócio (CeTeAgro) da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). A visita da pesquisadora contribuiu para a avaliação e orientação do trabalho de pesquisa sobre o tratamento dos efluentes da indústria da mandioca.
Além disso, conforme a Epagri, a pesquisadora contribuiu para a definição de indicadores e procedimentos a serem inclusos numa proposta de monitoramento da produção de polvilho azedo com qualidade. A Epagri pretende ainda realizar a Festa Estadual da Mandioca. O evento despertou o interesse da Cooperativa Central de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol) e da Federação Nacional dos Agricultores Familiares (Fetraf). No dia 10 de fevereiro ocorreu uma reunião, que contou com a participação de todos os colaboradores do evento, inclusive a Cresol e a Fetraf, para a definição da data e local da Festa. O evento foi marcado para o mês de agosto, no município de Jaguaruna.

   
 
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