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Seminário atualiza conhecimentos de produtores paulistas
Alcool de mandioca? Por quê?
Biopolímeros - Amido substitui petróleo na produção de embalagens biodegradáveis
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ANO IV - Nº14 - Abril - Junho/2006

Treinamento

Panificadora Experimental difunde produtos com amido

 

Com o objetivo de difundir a tecnologia de adição de amido de mandioca à farinha de trigo para produção de itens de panificação, a panificadora experimental instalada no Cetem (Centro Tecnológico da Mandioca), no mês de dezembro do ano passado, em Paranavaí/PR, já realizou seis cursos, beneficiando 80 pessoas da comunidade, incluindo panificadores, donas-de-casa, funcionários e proprietários de indústrias de farinha e de amido de mandioca. A panificadora experimental, assim como o laboratório físico-químico do Cetem, que foi inaugurado na mesma data, têm como objetivo principal fortalecer e assegurar maior competitividade à cadeia produtiva da mandioca.

O laboratório físico-químico está adequado para prestar serviços voltados à tecnologia da mandioca e seus derivados, por meio da prestação de serviços analíticos e de pesquisa e desenvolvimento. Já a panificadora e a cozinha experimental estão equipadas para aplicações da mandioca e seus derivados, desenvolvendo receitas, promovendo cursos e incentivando seu uso.

Por meio da capacitação técnica dos agentes envolvidos na cadeia produtiva, o projeto visa dar mais fôlego ao APL (Arranjo Produtivo Local) de Mandioca de Paranavaí, criando infra-estrutura laboratorial para o seu desenvolvimento. O APL Mandioca é composto por, aproximadamente, 2,5 mil produtores, 60 indústrias de farinha de mandioca, 16 indústrias de fécula, quatro indústrias de polvilho, além de indústrias de máquinas e implementos, gerando 15 mil empregos diretos em Paranavaí e Região.

De acordo com o IBGE, o Paraná é o terceiro maior produtor nacional de mandioca, ficando atrás do Pará e da Bahia. O Estado é o primeiro do segmento industrial, respondendo por 70% do produto nacional industrializado. O setor tem grande importância social para o Estado, visto que cerca de 35 mil famílias se dedicam à exploração da atividade, que envolve cerca de duzentas mil pessoas, e gera outros 40 mil empregos diretos.

 

 

A cadeia produtiva conseguiu avanços nos últimos anos, incluindo a organização do seu APL. Mas até a aprovação desse novo projeto havia carências, como a falta de estudos e pesquisas, necessidade de maior divulgação dos trabalhos existentes na área, e dificuldade de acesso às tecnologias existentes, o que começou a ser suprido com o início do funcionamento da unidade instalada pelo Tecpar em Paranavaí.

O projeto é da Seti (Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), por meio do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), e executado com recursos provenientes da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e tem como parceiros a Prefeitura Municipal de Paranavaí, o Cetem e o Sindicato Rural de Paranavaí.

   
 
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