Com
o objetivo de difundir a tecnologia de adição
de amido de mandioca à farinha de trigo
para produção de itens de panificação,
a panificadora experimental instalada no Cetem
(Centro Tecnológico da Mandioca), no mês
de dezembro do ano passado, em Paranavaí/PR,
já realizou seis cursos, beneficiando 80
pessoas da comunidade, incluindo panificadores,
donas-de-casa, funcionários e proprietários
de indústrias de farinha e de amido de
mandioca. A panificadora experimental, assim como
o laboratório físico-químico
do Cetem, que foi inaugurado na mesma data, têm
como objetivo principal fortalecer e assegurar
maior competitividade à cadeia produtiva
da mandioca.
O laboratório físico-químico
está adequado para prestar serviços
voltados à tecnologia da mandioca e seus
derivados, por meio da prestação
de serviços analíticos e de pesquisa
e desenvolvimento. Já a panificadora e
a cozinha experimental estão equipadas
para aplicações da mandioca e seus
derivados, desenvolvendo receitas, promovendo
cursos e incentivando seu uso.
Por meio da capacitação técnica
dos agentes envolvidos na cadeia produtiva, o
projeto visa dar mais fôlego ao APL (Arranjo
Produtivo Local) de Mandioca de Paranavaí,
criando infra-estrutura laboratorial para o seu
desenvolvimento. O APL Mandioca é composto
por, aproximadamente, 2,5 mil produtores, 60 indústrias
de farinha de mandioca, 16 indústrias de
fécula, quatro indústrias de polvilho,
além de indústrias de máquinas
e implementos, gerando 15 mil empregos diretos
em Paranavaí e Região.
De acordo com o IBGE, o Paraná é
o terceiro maior produtor nacional de mandioca,
ficando atrás do Pará e da Bahia.
O Estado é o primeiro do segmento industrial,
respondendo por 70% do produto nacional industrializado.
O setor tem grande importância social para
o Estado, visto que cerca de 35 mil famílias
se dedicam à exploração da
atividade, que envolve cerca de duzentas mil pessoas,
e gera outros 40 mil empregos diretos.
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A cadeia produtiva conseguiu avanços nos
últimos anos, incluindo a organização
do seu APL. Mas até a aprovação
desse novo projeto havia carências, como
a falta de estudos e pesquisas, necessidade de
maior divulgação dos trabalhos existentes
na área, e dificuldade de acesso às
tecnologias existentes, o que começou a
ser suprido com o início do funcionamento
da unidade instalada pelo Tecpar em Paranavaí.
O projeto é da Seti (Secretaria da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior), por meio do Tecpar
(Instituto de Tecnologia do Paraná), e
executado com recursos provenientes da Finep (Financiadora
de Estudos e Projetos), do Ministério da
Ciência e Tecnologia, e tem como parceiros
a Prefeitura Municipal de Paranavaí, o
Cetem e o Sindicato Rural de Paranavaí.
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