Nesta Edição
Editorial
Química Fina - Mandioca pra beber
Seminário atualiza conhecimentos de produtores paulistas
Alcool de mandioca? Por quê?
Biopolímeros - Amido substitui petróleo na produção de embalagens biodegradáveis
CeTeAgro
Cepea
Mandioca e seus resíduos na alimentação de ruminantes e qualidade da carne
Manipueira é indicada para fertiirrigação
Panificadora Experimental difunde produtos com amido
Comissão Especial analisa projeto de lei
Notícias da EMBRAPA
CeTeAgro ensina como produzir amidos modificados
Workshop do Cerat teve mandioca como enfoque
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ANO IV - Nº14 - Abril - Junho/2006


Rápidas

China: álcool de mandioca

Notícia divulgada pela Agência Reuters afirma que a China, tentando diminuir a dependência por petróleo importado, usará álcool produzido a partir de mandioca como combustível para carros, na região de Guangxi, em 2007. A região produzirá suas usinas de álcool com capacidade combinada de um milhão de toneladas, para lidar com a escassez de combustível, disse um oficial da Comissão de Desenvolvimento e Reforma de Guangxi, à mídia local. A oferta do produto teria início na segunda metade do ano. Guangxi é a principal região produtora de mandioca da China. O País é, também, o terceiro maior produtor de etanol do Mundo, atrás apenas do Brasil e Estados Unidos.

Nigéria: mandioca deve virar álcool

Para alimentar sua refinaria de álcool, a Corporação Nacional de Petróleo da Nigéria (NNPC, em inglês) afirmou que concluiu planos para adquirir 10 mil hectares de terra no Estado de Anambra para a produção de mandioca. Uma equipe da NNPC estava no Estado para solicitar apoio governamental em sua busca por combustíveis alternativos. A corporação ressaltou que o projeto poderia ajudar a desenvolver o Estado, melhorar sua economia e o padrão de vida das pessoas. A NNPC, recentemente, revelou que concluiu planos para construir uma refinaria no Estado de Osun, onde o álcool poderia ser produzido a partir da mandioca (Fonte: African News Dimension/África do Sul).

 
PRISCILLA PEREZ - Projeto Mandioca Brasileira - www.mandioca.agr.br
     

BNB destina R$ 1 bilhão para agricultura familiar

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB), baseado em Fortaleza, principal financiador do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na Região, assegurou R$ 1,207 bilhão em contratações para a safra 2005/2006. Desde o início da operação, em 1996, até maio deste ano, a instituição contratou R$ 4,6 bilhões, atendendo mais de 1,6 milhão de famílias, o que corresponde a 4,8 milhões de pessoas, informa o Superintendente de Microfinanças e Programas Especiais do BNB, Stélio Gama Lyra Júnior. Em 2005, as aplicações do Banco no setor rural nordestino somaram R$ 2,302 bilhões, diante dos R$ 1,622 bilhão do exercício anterior, R$ 679,3 milhões de 2003 e R$ 472,6 milhões de 2002. As informações foram divulgadas na Gazeta Mercantil.

Mandioca resiste aos canaviais

Impulsionados pelo aumento da demanda internacional de açúcar e álcool, os canaviais avançaram sobre pastagens e terras cultivadas com grãos - soja, milho e trigo - no Estado de São Paulo. No entanto, a entrada da cana encontrou resistência em áreas tradicionalmente cultivadas com mandioca, conforme o banco de dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA). Os números mostram que a extensão das culturas de mandioca industrial quase dobrou nos últimos três anos. Em 2003, foram plantados 23.410 hectares, em 2004 a área aumentou para 28.810 e, no ano passado, deu um salto para 40.419 hectares. A produção cresceu quase na mesma proporção: 614.600 toneladas em 2003; 784.100 no ano seguinte e 984.400 em 2005. Essa mandioca abastece, principalmente, as indústrias de fécula e de farinha. Embora os preços da mandioca sejam considerados baixos pelos produtores, a cultura vive um momento de resistência, segundo o engenheiro agrônomo José Roberto da Silva, pesquisador do IEA (Fonte: O Estado de São Paulo).

Cultivares para região baiana

Para colaborar com o desenvolvimento da mandiocultura no Estado da Bahia, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), através do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), vem conduzindo diversos testes que visam verificar adaptação, produtividade e a resistência a pragas e doenças de 1171 cultivares oriundos da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical/BA, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e acessos locais. Segundo José Jorge Siqueira e Muneu Funato, pesquisadores responsáveis pelo projeto, o estudo pretende indicar os melhores cultivares adaptados ao agro-sistema no qual o produtor está inserido. Os cultivares foram inseridos aos agro-sistemas dos municípios baianos de Una, Ilhéus e Buerarema, pólos produtores de farinha e outros derivados, sendo distribuídos aos agricultores através de rede de escritórios locais do Ceplac. A assessoria de imprensa do Ceplac explica que os estudos tiveram início em maio de 1996 e que estão sendo testados 11 cultivares em três repetições, com espaçamento de 1 x 1 metro entre plantas e 16 plantas por parcela, sendo observadas as característica da raiz, do caule, da folha e dados de produção, acompanhado durante período de dez anos.

RN quer explorar mandioca

A produção de mandioca do Rio Grande do Norte deve ter aumento de qualidade e de produtividade até o fim deste ano. A previsão é do titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Thiago Gadelha, que esteve no Segundo Workshop da Cadeia Produtiva da Mandioca, promovido pelo órgão em Natal. Além do evento, de cunho técnico, outro impulsionador do setor será uma indústria de amido e glucose de mandioca, que deverá ser instalada no próximo ano em Macaíba. Segundo o coordenador do Projeto de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Mandioca da Sedec, André Nilton Negreiros, atualmente o RN produz cerca de 49 mil toneladas de mandioca por mês. Dessa produção, voltada para transformação em farinha e ração animal, entre 80% e 85% são de produtores que têm menos de cinco hectares cultivados e que ainda sofrem com a baixa produtividade e instabilidade de preços. Por isso, segundo Negreiros, através da modernização, adubação, controle de pragas e de valores, o projeto visa aumentar a produtividade, das atuais 12 toneladas por hectare para, pelo menos, 20 toneladas por hectare - há produtores no Paraná que conseguem aumentar essa proporção para 35 toneladas em cada hectare. Além disso, ele fala na criação de ''Preço de Referência'', que serviria de base para as negociações em torno da macaxeira. (Fonte: Diário de Natal/RN).

 

 

UNB realiza congresso de mandioca

A Universidade de Brasília (UNB) promove, de 11 a 15 de novembro, o primeiro Congresso Brasileiro de Melhoramento, Biotecnologia e Ecologia da Mandioca. Os painéis abordarão os temas: espécies silvestres e clones indígenas com valor nutricional; manejo e controle de sistemas reprodutivos; métodos biotecnológicos de melhoramento; conservação e avaliação dos recursos genéticos; mandioca como alimento e para uso industrial e ecologia e ecossistemas da mandioca. O evento será realizado em Brasília, no San Marco Hotel. Segundo Nagib Nassar, professor da UNB e coordenador do congresso, algumas palestras já foram confirmadas. São elas: “Melhoramento da mandioca nos trópicos: Uma lição vinda da sub-sahara africana”, ministrada por Rodomiro Ortiz (CGIAR); “Aceitando e vencendo o desafio no melhoramento da mandioca na Índia”, ministrada por S.G. Nair (Índia); “Novos rumos da biotecnologia da mandioca”, ministrada por Claudio Fauquet (EUA); “Manipulação dos recursos genéticos da mandioca para melhoramento da cultura”, ministrada por Nagib Nassar (Brasil); e, “Potencialidade de biotecnologia e mutagenesis no melhoramento da mandioca”, ministrada por Shri Mohan Jain (Finlândia). As palestras terão tradução simultânea. Para obter mais informações acesse: www.geneconserve.pro.br.

Mandioca: a raiz do futuro

Nos dias 9 e 10 de maio, em Cruz das Almas/BA, a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical realizou a primeira reunião de gestão do projeto "Melhoramento de mandioca para Biofortificação, Farinha e Fécula nas Raízes". Para Wania Fukuda, coordenadora do projeto, o encontro teve por objetivo alinhar os conceitos e ações que serão desenvolvidos pelos próximos três anos, agregando conhecimentos já conquistados e interagindo a experiência de pesquisadores mais antigos com a disposição típica dos mais novos. Segundo Fukuda, o projeto já começou com conhecimento prévio suficiente para garantir a existência de materiais resistentes à seca e às pragas e de melhor desempenho agronômico. O que mereceu a atenção especial dos pesquisadores durante o encontro foi a possibilidade de se criar uma variedade de melhor qualidade nutricional, com teores mais altos de betacaroteno nas raízes e de amido. Uma das conseqüências mais contundentes desses estudos, garantem os pesquisadores, é o impacto social positivo que as novas variedades trarão às comunidades carentes. A aplicação prática das novas variedades nos campos de pesquisa participativa está prevista para começar ainda este ano. (Fonte: Felipe Gusmão, NATURAL/Projeto Mandioca Brasileira).

Zoneamento para mandioca

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou seis portarias, no Diário Oficial da União, no dia 23 de maio deste ano, definindo o zoneamento agrícola para as culturas de mandioca, feijão e algodão. As portarias, de números 62, 63, 64, 65, 66, 67 se referem ao cultivo dos produtos nos Estados de Santa Catarina (mandioca); Paraná (feijão 1ª safra, mandioca e algodão); São Paulo (feijão 1ª safra); e, Maranhão (algodão). A portaria de número 62 aprova o zoneamento agrícola para a produção de mandioca no Estado de Santa Catarina, ano-safra 2006/2007. O estudo considera aptos 273 municípios para o cultivo da espécie Manioth utilíssima. Já a portaria 63 aprova o zoneamento do mesmo produto para o Estado do Paraná, considerando aptos 391 municípios. O Paraná é hoje o maior produtor de derivados de mandioca do País, responsável por 10% dos US$ 2 bilhões movimentados pelo Brasil no mercado internacional.

APL atualiza planilhas de custeio de produção

A ação do Arranjo Produtivo Local (APL) Mandioca no Agreste garantiu a atualização e aumento no teto das planilhas de custeio para produção rural do Banco do Nordeste e do Banco do Brasil. Segundo Marcos Fontes, gestor do APL Mandioca pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Alagoas, os bancos ofereciam, no máximo, R$ 800 para que o agricultor cultivasse um hectare de mandioca. Após as negociações, o teto para o custeio por hectare subiu para R$ 1.200,00. O novo teto é válido para produtores atendidos pelo APL que tenham produtividade esperada de até 26 toneladas. Conforme o Sebrae de Alagoas, a planilha de custeio é um dos instrumentos usados pelos bancos para calcular e realizar as operações de crédito rural. Cada planilha varia de acordo com o tipo de produção, tecnologia usada na lavoura e o volume da produção esperada. Mediante análise dessa situação, os bancos realizam as operações calculadas sob cada hectare de área plantada.

   
 
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