BNB
destina R$ 1 bilhão para agricultura familiar
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB), baseado
em Fortaleza, principal financiador do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
(Pronaf) na Região, assegurou R$ 1,207
bilhão em contratações para
a safra 2005/2006. Desde o início da operação,
em 1996, até maio deste ano, a instituição
contratou R$ 4,6 bilhões, atendendo mais
de 1,6 milhão de famílias, o que
corresponde a 4,8 milhões de pessoas, informa
o Superintendente de Microfinanças e Programas
Especiais do BNB, Stélio Gama Lyra Júnior.
Em 2005, as aplicações do Banco
no setor rural nordestino somaram R$ 2,302 bilhões,
diante dos R$ 1,622 bilhão do exercício
anterior, R$ 679,3 milhões de 2003 e R$
472,6 milhões de 2002. As informações
foram divulgadas na Gazeta Mercantil.
Mandioca resiste aos canaviais
Impulsionados pelo aumento da demanda internacional
de açúcar e álcool, os canaviais
avançaram sobre pastagens e terras cultivadas
com grãos - soja, milho e trigo - no Estado
de São Paulo. No entanto, a entrada da
cana encontrou resistência em áreas
tradicionalmente cultivadas com mandioca, conforme
o banco de dados do Instituto de Economia Agrícola
(IEA). Os números mostram que a extensão
das culturas de mandioca industrial quase dobrou
nos últimos três anos. Em 2003, foram
plantados 23.410 hectares, em 2004 a área
aumentou para 28.810 e, no ano passado, deu um
salto para 40.419 hectares. A produção
cresceu quase na mesma proporção:
614.600 toneladas em 2003; 784.100 no ano seguinte
e 984.400 em 2005. Essa mandioca abastece, principalmente,
as indústrias de fécula e de farinha.
Embora os preços da mandioca sejam considerados
baixos pelos produtores, a cultura vive um momento
de resistência, segundo o engenheiro agrônomo
José Roberto da Silva, pesquisador do IEA
(Fonte: O Estado de São Paulo).
Cultivares para região baiana
Para colaborar com o desenvolvimento da mandiocultura
no Estado da Bahia, a Comissão Executiva
do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), através
do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), vem conduzindo
diversos testes que visam verificar adaptação,
produtividade e a resistência a pragas e
doenças de 1171 cultivares oriundos da
Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical/BA, Unidade
da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, e acessos locais.
Segundo José Jorge Siqueira e Muneu Funato,
pesquisadores responsáveis pelo projeto,
o estudo pretende indicar os melhores cultivares
adaptados ao agro-sistema no qual o produtor está
inserido. Os cultivares foram inseridos aos agro-sistemas
dos municípios baianos de Una, Ilhéus
e Buerarema, pólos produtores de farinha
e outros derivados, sendo distribuídos
aos agricultores através de rede de escritórios
locais do Ceplac. A assessoria de imprensa do
Ceplac explica que os estudos tiveram início
em maio de 1996 e que estão sendo testados
11 cultivares em três repetições,
com espaçamento de 1 x 1 metro entre plantas
e 16 plantas por parcela, sendo observadas as
característica da raiz, do caule, da folha
e dados de produção, acompanhado
durante período de dez anos.
RN quer explorar mandioca
A produção de mandioca do Rio
Grande do Norte deve ter aumento de qualidade
e de produtividade até o fim deste ano.
A previsão é do titular da Secretaria
Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec),
Thiago Gadelha, que esteve no Segundo Workshop
da Cadeia Produtiva da Mandioca, promovido pelo
órgão em Natal. Além do evento,
de cunho técnico, outro impulsionador do
setor será uma indústria de amido
e glucose de mandioca, que deverá ser instalada
no próximo ano em Macaíba. Segundo
o coordenador do Projeto de Fortalecimento da
Cadeia Produtiva da Mandioca da Sedec, André
Nilton Negreiros, atualmente o RN produz cerca
de 49 mil toneladas de mandioca por mês.
Dessa produção, voltada para transformação
em farinha e ração animal, entre
80% e 85% são de produtores que têm
menos de cinco hectares cultivados e que ainda
sofrem com a baixa produtividade e instabilidade
de preços. Por isso, segundo Negreiros,
através da modernização,
adubação, controle de pragas e de
valores, o projeto visa aumentar a produtividade,
das atuais 12 toneladas por hectare para, pelo
menos, 20 toneladas por hectare - há produtores
no Paraná que conseguem aumentar essa proporção
para 35 toneladas em cada hectare. Além
disso, ele fala na criação de ''Preço
de Referência'', que serviria de base para
as negociações em torno da macaxeira.
(Fonte: Diário de Natal/RN).
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UNB
realiza congresso de mandioca
A Universidade de Brasília (UNB) promove,
de 11 a 15 de novembro, o primeiro Congresso Brasileiro
de Melhoramento, Biotecnologia e Ecologia da Mandioca.
Os painéis abordarão os temas: espécies
silvestres e clones indígenas com valor
nutricional; manejo e controle de sistemas reprodutivos;
métodos biotecnológicos de melhoramento;
conservação e avaliação
dos recursos genéticos; mandioca como alimento
e para uso industrial e ecologia e ecossistemas
da mandioca. O evento será realizado em
Brasília, no San Marco Hotel. Segundo Nagib
Nassar, professor da UNB e coordenador do congresso,
algumas palestras já foram confirmadas.
São elas: “Melhoramento da mandioca
nos trópicos: Uma lição vinda
da sub-sahara africana”, ministrada por
Rodomiro Ortiz (CGIAR); “Aceitando e vencendo
o desafio no melhoramento da mandioca na Índia”,
ministrada por S.G. Nair (Índia); “Novos
rumos da biotecnologia da mandioca”, ministrada
por Claudio Fauquet (EUA); “Manipulação
dos recursos genéticos da mandioca para
melhoramento da cultura”, ministrada por
Nagib Nassar (Brasil); e, “Potencialidade
de biotecnologia e mutagenesis no melhoramento
da mandioca”, ministrada por Shri Mohan
Jain (Finlândia). As palestras terão
tradução simultânea. Para
obter mais informações acesse: www.geneconserve.pro.br.
Mandioca: a raiz do futuro
Nos dias 9 e 10 de maio, em Cruz das Almas/BA,
a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical realizou
a primeira reunião de gestão do
projeto "Melhoramento de mandioca para Biofortificação,
Farinha e Fécula nas Raízes".
Para Wania Fukuda, coordenadora do projeto, o
encontro teve por objetivo alinhar os conceitos
e ações que serão desenvolvidos
pelos próximos três anos, agregando
conhecimentos já conquistados e interagindo
a experiência de pesquisadores mais antigos
com a disposição típica dos
mais novos. Segundo Fukuda, o projeto já
começou com conhecimento prévio
suficiente para garantir a existência de
materiais resistentes à seca e às
pragas e de melhor desempenho agronômico.
O que mereceu a atenção especial
dos pesquisadores durante o encontro foi a possibilidade
de se criar uma variedade de melhor qualidade
nutricional, com teores mais altos de betacaroteno
nas raízes e de amido. Uma das conseqüências
mais contundentes desses estudos, garantem os
pesquisadores, é o impacto social positivo
que as novas variedades trarão às
comunidades carentes. A aplicação
prática das novas variedades nos campos
de pesquisa participativa está prevista
para começar ainda este ano. (Fonte: Felipe
Gusmão, NATURAL/Projeto Mandioca Brasileira).
Zoneamento para mandioca
O Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Mapa) divulgou seis portarias,
no Diário Oficial da União, no dia
23 de maio deste ano, definindo o zoneamento agrícola
para as culturas de mandioca, feijão e
algodão. As portarias, de números
62, 63, 64, 65, 66, 67 se referem ao cultivo dos
produtos nos Estados de Santa Catarina (mandioca);
Paraná (feijão 1ª safra, mandioca
e algodão); São Paulo (feijão
1ª safra); e, Maranhão (algodão).
A portaria de número 62 aprova o zoneamento
agrícola para a produção
de mandioca no Estado de Santa Catarina, ano-safra
2006/2007. O estudo considera aptos 273 municípios
para o cultivo da espécie Manioth utilíssima.
Já a portaria 63 aprova o zoneamento do
mesmo produto para o Estado do Paraná,
considerando aptos 391 municípios. O Paraná
é hoje o maior produtor de derivados de
mandioca do País, responsável por
10% dos US$ 2 bilhões movimentados pelo
Brasil no mercado internacional.
APL atualiza planilhas de custeio de
produção
A ação do Arranjo Produtivo Local
(APL) Mandioca no Agreste garantiu a atualização
e aumento no teto das planilhas de custeio para
produção rural do Banco do Nordeste
e do Banco do Brasil. Segundo Marcos Fontes, gestor
do APL Mandioca pelo Serviço de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Alagoas,
os bancos ofereciam, no máximo, R$ 800
para que o agricultor cultivasse um hectare de
mandioca. Após as negociações,
o teto para o custeio por hectare subiu para R$
1.200,00. O novo teto é válido para
produtores atendidos pelo APL que tenham produtividade
esperada de até 26 toneladas. Conforme
o Sebrae de Alagoas, a planilha de custeio é
um dos instrumentos usados pelos bancos para calcular
e realizar as operações de crédito
rural. Cada planilha varia de acordo com o tipo
de produção, tecnologia usada na
lavoura e o volume da produção esperada.
Mediante análise dessa situação,
os bancos realizam as operações
calculadas sob cada hectare de área plantada.
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