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Editorial
Química Fina - Mandioca pra beber
Seminário atualiza conhecimentos de produtores paulistas
Alcool de mandioca? Por quê?
Biopolímeros - Amido substitui petróleo na produção de embalagens biodegradáveis
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ANO IV - Nº14 - Abril - Junho/2006


CÂNDIDO MOTA

Seminário atualiza conhecimentos de produtores paulistas


O Segundo Seminário da Cadeia Produtiva da Mandioca do Estado de São Paulo, realizado em abril, na cidade de Cândido Mota/SP, apresentou várias novidades para os produtores rurais, com destaques para a proposta do IAC (Instituto Agronômico de Campinas) de aumentar para 10 quilos a quantidade de raiz avaliada nas amostragens por caminhão, resultando em menor dispersão na análise estatística; e, para a relação produção x produtividade x qualidade da mandioca obtida pelos produtores com a calagem e adubação seguindo os critérios do IAC/Feltan, que apresentam melhor resultado.

O Seminário também mostrou que a Regional Assis/CATI tem a maior produtividade mundial, obtendo resultado de 29 toneladas por hectare/ano, com, preço médio nos últimos cinco anos de R$ 105,00, sendo que para a safra 2006, a previsão é colher 348 mil toneladas em 12 mil hectares.

 

 

Outro ponto apresentado foi a produção de álcool a partir da mandioca. Segundo o Cerat (Centro de Raízes e Amidos Tropicais) e a empresa Agro-Industrial Tarumã Ltda. ,que comercializa seus produtos com a marca Cerealcool, o combustível extraído da raiz produz 180 litros por tonelada, tendo custo de R$ 0,90 o litro de álcool produzido com a tonelada da mandioca comercializada a R$ 100,00.

Decisões tomadas no Seminário foram encaminhadas à Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Estado de São Paulo. Entre os tópicos levantados se destacam: a contratação imediata de pesquisadores para a Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios); a destinação de mais recursos para pesquisas de melhoramento genético da raiz no IAC; recomendação do uso controlado e monitoramento mais rigoroso do herbicida 2-4 D; sugestão de estudos voltados à industrialização da parte aérea da mandioca destinada à alimentação humana e animal.

   
 
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