O
Segundo Seminário da Cadeia Produtiva da
Mandioca do Estado de São Paulo, realizado
em abril, na cidade de Cândido Mota/SP,
apresentou várias novidades para os produtores
rurais, com destaques para a proposta do IAC (Instituto
Agronômico de Campinas) de aumentar para
10 quilos a quantidade de raiz avaliada nas amostragens
por caminhão, resultando em menor dispersão
na análise estatística; e, para
a relação produção
x produtividade x qualidade da mandioca obtida
pelos produtores com a calagem e adubação
seguindo os critérios do IAC/Feltan, que
apresentam melhor resultado.
O Seminário também mostrou que
a Regional Assis/CATI tem a maior produtividade
mundial, obtendo resultado de 29 toneladas por
hectare/ano, com, preço médio nos
últimos cinco anos de R$ 105,00, sendo
que para a safra 2006, a previsão é
colher 348 mil toneladas em 12 mil hectares.
|
|
Outro
ponto apresentado foi a produção
de álcool a partir da mandioca. Segundo
o Cerat (Centro de Raízes e Amidos Tropicais)
e a empresa Agro-Industrial Tarumã Ltda.
,que comercializa seus produtos com a marca Cerealcool,
o combustível extraído da raiz produz
180 litros por tonelada, tendo custo de R$ 0,90
o litro de álcool produzido com a tonelada
da mandioca comercializada a R$ 100,00.
Decisões tomadas no Seminário foram
encaminhadas à Câmara Setorial da
Cadeia Produtiva do Estado de São Paulo.
Entre os tópicos levantados se destacam:
a contratação imediata de pesquisadores
para a Apta (Agência Paulista de Tecnologia
dos Agronegócios); a destinação
de mais recursos para pesquisas de melhoramento
genético da raiz no IAC; recomendação
do uso controlado e monitoramento mais rigoroso
do herbicida 2-4 D; sugestão de estudos
voltados à industrialização
da parte aérea da mandioca destinada à
alimentação humana e animal.
|