Amido
na indústria alimentícia
A cultura da mandioca, aipim, ou macaxeira, seja
que nome for (o nome varia de acordo com a região
do país), é uma prática antiga
no Brasil. Esta raiz é cultivada em terras
brasileiras, pelos índios, bem antes dos
portugueses aqui chegarem.
A mandioca, na forma de raiz, farinha ou amido,
faz parte da alimentação de mais
de quinhentos milhões de pessoas no mundo.
Rústica e capaz de produzir em qualquer
tipo de solo, ela está presente em todas
as regiões de nosso país.
Deste tubérculo se extrai o amido, um
pó branco, inodoro, insípido, pertencente
à família dos carboidratos. Tanto
nativo, como modificado, o amido de mandioca é
utilizado, cada vez mais, como ingrediente básico
dos produtos, ou como aditivo - adicionado em
quantidades diversas - com o fim de melhorar a
fabricação, apresentação
ou conservação de produtos.
Nas indústrias alimentícias o
amido nativo e o amido modificado de mandioca
estão presentes em uma infinidade de produtos.
No Brasil, dois terços do amido de mandioca
produzido são utilizados pelo setor alimentício
na forma nativa.
Grandes empresas do setor alimentício,
cujas marcas são conhecidas nacional e
internacionalmente, têm o amido de mandioca
como uma de suas principais matérias-primas
como as indústrias de biscoitos, frigorífica,
de massas, sobremesas, laticínios, panificação,
doces, conservas, sopas, molhos, pão de
queijo, entre diversas outras.
A fécula de mandioca in natura ganhou
destaque nos últimos anos em função
da difusão da tecnologia de adição
à farinha de trigo panificável.
Hoje se sabe que a mistura é, perfeitamente,
viável, o que pode contribuir para a redução
da importação de trigo pelo Brasil,
cultura de difícil exploração,
devido ao alto risco de se cultivá-la.
Esta edição da Revista ABAM traça
um perfil sucinto das infinitas possibilidades
de exploração da fécula /
amido de mandioca pela indústria alimentícia,
e vem reforçar a filosofia da ABAM de que
é preciso unir cada vez mais esforços
no sentido de se fomentar o setor.
A agroindustrialização da mandioca
cresce em ritmo acelerado, atraindo para o Brasil
a atenção de empresas multinacionais,
que estão fincando suas raízes em
nosso país, com a finalidade de explorar
o produto.
É com essa consciência do potencial
de exploração da cultura que a ABAM
reforça a filosofia do programa Plantio
Responsável de Mandioca, em que se estabelece
a assinatura de contrato de fornecimento de raiz
às indústrias, com um preço
de garantia, o que confere segurança para
o produtor rural e o setor industrial.
(*) João Eduardo Pasquini é Presidente
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