| Uma
nova embalagem feita à base de amido de
mandioca poderá substituir embalagens similares
de polietileno expandido, mais conhecido pelo
nome Isopor. Comestível e biodegradável,
a nova embalagem foi desenvolvida pela engenheira
agrônoma Marney Pascoli Cereda, pesquisadora
da Empresa Ntu-Lyne, de Botucatu, em São
Paulo. A empresa está incubada no Núcleo
de Desenvolvimento Empresarial Incubadora, há
cerca de um ano e meio, e recebeu investimento
de R$ 250 mil da Fapesp (Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo).
O resultado da pesquisa com o amido de mandioca
proporcionou a criação de três
produtos: bandeijas biodegradáveis; tubetes
de plantio orgânico; e, filme de amido solúvel.
As bandejas servem para acondicionar lanches,
frios, verduras, entre outros produtos perecíveis.
Os tubetes substituem os tubos plásticos
usados no plantio direto de mudas.
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O
terceiro item: filme solúvel - similar
ao papel celofane - pode ser usado para embrulhar
chocolates, doces, balas, entre outros. “Não
precisaremos mais descascar as balas. Poderemos
chupá-las com papel”, afirma Cláudio
Roberto Vieira, Gerente Comercial da Incubadora.
Outros tipos de filmes, menos biodegradáveis
e não comestíveis, estão
sendo desenvolvidos para uso em agricultura, principalmente
para cultivo protegido (estufas).
A Natu-Lyne ainda não tem estrutura para
produzir as embalagens em escala e procura parceiros
para alavancar os produtos. “Já foram
iniciadas negociações com grandes
redes varejistas e produtores orgânicos,
que têm interesse em adquirir o produto”,
salienta Vieira.
Marney Cereda conta que a tecnologia está
sendo desenvolvida há cerca de sete anos.
“A partir dessa descoberta temos agora soluções
naturais para embalagens biodegradáveis”,
comemora a pesquisadora, que há muitos
anos se dedica a pesquisas relacionadas com amidos
diversos. Ela é hoje aposentada da Universidade
Estadual Paulista (Unesp).
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