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Editorial
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A redescoberta da fécula de mandioca
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Embalagem comestível e biodegradável
O uso de amido nas indústrias de alimentos
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ANO I - Nº3 - Agosto - Setembro/2003

 

Embalagem comestível e biodegradável

Bandeijas biodegradáveis, que servem para acondicionar lanches, frios, verduras, entre
outros produtos perecíveis; tubetes de plantio orgânico; e, filme de amido solúvel,
são os três tipos de embalagens desenvolvidas pela pesquisadora da empresa Ntu-Lyne

Uma nova embalagem feita à base de amido de mandioca poderá substituir embalagens similares de polietileno expandido, mais conhecido pelo nome Isopor. Comestível e biodegradável, a nova embalagem foi desenvolvida pela engenheira agrônoma Marney Pascoli Cereda, pesquisadora da Empresa Ntu-Lyne, de Botucatu, em São Paulo. A empresa está incubada no Núcleo de Desenvolvimento Empresarial Incubadora, há cerca de um ano e meio, e recebeu investimento de R$ 250 mil da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O resultado da pesquisa com o amido de mandioca proporcionou a criação de três produtos: bandeijas biodegradáveis; tubetes de plantio orgânico; e, filme de amido solúvel. As bandejas servem para acondicionar lanches, frios, verduras, entre outros produtos perecíveis. Os tubetes substituem os tubos plásticos usados no plantio direto de mudas.

 

 

O terceiro item: filme solúvel - similar ao papel celofane - pode ser usado para embrulhar chocolates, doces, balas, entre outros. “Não precisaremos mais descascar as balas. Poderemos chupá-las com papel”, afirma Cláudio Roberto Vieira, Gerente Comercial da Incubadora. Outros tipos de filmes, menos biodegradáveis e não comestíveis, estão sendo desenvolvidos para uso em agricultura, principalmente para cultivo protegido (estufas).

A Natu-Lyne ainda não tem estrutura para produzir as embalagens em escala e procura parceiros para alavancar os produtos. “Já foram iniciadas negociações com grandes redes varejistas e produtores orgânicos, que têm interesse em adquirir o produto”, salienta Vieira.
Marney Cereda conta que a tecnologia está sendo desenvolvida há cerca de sete anos. “A partir dessa descoberta temos agora soluções naturais para embalagens biodegradáveis”, comemora a pesquisadora, que há muitos anos se dedica a pesquisas relacionadas com amidos diversos. Ela é hoje aposentada da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

   
 
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