Nesta Edição
Editorial
Tapioca nossa de cada dia
Indústria frigorífica é pioneira no uso da fécula
A redescoberta da fécula de mandioca
Pão mais macio e crocante
Centro de Panificação de Paranavaí
Biscoitos com qualidade e crocância
Molho cremoso com fécula
Fermento com Fécula
Embalagem comestível e biodegradável
O uso de amido nas indústrias de alimentos
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ANO I - Nº3 - Agosto - Setembro/2003

 

Molho cremoso com Fécula

Sabor Novo

A Gekoma começou a produzir mostarda e catchup com fécula de mandioca desde 1994, na proporção de 10%. “A fécula não tem sabor de nada e ajuda a engrossar a massa, proporcionando maior consistência ao produto. Sem a fécula, tanto o catchup quanto a mostarda ficam muito ralos”, declara o sócio-proprietário da indústria, Geová José dos Santos.

Ele conta que produz cerca de 140 mil quilos/mês de catchup e mostarda, comercializados sob a marca Sabor Novo, usando para a produção uma tonelada de fécula de mandioca. Os produtos Sabor Novo são vendidos nos estados do Paraná e São Paulo, mas, no que depender de Santos, logo estará em supermercados, fast foods, e em carrinhos de lanche de todo o país.

 

Indústrias fabricantes de molhos como catchup, mostarda e massa de tomate já descobriram na fécula de mandioca um ingrediente capaz de conferir consistência e estabilidade (cremosidade) a seus produtos. Entre essas indústrias estão a Gekoma Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios (Sabor Novo), de Nova Esperança/Paraná; a Cocamar Agroindustrial (Purity), de Maringá/Paraná; e, a ICCA Predilecta Ltda. (Predilecta), de Matão/São Paulo.

Purity

Quatro anos atrás a Cocamar Agroindustrial começou a produzir catchup e mostarda, comercializados sob a marca Purity, adicionando até 5% no seu preparo. A indústria de molhos da Cocamar, que inaugurou três meses atrás uma unidade de 2.700 metros quadrados de área, totalmente automatizada, consome cinco toneladas/mês de fécula de mandioca (antes a produção era terceirizada).

Até agosto deste ano o envase desses dois itens também era terceirizado. Com a aquisição de uma máquina nova a indústria concluiu o investimento inicial neste segmento de mercado, para o qual destina atualmente 200 toneladas/ano de catchup e 50 toneladas/ano de mostarda, comercializadas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Conforme análise do Engenheiro de Produção da Planta de Maionese/Molhos da Cocamar, Ivair Ardenghi, “a fécula dá consistência e estabilidade (cremosidade) aos molhos”. Segundo ele, “tanto a fécula in natura, quanto o amido modificado de mandioca, conferem maior estabilidade ao catchup e à mostarda”.


Precilecta

Molhos de diversos sabores (condimentos), mostarda e catchup, fabricados pela ICCA Predilecta Ltda., passaram a ter fécula de mandioca em sua composição de dois anos pra cá. A quantidade de fécula varia de acordo com o item - entre 1% e 5% - sendo que os produtos fabricados com fécula representam em torno de um terço do faturamento da empresa. A indústria consome cerca de 20 toneladas/mês desse ingrediente em seus produtos, vendidos em todo o território brasileiro.

Entre as características conferidas aos molhos, o Gerente Industrial da Predilecta, Leonardo Bolzan Gonçalves, destaca o fato do amido atuar como “agente de corpo, auxiliando em uma melhor apresentação do produto final”. Para ele “sem a adição do amido de mandioca seria necessário utilizar outro tipo de coadjuvante de processo, resultando em aumento de custos, pois, a maioria é importada”.

   
 
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