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Um
dos segmentos de mercado em que a fécula
de mandioca ganhou destaque nos últimos
dois anos é o de panificação,
a partir da adição deste ingrediente
à farinha de trigo. Impulsionado pelo projeto
de lei do deputado federal, Aldo Rebelo (atual
líder do Governo na Câmara), que
prevê a obrigatoriedade de adição
de fécula à farinha de trigo panificável,
e pelas pesquisas realizadas por diversos órgãos/centros
de pesquisa, este segmento passou a absorver grande
parte da fécula produzida no país.
Um dos pioneiros no uso da fécula é
o Cercar Supermercados (Cooperativa de Eletrificação
e Desenvolvimento Econômico), de Marechal
Cândido Rondon, no Paraná, que começou
as primeiras experiências em outubro de
2001, a partir da aquisição do pré-mix
lançado pela empresa Agrícola Horizonte,
e não parou mais de usar a fécula.
A padaria do supermercado produz mais de dois
mil pães/dia, durante a semana, e três
mil nos finais de semana. “O consumidor
que conhece o pão com fécula de
mandioca pede no balcão da padaria”,
diz o Presidente da Cooperativa, Alcino Biesdorf.
Ele fala que “a fécula de mandioca
estabiliza mais a massa, ajudando no planejamento
da produção”.
De acordo com Biesdorf, o supermercado, além
do pré-mix para pão francês
(que contém 20% de fécula de mandioca),
usa a fécula na produção
de pão de cachorro-quente e caseiro, na
proporção de 15%; e produz rosquinha
de vento (pingo de vento) e rosca salgada, com
polvilho azedo (100%) derivado da fécula
de mandioca. “Com a fécula de mandioca
o pão francês não fica emborrachado;
fica mais macio”, observa o padeiro Marcos
Muller.
Outro pioneiro no uso da fécula de mandioca
à massa de pães é o sócio-proprietário
da Ouro Pães, de Paranavaí, no Paraná,
Manoel Odécio de Freitas. O panificador
passou a fornecer pão para a merenda escolar
do Município, e também inseriu o
pão com fécula na sua linha voltada
ao consumidor varejista. Freitas já chegou
a fornecer 15 mil pães por mês às
escolas de Paranavaí. “O pão
fica mais macio por dentro e crocante por fora.
Além disso, é mais fácil
de embalar, pois o pão não murcha”,
salienta o panificador.
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