Nesta Edição
Editorial
Tapioca nossa de cada dia
Indústria frigorífica é pioneira no uso da fécula
A redescoberta da fécula de mandioca
Pão mais macio e crocante
Centro de Panificação de Paranavaí
Biscoitos com qualidade e crocância
Molho cremoso com fécula
Fermento com Fécula
Embalagem comestível e biodegradável
O uso de amido nas indústrias de alimentos
Destaques
 
Outras Revistas
ANO I - Nº3 - Agosto - Setembro/2003

 

Pão mais macio e crocante

 

Um dos segmentos de mercado em que a fécula de mandioca ganhou destaque nos últimos dois anos é o de panificação, a partir da adição deste ingrediente à farinha de trigo. Impulsionado pelo projeto de lei do deputado federal, Aldo Rebelo (atual líder do Governo na Câmara), que prevê a obrigatoriedade de adição de fécula à farinha de trigo panificável, e pelas pesquisas realizadas por diversos órgãos/centros de pesquisa, este segmento passou a absorver grande parte da fécula produzida no país.

Um dos pioneiros no uso da fécula é o Cercar Supermercados (Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Econômico), de Marechal Cândido Rondon, no Paraná, que começou as primeiras experiências em outubro de 2001, a partir da aquisição do pré-mix lançado pela empresa Agrícola Horizonte, e não parou mais de usar a fécula. A padaria do supermercado produz mais de dois mil pães/dia, durante a semana, e três mil nos finais de semana. “O consumidor que conhece o pão com fécula de mandioca pede no balcão da padaria”, diz o Presidente da Cooperativa, Alcino Biesdorf. Ele fala que “a fécula de mandioca estabiliza mais a massa, ajudando no planejamento da produção”.

De acordo com Biesdorf, o supermercado, além do pré-mix para pão francês (que contém 20% de fécula de mandioca), usa a fécula na produção de pão de cachorro-quente e caseiro, na proporção de 15%; e produz rosquinha de vento (pingo de vento) e rosca salgada, com polvilho azedo (100%) derivado da fécula de mandioca. “Com a fécula de mandioca o pão francês não fica emborrachado; fica mais macio”, observa o padeiro Marcos Muller.

Outro pioneiro no uso da fécula de mandioca à massa de pães é o sócio-proprietário da Ouro Pães, de Paranavaí, no Paraná, Manoel Odécio de Freitas. O panificador passou a fornecer pão para a merenda escolar do Município, e também inseriu o pão com fécula na sua linha voltada ao consumidor varejista. Freitas já chegou a fornecer 15 mil pães por mês às escolas de Paranavaí. “O pão fica mais macio por dentro e crocante por fora. Além disso, é mais fácil de embalar, pois o pão não murcha”, salienta o panificador.

   
 
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