Nesta Edição
Editorial
Tapioca nossa de cada dia
Indústria frigorífica é pioneira no uso da fécula
A redescoberta da fécula de mandioca
Pão mais macio e crocante
Centro de Panificação de Paranavaí
Biscoitos com qualidade e crocância
Molho cremoso com fécula
Fermento com Fécula
Embalagem comestível e biodegradável
O uso de amido nas indústrias de alimentos
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ANO I - Nº3 - Agosto - Setembro/2003

 

Tapioca nossa de cada dia

“Dona Alice da Tapioca” inventa, e reinventa, sabores para a tradicional tapioca.

Com leite condensado e coco; com requeijão, queijo coalhado, mozzarela, catupiry; com coco ralado, salgado, peito de frango, carne moída. Cada um inventa a sua moda. A seu gosto, cada um vai fazendo seu pedido a “Dona Alice da Tapioca”.

Em seu carrinho ambulante estacionado no calçadão da Rua Getúlio Vargas, no Centro de Paranavaí/PR, ela manipula, em ritmo frenético, a tapioqueira. Quer atender a todos. Satisfazer todos os gostos. É por isso que inventa a cada dia um novo sabor. “O Freguês pede, eu faço”, diz, num sorriso animado.

Lá no Nordeste, de onde Dona “Alice” - diminutivo de Natalícia (Maria dos Santos), trouxe a técnica (ela é natural de Alagoas) - a tapioca é comida pura mesmo, sem nada dentro. Em Paranavaí também tem gente que também gosta assim. Fica meio sem gosto; mas...gosto é gosto, não se discute.

 

 

Haja tapioca para atender tantos pedidos! Ela mal termina de preparar um pratinho pra bater a foto, chegam os fregueses querendo levar. Agora, no friozinho, a procura aumenta. Dona Alice chega a fazer 50 tapiocas por dia.

Sai de casa cedo mora no distrito de Sumaré, a cinco quilômetros do calçadão e fica até de tardezinha na lida. Trabalha em pé. Vez ou outra, entre um cliente e outro, senta no banquinho de madeira para dar descanço às pernas e pés, com 66 anos de “estrada”.

Até três anos atrás Dona Alice só fazia tapioca em casa, pra família e amigos aquela receita que aprendeu, na mocidade, em Alagoas. Foi morar em Paranavaí com 18 anos de idade. Há três anos decidiu fazer tapioca na “Feira da Lua”- uma feira gastronômica que acontece toda noite de sexta-feira na cidade.

Foi lá que Alcides Yamakawa, da fecularia Amidos Yamakawa, a encontrou e a convidou para preparar tapioca para degustação em supermercados e eventos diversos. Desde então ela deixou de ser a “Alice do Sumaré” para se tornar a “Alice da Tapioca”.

A tapioca é um produto obtido pela secagem, em tachos abertos, de pequenos grânulos irregulares extraídos do amido de mandioca. É um alimento natural, normalmente consumido sob a forma de sobremesa ou mingau. Feita com mais consistência, a massa, esticada, pode ser recheada, e depois enrolada, como a panqueca.

   
 
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