Unidade de Assis Chateaubriand inaugurada em
agosto do ano passado
Com sete mil metros quadrados de área
construída, que exigiram investimentos
de cerca de R$ 10 milhões, nasceu em agosto
do ano passado, em Assis Chateuabriand, no Oeste
do Paraná, a mais nova vedete da Cooperativa
Agrícola Mista Vale do Piquiri Ltda.: a
amidonaria C.Vale. É uma unidade ultramoderna,
voltada à produção de amidos
modificados de mandioca para atendimento aos setores
alimentício, papel e têxtil. Com
capacidade para moer 400 toneladas de raiz, a
indústria foi concebida com projeto de
expansão para 800 toneladas/dia.
Conforme o Gerente da Amidonaria, Valter de
Moura Carloto, a C.Vale traz ao setor um novo
conceito de modernidade em indústria de
amido de mandioca, em que, através da construção
de módulos paralelos, se separa a área
limpa da área “suja” tendo-se
como área limpa as instalações
da fábrica e expedição; e
suja, a área de recepção,
lavagem e picagem de raiz. “Recebemos constantes
visitas de europeus que referenciam esta unidade
como a mais moderna da América Latina”,
relata Carloto, durante percurso da visita ao
parque industrial.
Dentro do conceito de qualidade buscado pela
amidonaria se destaca o respeito aos padrões
determinados pelas normas de segurança,
com a instalação de traves nas portas,
uso de capacete, avisos, entre outros. O cuidado
com a qualidade está também no trato
da matéria-prima: depois de picada, a mandioca
passa por um sistema de tubulação
de inox, que está inserido em todo o processo
fabril, até o ensacamento do produto final.
O combustível que gera vapor para a caldeira
- para secagem da fécula vem de cavacos
de eucalipto, retirados do plantio próprio
de 1.440 hectares mantido pela Cooperativa. No
final do processo de produção, a
água residual é tratada a partir
de uma tecnologia norte-americana, com microorganismos
naturais ambientalmente correto (consórcio
microbiano) - em cinco lagoas planejadas para,
no final de 28 dias, direcionar o efluente para
o rio que passa ao fundo: o Piquiri. O sistema
atende os parâmetros físico-químicos
exigidos pelos órgãos de controle
ambiental e internacional. “As lagoas são
monitoradas com orientação de engenheiro
químico, especialista em tratamento de
efluentes industriais”, destaca o Supevisor
da amidonaria, Eideval José de Lima.
A amidonaria de Assis Chateaubriand é
o passo inicial de um grande projeto que a Coopervale
tem para o futuro. “O segmento representa
1,5% do faturamento da Cooperativa. Parece pouco,
mas, considerando-se seu faturamento, e o fator
social para a região, significa muito -
a Coopervale é hoje a segunda maior cooperativa
do país”, salienta Carloto, ressaltando
que o crescimento do setor de amido de mandioca
nos últimos anos foi o incentivo para a
maior aposta na exploração do amido
de mandioca.
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Vínculo com produtor
Para dar suporte aos seus projetos a C.Vale estabelece
um vínculo com o produtor de mandioca através
da assinatura de contratos de fornecimento de
raiz, com preços de garantia que variam
de R$ 100,00, para a mandioca de renda 20; e R$
120,00, para a mandioca de renda 22.
Carloto e Lima destacam a importância da
mandiocultura para a região Oeste, ressaltando
que a cultura propicia a diversificação
de renda na propriedade; confere segurança
ao produtor e contribui para evitar o êxodo
rural. Segundo eles, 45% dos associados da C.Vale
têm menos de 10 hectares plantados; e, 80%,
menos que 50 hectares.
Além da amidonaria de Assis Chateaubriand,
a C.Vale tem outra unidade em Terra Roxa, que
iniciou no ano de 1984 como farinheira, e passou
depois, no ano de 1991, a produzir amido. As duas
juntas empregam 102 pessoas. Os clientes da empresa
estão distribuídos nos Estados de
São Paulo, Santa Catarina e Paraná,
e em países da Europa e América
do Sul. Atualmente, a C.Vale mantém uma
parceria com a National Starch, também
associada da ABAM, com a finalidade de produzir
amido para os setores de papel e têxtil.
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