Nesta Edição
Editorial
Consemandioca - Elo entre produtor e indústria
Ministro ultima preparativos da Câmara Setorial da Mandioca
Centro Tecnológico da mandioca
Prognóstico Saudável
Mandioca Orgânica ganha terreno
Plantio de mandioca em expansão
FOOD Ingredients
Amido modificado de mandioca retarda derretimento de sorvete
Maionese com pitadas de amido de mandioca
Estudo de alternativas para o Tratamento de Resíduos Líquidos em Fecularias
Pasquini representa ABAM em Seminário
C.Vale - Conceito ultramoderno de agroindústria
Fecularia Juriti - Conquista da autosuficiência
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ANO I - Nº4 - Outubro - Novembro/2003

 

C. Vale - Conceito ultramoderno de agroindústria

Unidade de Assis Chateaubriand inaugurada em agosto do ano passado

Com sete mil metros quadrados de área construída, que exigiram investimentos de cerca de R$ 10 milhões, nasceu em agosto do ano passado, em Assis Chateuabriand, no Oeste do Paraná, a mais nova vedete da Cooperativa Agrícola Mista Vale do Piquiri Ltda.: a amidonaria C.Vale. É uma unidade ultramoderna, voltada à produção de amidos modificados de mandioca para atendimento aos setores alimentício, papel e têxtil. Com capacidade para moer 400 toneladas de raiz, a indústria foi concebida com projeto de expansão para 800 toneladas/dia.

Conforme o Gerente da Amidonaria, Valter de Moura Carloto, a C.Vale traz ao setor um novo conceito de modernidade em indústria de amido de mandioca, em que, através da construção de módulos paralelos, se separa a área limpa da área “suja” tendo-se como área limpa as instalações da fábrica e expedição; e suja, a área de recepção, lavagem e picagem de raiz. “Recebemos constantes visitas de europeus que referenciam esta unidade como a mais moderna da América Latina”, relata Carloto, durante percurso da visita ao parque industrial.

Dentro do conceito de qualidade buscado pela amidonaria se destaca o respeito aos padrões determinados pelas normas de segurança, com a instalação de traves nas portas, uso de capacete, avisos, entre outros. O cuidado com a qualidade está também no trato da matéria-prima: depois de picada, a mandioca passa por um sistema de tubulação de inox, que está inserido em todo o processo fabril, até o ensacamento do produto final.

O combustível que gera vapor para a caldeira - para secagem da fécula vem de cavacos de eucalipto, retirados do plantio próprio de 1.440 hectares mantido pela Cooperativa. No final do processo de produção, a água residual é tratada a partir de uma tecnologia norte-americana, com microorganismos naturais ambientalmente correto (consórcio microbiano) - em cinco lagoas planejadas para, no final de 28 dias, direcionar o efluente para o rio que passa ao fundo: o Piquiri. O sistema atende os parâmetros físico-químicos exigidos pelos órgãos de controle ambiental e internacional. “As lagoas são monitoradas com orientação de engenheiro químico, especialista em tratamento de efluentes industriais”, destaca o Supevisor da amidonaria, Eideval José de Lima.

A amidonaria de Assis Chateaubriand é o passo inicial de um grande projeto que a Coopervale tem para o futuro. “O segmento representa 1,5% do faturamento da Cooperativa. Parece pouco, mas, considerando-se seu faturamento, e o fator social para a região, significa muito - a Coopervale é hoje a segunda maior cooperativa do país”, salienta Carloto, ressaltando que o crescimento do setor de amido de mandioca nos últimos anos foi o incentivo para a maior aposta na exploração do amido de mandioca.

 

 

Vínculo com produtor

Para dar suporte aos seus projetos a C.Vale estabelece um vínculo com o produtor de mandioca através da assinatura de contratos de fornecimento de raiz, com preços de garantia que variam de R$ 100,00, para a mandioca de renda 20; e R$ 120,00, para a mandioca de renda 22.

Carloto e Lima destacam a importância da mandiocultura para a região Oeste, ressaltando que a cultura propicia a diversificação de renda na propriedade; confere segurança ao produtor e contribui para evitar o êxodo rural. Segundo eles, 45% dos associados da C.Vale têm menos de 10 hectares plantados; e, 80%, menos que 50 hectares.

Além da amidonaria de Assis Chateaubriand, a C.Vale tem outra unidade em Terra Roxa, que iniciou no ano de 1984 como farinheira, e passou depois, no ano de 1991, a produzir amido. As duas juntas empregam 102 pessoas. Os clientes da empresa estão distribuídos nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná, e em países da Europa e América do Sul. Atualmente, a C.Vale mantém uma parceria com a National Starch, também associada da ABAM, com a finalidade de produzir amido para os setores de papel e têxtil.

   
 
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