| Autosuficiência
é a palavra-chave para reduzir custos e
obter maior lucratividade, na concepção
dos administradores da Indústria e Comércio
de Féculas Juriti Ltda., associada da ABAM,
localizada na cidade de Querência do Norte/PR.
A partir do ano que vem a agroindústria
se tornará autosuficiente na produção
de lenha para sua caldeira, que será extraída
dos 25 alqueires de eucalipto plantados no entorno
da fábrica, com previsão de ampliação
de plantio para 55 alqueires a partir do ano que
vem, quando planeja plantar mais 30 alqueires.
Também na produção de matéria-prima
a empresa busca a autosuficiência. Atualmente,
60% da raiz consumida pela indústria vêm
de lavoura própria.
Vivendo momentos de planejamento do futuro,
a Fecularia Juriti está ganhando investimento
na ampliação da capacidade de processamento.
Com área construída de 2.500 metros
quadrados, a indústria nasceu prevendo
expansão futura, o que está acontecendo
agora, quando estão sendo investidos R$
1,2 milhão na instalação
de maquinários que vão permitir
aumentar em 100% sua capacidade de moagem - de
200 toneladas para 400 toneladas.
“Nos meses de janeiro e fevereiro próximos
pararemos de operar para efetuarmos manutenção
da fábrica, e, a partir de março
do ano que vem, reiniciaremos a produção,
operando com o dobro da capacidade atual”,
salienta o sócio-proprietário da
fecularia, Luiz Paulo Konrath, ressaltando que
a duplicação da capacidade provocará
a criação de seis novos postos de
trabalho no setor de empacotamento da fábrica,
que elevará de 38 para 42 seu número
de empregos.
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O
aumento da capacidade de produção
visa, segundo Konrath, atender o mercado de moinhos
de trigo, que adquirem a fécula de mandioca
para adição à farinha destinada
ao segmento de panificação, e, também,
o segmento de amidos modificados de mandioca.
“Estamos mantendo contado no sentido de
firmar parcerias para atuar no segmento de amidos
modificados”, salienta Konrath.
Atualmente a Juriti produz apenas polvilho doce,
que comercializa em pacotes de 500 gramas e um
quilo, e sacos de 25 quilos, em diversos estados
do Nordeste do país, com ênfase no
Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará,
Rondônia e Amazonas.
A Juriti foi fundada no ano de 1993, por Luiz
Paulo Konrath e seus irmãos, Paulo Alberto
Konrath e Dirce Elaine Konrath. Luiz Paulo conta
que os três cultivavam algodão e
trigo na região, até que “após
três anos de frustação”
decidiram investir na instalação
de uma fecularia. “Tínhamos uma propriedade
no Mato Grosso do Sul. Vendemos, e, com o dinheiro
da venda R$ 1,5 milhão montamos a fecularia”,
relata, dizendo-se satisfeito com as perspectivas
que vislumbra a partir dessa atividade industrial.
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