| O
Cepea (Centro de Estudos Abançado emEconomia
Apliicada), da Esalq USP, localizado em Piracicaba/SP,
iniciou, um ano e meio atrás, pesquisas
voltadas à definição do perfil
econômico da mandioca.
A princípio estão sendo analisadas
a raiz e a fécula de mandioca. Existe,
porém, intenção de se estender
o estudo ao mercado de farinha de mandioca. Nos
primeiros módulos foram pesquisados os
estados do Paraná, Mato Grosso do Sul,
São Paulo e Santa Catarina.
A inclusão da mandioca no rol de estudos
do Centro se deveu, conforme o Pesquisador Fábio
Isaías Felipe, ”em razão da
notoriedade que a mandioca e seus sucedâneos
vêm ganhando no mercado brasileiro e mundial
do ano 2001 pra cá”.
O módulo inicial da pesquisa foi desenvolvido
junto à Embrapa. Através da parceria
se buscou envolver no trabalho de pesquisa produtores,
indústria processadora e indústria
consumidora, além de outros institutos
de pesquisa.
As informações coletadas pela
equipe do Cepea são obtidas, diretamente,
com os operadores de mercado. As cotações
e demais dados coletados, são analisados
pela Equipe Mandioca, resultando num sistema de
informações mercadológicas
sobre o setor.
Integram o Cepea docentes do Departamento de
Economia, Administração e Sociologia
da USP, e funcionários ligados à
Fealq, Fundação que representa,
juridicamente, o Centro. O Cepea conta, ainda,
com estagiários de outras instituições
de ensino de Piracicaba e região.
As equipes do Cepea são formadas por
agrônomos e economistas com mestrado e/ou
doutorado e/ou pós-doutorado em economia,
jornalistas, analistas de sistemas, estagiários
e auxiliares de pesquisa de vários cursos
de graduação e pós-graduação.
|
|

Pesquisador do CEPEA, Fábio Isaías
Felipe, apresenta estudo econômico da mandioca
Aperspectiva de investimento futuro na exploração
de amido de mandioca é bastante favorável.
A considerar prognóstico do Cepea (Centro
de Estudos Avançados em Economia Aplicada),
da Esalq USP, a previsão de investimento
no setor, entre 60 fecularias consultadas, é
de 84%. Dentre elas, 10% disseram que iam se manter
estáveis, e, 6% que o setor sofreria retração.
Os números foram apresentados aos associados
da ABAM, no mês de setembro deste ano, durante
reunião mensal, acontecida na capital paulista
pelo Pesquisador Fábio Isaías Felipe.
Conforme os itens da pesquisa 32% das entrevistadas
informaram que vão diversificar a produção;
28% que vão ampliar a capacidade instalada;
20% que vão ampliar a capacidade e diversificar
a produção; 22% disseram que querem
melhorar o rendimento industrial e a qualidade.
As projeções de investimento futuro
estão intimamente ligadas à capacidade
de processamento das indústrias. Quem produz
até 199 toneladas/dia projeta investimento
de 79%. As indústrias que produzem entre
200 e 299 toneladas/dia querem aumentar investimentos
em 87%. As situadas na faixa acima de 300 toneladas/dia
estimam crescimento de 100%.
Em relação às unidades
da federação o Mato Grosso do Sul
e São Paulo devem receber o maior volume
de investimentos no setor de amido de mandioca.
O crescimento esperado nesses estados é
de 100%. O Paraná deve ganhar investimentos
na ordem de 93% e Santa Catarina, de 50%.
Conforme o estudo apresentado pelo Cepea, as
agroindústrias de amido de mandioca empregam
no Brasil mais de 56 mil pessoas, considerando-se
empregos diretos e indiretos. O Estado do Paraná
é o maior gerador de empregos, sendo responsável
por 2.676 empregos diretos e 35.235 indiretos.
Na segunda posição está o
Mato Grosso do Sul, com 348 empregos diretos e
11.847 indiretos. São Paulo é o
terceiro na escala, empregando 232 pessoas diretamente
e outras 6.720 indiretamente. Em quarto lugar
está o Estado de Santa Catarina, com 191
empregos diretos e 2.380 indiretos.
|