Nesta Edição
Editorial
2003 um ano de conquistas! 2004 ano de consolidar o setor
No caminho da mecanização
Cresce a área de mandioca no paraná em 38%
Notícias da Embrapa
As lições de 2003
Controle as doenças da Mandioca
Crença num futuro risonho para a fécula de mandioca
Sem tarifas na Alca
Mundo Novo ganha fecularia
Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná elege diretoria
Mandioca: a raiz do sucesso
Exportando conhecimento
NATIONAL - Líder mundial na fabricação de amidos
AVEBE - Enfoque estratégico no Brasil
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ANO II - Nº5 - Janeiro - Fevereiro/2004


2003 um ano de conquistas!
2004 ano de consolidar o setor

(*) João Eduardo Pasquini

O ano de 2003 se encerrou, e apesar da produção de amido de mandioca ter sido um pouco menor que a de 2002, nos deixa a certeza de que o setor está amadurecendo e buscando alternativas para o crescimento sustentável, contínuo e de forma estabilizada.

Iniciamos o ano de 2003 com a previsão de pouca oferta de matéria-prima, e de preços em alta, fato este que se confirmou durante o ano, fazendo com que muitas indústrias operassem depois do segundo semestre com a capacidade reduzida, devido à falta de matéria-prima, produzindo em torno de 30% de sua capacidade normal.

Devido a esses fatores o setor mostrou a necessidade de se organizar e se estruturar, e com isso buscou mecanismos para a estabilização. Entre eles o programa Plantio Responsável de Mandioca, que se fundamenta na assinatura de contratos de garantia de preços mínimos.

O setor promoveu também seminários da cultura de mandioca, e procurou demonstrar aos produtores e ao Governo a potencialidade do amido de mandioca. Conquistou junto ao Governo, com essas ações, a criação da Câmara Setorial da Mandioca; a instituição do Consemandioca, que é um conselho que envolve as indústrias de amido e de farinha, e o produtor rural, em parceria com a Universidade Federal do Paraná; e, está consolidando o centro tecnológico da mandioca, no município de Paranavaí, no Paraná.

Assistimos nos últimos anos a entrada no setor de grandes empresas multinacionais como a National Starch, a Avebe, a Carggil e a Corn Produts. Essas empresas formaram parcerias com grandes empresas nacionais, provocando aumento da utilização do amido de mandioca na indústria papeleira.

A perspectiva de exportação do amido de mandioca em substituição ao amido de batata na Europa; a preferência pelo amido brasileiro pelos países da América, com a consolidação da ALCA, a partir de 2005, tem despertado o interesse de várias regiões brasileiras em atrair indústrias para seus estados.

 

 

Hoje nós temos indústrias instaladas ou se instalando em Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Bahia, Pará, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, e um grande aumento na instalação de novas indústrias e na ampliação das unidades já existentes nos estados produtores como São Paulo, Paraná, e Mato Grosso do Sul.

Percebe-se hoje um significativo aumento do plantio de mandioca em todas as regiões do país. Para se ter uma idéia, no Paraná, que é o maior produtor de amido de mandioca do Brasil, com 72% da produção brasileira, o plantio teve um aumento significativo, passando de 111 mil hectares para cerca de 150 mil hectares de mandioca, o que representa um aumento de 40% na área. Outros estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul, que são grandes produtores de amido de mandioca, também estão aumentando suas áreas de plantio.

Para 2004, podemos notar que caminhamos para um ano de estabilidade, em que deveremos ter a oferta de matéria-prima estabilizada, o que fará com que os preços retornem a patamares normais, permitindo a retomada de vários mercados que utilizam o amido de mandioca como matéria-prima.
Neste ano que se inicia devemos continuar o trabalho promovendo seminários, mostrando a produtores e governo o potencial do nosso setor, buscando de forma consciente o desenvolvimento tecnológico de nossas industrias, e a mecanização de nossas lavouras de mandioca, a partir do investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas variedades e na melhoria das já existentes, profissionalizando nossos produtores de forma a produzir mandioca de forma sustentável.

Diante disso, podemos dizer que atingir as metas de crescimento de 30% ao ano é possível, e nos permitirá chegar em 2008 com produção record de amido de mandioca no Brasil.

(*) João Eduardo Pasquini é Presidente da ABAM

 

   
 
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