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O município de Mundo Novo, no Mato Grosso
do Sul, ganhou no dia 28 de novembro sua primeira
agroindústria de fécula de mandioca,
ingressando no roteiro nacional dos fabricantes
dessa matéria-prima, extraída da
raiz da mandioca. A fecularia, instalada no quilômetro
25 da BR 163, numa área de 185 mil metros
quadrados, tem 2.500 metros quadrados de área
edificada, 10.500 metros quadrados de sistema
de tratamento de efluentes e 80.000 metros quadrados
de benfeitorias, incluindo pátio de manobras,
escritório, asfalto e depósito de
lenha. O empreendimento gerará 40 novos
empregos no município.
A Fecularia Mundo Novo tem capacidade para processar
300 toneladas de mandioca/dia e produzir 80 toneladas/dia
de fécula e amidos modificados (dextrinas,
pré-gelatinizados e acidificados), que
serão destinados para indústrias
frigoríficas, papeleira, têxtil e
de alimentos em geral, no Brasil e no exterior,
para países como África, Oriente
Médio, Estados Unidos e do Mercosul. A
indústria nasce com a previsão futura
de ampliação para processamento
de 800 toneladas diárias de raiz.
Walfried Schurt, Diretor-presidente da fecularia,
fala que a indústria tem como filosofia
trabalhar em sintonia com o produtor rural, a
partir de apoio técnico e da assinatura
de contratos de fornecimento de raiz. Ele conta
que para o ano 2004 toda a mandioca já
está contratada, através de contratos
com preço mínimo de R$ 100,00, previsto
no programa Plantio Responsável de Mandioca.
O apoio ao produtor se deu por meio do empréstimo
de ramas, a serem pagas com a primeira produção,
e preparo de parte do solo para plantio. “Agora
vamos iniciar um projeto de orientação
técnica para os produtores, com o objetivo
de incentivá-los a investir na diversificação
agrícola”, relata Schurt.
Na visão desse industrial, que acumula
mais de 40 anos de experiência com a cultura
da mandioca, “cada pessoa deve buscar fazer
o que sabe fazer bem”. Essa foi uma das
razões para sua opção pelo
amido de mandioca. Outra razão importante
é a perspectiva futura que ele vê
para o setor. “O setor está se mostrando
bastante atrativo.
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Walfried Schurt, Diretor-presidente da fecularia,
fala que a indústria tem como filosofia
trabalhar em sintonia com o produtor rural
As multinacionais que já se instalaram
no Brasil estão muito interessadas no produto.
Elas pesquisaram e viram que a fécula de
mandioca é um produto nobre, que deve conquistar
muito mercado nos setores de papel e alimentício.
O setor alimentício já percebeu
que a fécula de mandioca supera em termos
de paladar outros tipos de amido”, salienta
Schurt, para quem a redução de subsídios
à batata aos produtores na Europa também
contribuirá significativamente para a entrada
do amido de mandioca naquele Continente.
A ALCA - Com relação à Alca
(Área de Livre Comércio das Américas),
na avaliação de Schurt, “seria
um sonho se o Brasil conseguisse reduzir a tarifa
a zero logo no início do acordo”.
A abertura do mercado americano, com quem o Brasil
estaria em condições de igualdade
no acordo, contribuiria para a abertura de novas
indústrias do setor no país. Ele
considera que o Brasil tem qualidade suficiente
para atuar na Alca, e que é preciso se
estabelecer parcerias entre as indústrias
brasileiras, visando a exportação.
“Temos qualidade suficiente para enfrentar
este mercado. Se tivermos tarifa zero podemos
conquistá-lo”, projeta.
Integram o quadro social da Fecularia Mundo
Novo Walfried Schurt empresário que atua
na área há 43 anos, fundador da
EBS Elétrica Bio Solar Ltda. - fabricante
de equipamentos para fecularias, em 1980; e da
MCR Alimentos Ltda., em 1984, agroindústria
produtora de fécula de mandioca in natura
e amidos modificados, ambas associadas à
ABAM; Verônica Will, Clovis Schurt; Carla
Schurt dos Santos e Cristiane Schurt, também
sócios da EBS e da MCR.
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