Nesta Edição
Editorial
2003 um ano de conquistas! 2004 ano de consolidar o setor
No caminho da mecanização
Cresce a área de mandioca no paraná em 38%
Notícias da Embrapa
As lições de 2003
Controle as doenças da Mandioca
Crença num futuro risonho para a fécula de mandioca
Sem tarifas na Alca
Mundo Novo ganha fecularia
Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná elege diretoria
Mandioca: a raiz do sucesso
Exportando conhecimento
NATIONAL - Líder mundial na fabricação de amidos
AVEBE - Enfoque estratégico no Brasil
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ANO II - Nº5 - Janeiro - Fevereiro/2004


Mundo Novo ganha fecularia

O município de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, ganhou no dia 28 de novembro sua primeira agroindústria de fécula de mandioca, ingressando no roteiro nacional dos fabricantes dessa matéria-prima, extraída da raiz da mandioca. A fecularia, instalada no quilômetro 25 da BR 163, numa área de 185 mil metros quadrados, tem 2.500 metros quadrados de área edificada, 10.500 metros quadrados de sistema de tratamento de efluentes e 80.000 metros quadrados de benfeitorias, incluindo pátio de manobras, escritório, asfalto e depósito de lenha. O empreendimento gerará 40 novos empregos no município.

A Fecularia Mundo Novo tem capacidade para processar 300 toneladas de mandioca/dia e produzir 80 toneladas/dia de fécula e amidos modificados (dextrinas, pré-gelatinizados e acidificados), que serão destinados para indústrias frigoríficas, papeleira, têxtil e de alimentos em geral, no Brasil e no exterior, para países como África, Oriente Médio, Estados Unidos e do Mercosul. A indústria nasce com a previsão futura de ampliação para processamento de 800 toneladas diárias de raiz.

Walfried Schurt, Diretor-presidente da fecularia, fala que a indústria tem como filosofia trabalhar em sintonia com o produtor rural, a partir de apoio técnico e da assinatura de contratos de fornecimento de raiz. Ele conta que para o ano 2004 toda a mandioca já está contratada, através de contratos com preço mínimo de R$ 100,00, previsto no programa Plantio Responsável de Mandioca. O apoio ao produtor se deu por meio do empréstimo de ramas, a serem pagas com a primeira produção, e preparo de parte do solo para plantio. “Agora vamos iniciar um projeto de orientação técnica para os produtores, com o objetivo de incentivá-los a investir na diversificação agrícola”, relata Schurt.

Na visão desse industrial, que acumula mais de 40 anos de experiência com a cultura da mandioca, “cada pessoa deve buscar fazer o que sabe fazer bem”. Essa foi uma das razões para sua opção pelo amido de mandioca. Outra razão importante é a perspectiva futura que ele vê para o setor. “O setor está se mostrando bastante atrativo.

 


Walfried Schurt, Diretor-presidente da fecularia, fala que a indústria tem como filosofia trabalhar em sintonia com o produtor rural

As multinacionais que já se instalaram no Brasil estão muito interessadas no produto. Elas pesquisaram e viram que a fécula de mandioca é um produto nobre, que deve conquistar muito mercado nos setores de papel e alimentício. O setor alimentício já percebeu que a fécula de mandioca supera em termos de paladar outros tipos de amido”, salienta Schurt, para quem a redução de subsídios à batata aos produtores na Europa também contribuirá significativamente para a entrada do amido de mandioca naquele Continente.

A ALCA - Com relação à Alca (Área de Livre Comércio das Américas), na avaliação de Schurt, “seria um sonho se o Brasil conseguisse reduzir a tarifa a zero logo no início do acordo”. A abertura do mercado americano, com quem o Brasil estaria em condições de igualdade no acordo, contribuiria para a abertura de novas indústrias do setor no país. Ele considera que o Brasil tem qualidade suficiente para atuar na Alca, e que é preciso se estabelecer parcerias entre as indústrias brasileiras, visando a exportação. “Temos qualidade suficiente para enfrentar este mercado. Se tivermos tarifa zero podemos conquistá-lo”, projeta.

Integram o quadro social da Fecularia Mundo Novo Walfried Schurt empresário que atua na área há 43 anos, fundador da EBS Elétrica Bio Solar Ltda. - fabricante de equipamentos para fecularias, em 1980; e da MCR Alimentos Ltda., em 1984, agroindústria produtora de fécula de mandioca in natura e amidos modificados, ambas associadas à ABAM; Verônica Will, Clovis Schurt; Carla Schurt dos Santos e Cristiane Schurt, também sócios da EBS e da MCR.

   
 
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