Nesta Edição
Editorial
2003 um ano de conquistas! 2004 ano de consolidar o setor
No caminho da mecanização
Cresce a área de mandioca no paraná em 38%
Notícias da Embrapa
As lições de 2003
Controle as doenças da Mandioca
Crença num futuro risonho para a fécula de mandioca
Sem tarifas na Alca
Mundo Novo ganha fecularia
Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná elege diretoria
Mandioca: a raiz do sucesso
Exportando conhecimento
NATIONAL - Líder mundial na fabricação de amidos
AVEBE - Enfoque estratégico no Brasil
Destaques
 
Outras Revistas
ANO II - Nº5 - Janeiro - Fevereiro/2004


Sem tarifas na alca


João Eduardo Pasquini, Presidente da ABAM; Gilman Viana Rodrigues, Vice-presidente da CNA e coordenador do Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacionais; e, Mauricio Yamakawa, Conselheiro da ABAM.

O propósito do setor de amido de mandioca é ingressar na Alca (Área Livre de Comércio das Américas) com tarifa zero, tão logo o acordo passe a vigorar - a partir do ano 2005. Solicitação nesse sentido foi repassada pelo Presidente da ABAM (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), João Eduardo Pasquini, e pelo Conselheiro Mauricio Yamakawa aos coordenadores do Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacional, realizado na CNA (Confederação Nacional da Agricultura), em Brasília, no mês de novembro.

A justificativa para a redução das tarifas de exportação do amido de mandioca para zero visa, conforme Pasquini, proteger os interesses do setor, visto que a proposta de países como Estados Unidos e Canadá é de tarifa zero logo no início do funcionamento do acordo. “O México pleiteia uma tarifa de 15% pelo período de cinco anos. A partir de então reduziria suas tarifas a zero. Hoje, nas negociações que envolvem a ALCA, a maioria dos países está negociando de forma recíproca. Isso significa que se o Brasil oferecer tarifa zero logo no início da vigência da Alca terá melhores oportunidades de negociações com os Estados Unidos e Canadá”, salienta.

 

 

Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacional, realizado na CNA (Confederação Nacional da Agricultura)

Pasquini enfatiza que a medida é de extrema importância para o agronegócio da mandioca, que, conforme ele, estava sem representante nas negociações com a Alca. Ele conta que, por indicação do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), o amido de mandioca estava numa posição pouco privilegiada na escala de redução de tarifas, visto que, pela proposta apresentada pelo Brasil, somente em 10 anos se chegaria a zero por cento nas negociações com os países do bloco.

Conforme Pasquini, um período tão longo para o Brasil se igualar a outros países do acordo, que sequer são produtores de amido de mandioca, geraria atraso para o setor. Ele salienta que, segundo esclarecimentos do Ministério da Agricultura, ao solicitar o prazo de 10 anos o Ministério do Desenvolvimento Agrário visava proteger os assentamentos, já que grande parte deles é dedicada à cultura da mandioca.

Para o presidente da ABAM o setor agrícola do Brasil, que representa 42% do total das exportações brasileiras, com o saldo do setor na balança comercial devendo atingir a cifra de 24 bilhões de dólares, não pode ficar de fora destas negociações. A reunião foi presidida pelo Vice-presidente da CNA e coordenador do Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacionais, Gilman Viana Rodrigues.

   
 
© 2000-2008 .:ABAM:. Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca
Avenida Rio Grande do Norte, 1330 - CEP: 87701-020 - Fone: (44)3422-8217 / 3422-6490
Paranavaí - Paraná