
João Eduardo Pasquini, Presidente da ABAM;
Gilman Viana Rodrigues, Vice-presidente da CNA
e coordenador do Fórum Permanente de Negociações
Agrícolas Internacionais; e, Mauricio Yamakawa,
Conselheiro da ABAM.
O propósito do setor de amido de mandioca
é ingressar na Alca (Área Livre
de Comércio das Américas) com tarifa
zero, tão logo o acordo passe a vigorar
- a partir do ano 2005. Solicitação
nesse sentido foi repassada pelo Presidente da
ABAM (Associação Brasileira dos
Produtores de Amido de Mandioca), João
Eduardo Pasquini, e pelo Conselheiro Mauricio
Yamakawa aos coordenadores do Fórum Permanente
de Negociações Agrícolas
Internacional, realizado na CNA (Confederação
Nacional da Agricultura), em Brasília,
no mês de novembro.
A justificativa para a redução
das tarifas de exportação do amido
de mandioca para zero visa, conforme Pasquini,
proteger os interesses do setor, visto que a proposta
de países como Estados Unidos e Canadá
é de tarifa zero logo no início
do funcionamento do acordo. “O México
pleiteia uma tarifa de 15% pelo período
de cinco anos. A partir de então reduziria
suas tarifas a zero. Hoje, nas negociações
que envolvem a ALCA, a maioria dos países
está negociando de forma recíproca.
Isso significa que se o Brasil oferecer tarifa
zero logo no início da vigência da
Alca terá melhores oportunidades de negociações
com os Estados Unidos e Canadá”,
salienta.
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Fórum Permanente de Negociações
Agrícolas Internacional, realizado na CNA
(Confederação Nacional da Agricultura)
Pasquini enfatiza que a medida é de extrema
importância para o agronegócio da
mandioca, que, conforme ele, estava sem representante
nas negociações com a Alca. Ele
conta que, por indicação do MDA
(Ministério do Desenvolvimento Agrário),
o amido de mandioca estava numa posição
pouco privilegiada na escala de redução
de tarifas, visto que, pela proposta apresentada
pelo Brasil, somente em 10 anos se chegaria a
zero por cento nas negociações com
os países do bloco.
Conforme Pasquini, um período tão
longo para o Brasil se igualar a outros países
do acordo, que sequer são produtores de
amido de mandioca, geraria atraso para o setor.
Ele salienta que, segundo esclarecimentos do Ministério
da Agricultura, ao solicitar o prazo de 10 anos
o Ministério do Desenvolvimento Agrário
visava proteger os assentamentos, já que
grande parte deles é dedicada à
cultura da mandioca.
Para o presidente da ABAM o setor agrícola
do Brasil, que representa 42% do total das exportações
brasileiras, com o saldo do setor na balança
comercial devendo atingir a cifra de 24 bilhões
de dólares, não pode ficar de fora
destas negociações. A reunião
foi presidida pelo Vice-presidente da CNA e coordenador
do Fórum Permanente de Negociações
Agrícolas Internacionais, Gilman Viana
Rodrigues.
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