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Bons preços acabam com a entressafra da mandioca
Entrevista - Helmut Tiedtke
A lagarta mandarová da mandioca e seu controle
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ANO II - Nº6 - Março - Maio/2004


Bons preços acabam com a entressafra da mandioca

Methodio Groxko (*)

Após um período de dois anos 2001 e 2002 em que o setor trabalhou com margens reduzidas e em determinadas épocas até negativas, a partir de outubro de 2002 os preços reagiram, tanto ao produtor como no atacado, e começava mais um longo e favorável período para a cultura da mandioca.

Os preços mais altos foram registrados durante a primeira quinzena de fevereiro de 2004, quando a saca da farinha crua chegou a ser comercializada até R$ 68,00/saco de 50 kg, a fécula por R$ 44,00/saco de 25 kg, e, a raiz posta na indústria, por cerca de R$ 350,00/t.

Esses períodos de altos e baixos são bastante comuns na cultura da mandioca e se repetem com certa freqüência, que varia, geralmente, a cada dois ou três anos. Esta tendência pode ser melhor visualizada no gráfico cujos valores foram corrigidos para o mês de janeiro de 2004.

Normalmente, o período de janeiro a março é conhecido como entressafra, mas como os preços estavam bastante favoráveis para todos os segmentos da comercialização, a colheita da safra de 2003/2004 se iniciou já nos primeiros dias do ano. Contribuiu também o fato da não existência de estoques governamentais, que, aliás, estão zerados desde o mês de dezembro de 2002.

Apesar da pequena oferta de matéria-prima neste período, causada pela seca, e, também, pela pouca disponibilidade de lavouras de dois ciclos, a maioria das farinheiras funcionou, porém as fecularias que nem sempre conseguiram repassar os valores ao mercado, trabalharam apenas esporadicamente, pois não puderam competir na disputa pela raiz da mandioca.

Durante a primeira semana do mês de março/04 notou-se uma pequena redução nos preços, embora a colheita ainda esteja prejudicada pela seca, em todas as regiões produtoras do estado.

Acredita-se que nas próximas semanas esta tendência continue, e os preços voltem à normalidade a partir do momento de maior oferta de matéria-prima, ou seja, quando a colheita da mandioca se intensificar - nos meses de maio, junho e julho.

 

(*)Methodio Groxko é economista e técnico do Deral/Seab-PR

   
 
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