Nesta Edição
Editorial
Produção de Amido deve aumentar 44% em 2004
Plantio Responsável
Câmara Setorial
Notas Rápidas
Convênio CEPEA / ABAM
Perspectiva para a agroindústria da mandioca no Brasil
Notícias da Embrapa
Bons preços acabam com a entressafra da mandioca
Entrevista - Helmut Tiedtke
A lagarta mandarová da mandioca e seu controle
National Starch - Aposta Alto no Amido
Embrapa incentiva pesquisas do setor
ONG Raízes publica na Internet livros sobre mandioca
Suporte para produtos desidratados por spay dryer: mercado potencial para amido de mandioca
Pilão Amidos - Salto de qualidade em produção de amidos
Amafil - Qualidade do produto assegura mercado consumidor
Mani Branca
Destaques
 
Outras Revistas
ANO II - Nº6 - Março - Maio/2004


Notas Rápidas

FIEP    
Em viagem a Curitiba/PR uma comitiva, formada por industriais do setor, esteve na sede da Fiep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), para conversar acerca de ações ligadas ao centro tecnológico da mandioca, a ser instalado no Município de Paranavaí/PR. Participaram da reunião o Presidente da entidade, Rodrigo Rocha Loures, o Vice-presidente; o Superintendente Corporativo do Sistema Fiep, Artur Carlos Peralta Neto, e o Diretor Adjunto Regional do Senai/PR, João Barreto Lopes.   A audiência foi agendada pelo deputado federal, Odílio Balbinotti. O objetivo, segundo Ivo Pierin Júnior, Vice-presidente da Faep e Presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, foi ajustar detalhes do workshop acontecido em Paranavaí no dia 17 de março, visando estabelecer qual será a atuação do Senai, que ficou responsável pela realização de um diagnóstico das farinheiras paranaenses, juntamente com o Sebrae, objetivando promover sua modernização.
     
Pesquisa 1    
Preocupados com a disseminação de doenças que afetam a mandioca, e com a falta de investimentos em pesquisa científica voltada à cultura, e, ainda, com a redução no plantio no Estado do Paraná, associações de municípios de regiões produtoras entregaram um documento ao Vice-governador e Secretário de Estado da Agricultura, Orlando Pessutti, com reivindicações para o setor.   Consta do documento solicitação de empenho do Governo no sentido de investir na contratação de pesquisadores; disponibilização de técnicos agrícolas para atuar como auxiliares de pesquisa; e, de funcionários de campo, nas quatro áreas prioritárias do Estado.
     
Pesquisa 2    
O documento entregue a Orlando Pessutti ressalta que existe no município de Paranavaí/PR uma estação de trabalho, cuja estrutura poderá ser dinamizada, passando a atender os demais municípios. Assinaram o documento a Presidenta da Amerios (Associação dos Municípios Entre Rios) região de Umuarama/PR, prefeita de Iporã/PR, Maria Aparecida Zago Udenal;   O Presidente da Amunpar (Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná) região de Paranavaí/PR, prefeito de Nova Londrina/PR, Arlindo Adelino Troian; e, o Presidente da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) região de Cascavel/PR, prefeito de Medianeira, Luiz Yoshio Suzuke.
     
Câmara Setorial PR 1    
O Secretário da Agricultura do Estado do Paraná, e Vice-governador, Orlando Pessutti, vai criar a Câmara Setorial da Mandioca do Paraná. Pessutti vai também buscar a viabilização de uma parceria do Governo do Paraná com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), visando incrementar as pesquisas na área da mandioca no Estado. O compromisso foi firmado com um grupo de industriais do setor de amido de mandioca que esteve em audiência com ele, agendada pelo Presidente da Claspar, Eduardo Baggio. Além do Presidente da ABAM, João Eduardo Pasquini e Eduardo Baggio, integraram a comitiva os industriais Ivo Pierin Júnior, Vice-presidente da Faep e Presidente do Sindicato Rural de Paranavaí; Hermes Campos Teixeira, Vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Estado do Paraná; Miguel Tranin, Diretor-presidente da Copagra; e, Valter de Moura Carloto, Gerente da C.Vale, membro da Atimop (Associação Técnica das Indústrias de Mandioca do Estado do Paraná).  

 

     
Câmara Setorial PR 2    
As decisões tomadas pelo Secretário Orlando Pessutti foram impulsionadas pelas ações de todos os integrantes da cadeia produtiva: técnicos, produtores e industriais, se consolidando com um dossiê do setor, que lhe foi entregue na audiência. O dossiê mostra ao Governo os problemas que o Paraná vem enfrentando no que se refere à falta de pesquisas e redução do cultivo da mandioca. Os detalhes de implementação da Câmara Setorial ficaram a cargo do técnico da Seab/Deral, Methodio Groxko. No dia 14 de maio aconteceu na sede da ABAM uma reunião entre técnicos para tratar sobre o assunto.
 
     
No Pará    
Conforme a Sagri (Secretaria Especial de Produção e Executiva de Agricultura do Estado do Pará) a valorização da mandioca vem aumentando no mercado brasileiro devido sua grande capacidade de gerar subprodutos explorados por indústrias dos segmentos farmacêutico, alimentar, têxtil, de mineração, entre outras, garantindo a agregação de valores e a geração de empregos.
  Nos últimos 11 anos houve um crescimento de 57,1% na produção de mandioca naquele Estado, passando de 2.626 toneladas em 1992, para 4.128 toneladas em 2002. O crescimento foi resultado da incorporação de novas áreas de plantio e o aumento da produtividade, que no mesmo período cresceu 11%, variando de 12,74 t/ha para 15,17 t/ha.
     
Sagri    
Constata a Sagri que a valorização da mandioca vem crescendo no mercado brasileiro devido sua grande capacidade de gerar subprodutos que são aproveitados em indústrias como a farmacêutica, alimentar, têxtil, de mineração, entre outras, garantindo a agregação de valores e a geração de empregos.   Nos últimos 11 anos houve um crescimento de 57,1% na produção de mandioca no Pará, passando de 2.626 toneladas em 1992, para 4.128 toneladas em 2002. O crescimento foi resultado da incorporação de novas áreas de plantio e o aumento da produtividade, que no mesmo período cresceu 11%, variando de 12,74 t/ha para 15,17 t/ha.
     
Produção RN    
No Estado do Rio Grande do Norte a área estimada de mandioca para este ano é de 48.000 hectares, significando mais de 20% em relação à área do ano passado. O rendimento médio no estado é inferior a 12/t/ha, considerado baixo em função da pouquíssima tecnologia empregada. Do total de raiz produzida 60% vai para a fabricação de farinha; 15% para goma; 15% para consumo in natura e 10% para ração animal (esse só não é maior este ano em função do bom inverno, quando os animais contam com outras opções de alimentos).
  Nos dois últimos anos, o estado tem se mantido auto-suficiente em produção, chegando a exportar raiz e farinha de mandioca para outros estados. Os preços estão num patamar alto. Os produtores de farinha do Estado de Pernambuco, que em 2003 teve forte estiagem, foram comprar raiz no Rio Grande do Norte, chegando a pagar até R$ 300,00/t (preço nunca antes praticado por lá). Por não existir fecularias na região o Nordeste é um potencial importador de fécula do PR,MS SP e SC. (por Luis Gonzaga araújo e Costa - Conab-RN)
     
Visitas no Pará 1    
O Presidente da ABAM, João Eduardo Pasquini, e o Presidente da Câmara Setorial da Mandioca, Mauricio Yamakawa, permaneceram em Belém, logo após a instituição da Câmara pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues. Juntamente com outros industriais, eles participaram de visitas a plantios de mandioca e casas de farinha (indústrias de farinha de mandioca). As visitas foram organizadas pela Federação da Agricultura do Estado do Pará, e acompanhadas por Jorge Luiz Botelho Soares, Supervisor do Senar; Eneias de Andrade Fontes, Técnico em Agropecuária da Emater/PA; e, Djalma Benício Mariz, Secretário Municipal da Agricultura de Castanhal/PA. Participaram das visitas, Cleto Lanziani Janeiro, Presidente da Aproman (Associação dos Produtores de Mandioca do Paraná); Luis Carlos Losio, Diretor da Yoki-Indemil e representante da ABIA (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos) na Câmara;  
  Methodio Groxko, Técnico do Deral/Seab (Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura do Estado do Paraná); Nilton Jacobsen, Presidente do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná; Antonio Donizetti Fadel, Presidente do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Estado de São Paulo; e, Ivo Pierin Júnior, Vice-presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), representante da CNA (Confederação Nacional da Agricultura).
     
Visita no Pará 2    
As visitas revelaram que no Pará a mandioca tem pouca utilização industrial, sendo, na maior parte, cultivada para o consumo humano, na forma de raiz ou de farinha de mandioca. Porém, o Governador Simão Jatene já mostrou, através de ações como a isenção de ICMS para indústrias que estão se instalando naquele território, que quer reverter a situação, transformando o Pará também num grande produtor de amido de mandioca.
 
   
 
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