|
Osetor de amido de mandioca projeta para este
ano aumento em torno de 44% na produção,
devendo-se atingir volume em torno de 620 mil
toneladas - 192 mil toneladas a mais que no ano
passado, quando o setor produziu 428 mil toneladas
de amido. A previsão de crescimento da
produção equivale ao percentual
de aumento na área cultivada no Estado
do Paraná, somado à produção
de raiz de outros estados brasileiros que estão
investindo pesado no amido de mandioca como São
Paulo e Mato Grosso do Sul.
Uma análise do desempenho da produção
do ano passado revela que o Estado do Mato Grosso
do Sul vem apresentando os maiores níveis
de crescimento em termos de produção
de amido de mandioca no país. No ano 2002
o território respondia por 19,5% da produção
nacional de amido. No ano passado o índice
de participação cresceu para 24,8%.
A criação de uma Câmara Setorial
da Mandioca, como a que foi instituída
pela Seprotur (Secretaria de Produção
e Turismo do Estado do Mato Grosso do Sul) foi
um dos instrumentos positivos na recuperação
do agronegócio da mandioca naquele Estado.
O Estado de são Paulo também apresentou
crescimento na produção de amido
de mandioca no ano passado. No ano 2002 São
Paulo respondia por 6,2% da produção
brasileira; e, no ano passado, o índice
de participação se elevou para 7,7%.
Em contraposição, os estados do
Paraná e Santa Catarina tiveram redução
na participação da produção
nacional. Santa Catarina baixou de 2,3% para 1,9%;
e o Paraná, de 72% para 64,7%.
Para o Presidente da ABAM (Associação
Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca),
João Eduardo Pasquini, um dos instrumentos
que favoreceram o aumento do plantio foi o Programa
Plantio Responsável de Mandioca, lançado
pela ABAM no início do ano passado, em
que se assegurou ao produtor preço de garantia
de R$ 100,00 para a safra 2003/2004, a partir
da assinatura de contratos de fornecimento de
raiz. |
|
Outro
fator que favoreceu o investimento dos produtores
no plantio de mandioca foi a cotação
da raiz no período da entressafra, quando
a oferta estava muito aquém das necessidades
do setor.
A pouca oferta foi reflexo da redução
de cerca de 35% no plantio na safra 2001/2002.
“Este é um ano de se reorganizar
o setor, e buscar caminhos para se reduzir as
oscilações constantes entre oferta
e procura. Queremos buscar um equilíbrio,
de forma a se obter preços atraentes, que
remunerem o produtor”, diz Pasquini.
O investimento dos industriais na ampliação
de seus parques fabris e a instalação
de novas indústrias de amido de mandioca
são, também, sintomas do interesse
pelo setor.
Estados como o Pará; o Mato Grosso do
Sul; São Paulo; Minas Gerais; Tocantins,
Goiás; entre outros, estão apostando
alto no setor, a partir da concessão de
incentivos a empresários que estão
instalando fecularias em seus territórios,
ou da criação de instrumentos político-setoriais
que viabilizem o agronegócio da mandioca
em seus estados.
Diversas indústrias estão sendo
também instaladas no Estado do Paraná,
sobretudo na Região Noroeste, onde estão
em fase de construção unidades de
produção de fécula em municípios
como Santa Mônica, Guairaçá,
Planaltina do Paraná e Santa Cruz de Monte
Castelo. |