Nesta Edição
Editorial
Produção de Amido deve aumentar 44% em 2004
Plantio Responsável
Câmara Setorial
Notas Rápidas
Convênio CEPEA / ABAM
Perspectiva para a agroindústria da mandioca no Brasil
Notícias da Embrapa
Bons preços acabam com a entressafra da mandioca
Entrevista - Helmut Tiedtke
A lagarta mandarová da mandioca e seu controle
National Starch - Aposta Alto no Amido
Embrapa incentiva pesquisas do setor
ONG Raízes publica na Internet livros sobre mandioca
Suporte para produtos desidratados por spay dryer: mercado potencial para amido de mandioca
Pilão Amidos - Salto de qualidade em produção de amidos
Amafil - Qualidade do produto assegura mercado consumidor
Mani Branca
Destaques
 
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ANO II - Nº6 - Março - Maio/2004


Produção de amido deve aumentar em 44% em 2004

Osetor de amido de mandioca projeta para este ano aumento em torno de 44% na produção, devendo-se atingir volume em torno de 620 mil toneladas - 192 mil toneladas a mais que no ano passado, quando o setor produziu 428 mil toneladas de amido. A previsão de crescimento da produção equivale ao percentual de aumento na área cultivada no Estado do Paraná, somado à produção de raiz de outros estados brasileiros que estão investindo pesado no amido de mandioca como São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Uma análise do desempenho da produção do ano passado revela que o Estado do Mato Grosso do Sul vem apresentando os maiores níveis de crescimento em termos de produção de amido de mandioca no país. No ano 2002 o território respondia por 19,5% da produção nacional de amido. No ano passado o índice de participação cresceu para 24,8%. A criação de uma Câmara Setorial da Mandioca, como a que foi instituída pela Seprotur (Secretaria de Produção e Turismo do Estado do Mato Grosso do Sul) foi um dos instrumentos positivos na recuperação do agronegócio da mandioca naquele Estado.

O Estado de são Paulo também apresentou crescimento na produção de amido de mandioca no ano passado. No ano 2002 São Paulo respondia por 6,2% da produção brasileira; e, no ano passado, o índice de participação se elevou para 7,7%. Em contraposição, os estados do Paraná e Santa Catarina tiveram redução na participação da produção nacional. Santa Catarina baixou de 2,3% para 1,9%; e o Paraná, de 72% para 64,7%.

Para o Presidente da ABAM (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), João Eduardo Pasquini, um dos instrumentos que favoreceram o aumento do plantio foi o Programa Plantio Responsável de Mandioca, lançado pela ABAM no início do ano passado, em que se assegurou ao produtor preço de garantia de R$ 100,00 para a safra 2003/2004, a partir da assinatura de contratos de fornecimento de raiz.

 

Outro fator que favoreceu o investimento dos produtores no plantio de mandioca foi a cotação da raiz no período da entressafra, quando a oferta estava muito aquém das necessidades do setor.

A pouca oferta foi reflexo da redução de cerca de 35% no plantio na safra 2001/2002. “Este é um ano de se reorganizar o setor, e buscar caminhos para se reduzir as oscilações constantes entre oferta e procura. Queremos buscar um equilíbrio, de forma a se obter preços atraentes, que remunerem o produtor”, diz Pasquini.

O investimento dos industriais na ampliação de seus parques fabris e a instalação de novas indústrias de amido de mandioca são, também, sintomas do interesse pelo setor.

Estados como o Pará; o Mato Grosso do Sul; São Paulo; Minas Gerais; Tocantins, Goiás; entre outros, estão apostando alto no setor, a partir da concessão de incentivos a empresários que estão instalando fecularias em seus territórios, ou da criação de instrumentos político-setoriais que viabilizem o agronegócio da mandioca em seus estados.

Diversas indústrias estão sendo também instaladas no Estado do Paraná, sobretudo na Região Noroeste, onde estão em fase de construção unidades de produção de fécula em municípios como Santa Mônica, Guairaçá, Planaltina do Paraná e Santa Cruz de Monte Castelo.

   
 
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