Nesta Edição
Editorial
Riquezas naturais do amido
Oficina de Tapioca para crianças
Pesquisa com a mistura da fécula de mandioca
Melhoramento de mandioca
Embrapa: Mandioca Palito
Agroindústria mandioqueira na Tailândia
É possível aumentar a produtividade da mandioca?
Mais um ano difícil para as Indústrias
Notícias da Embrapa
Opinião - Biofortificação
Notas Rápidas
Seminários evidenciam potencial do amido
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ANO II - Nº7 - Junho - Agosto/2004


Mandioca Palito

Wania Maria Gonçalves Fukuda(*)

Até pouco tempo, a mandioca era conhecida como um cultivo de pobre, utilizada quase que exclusivamente para o fabrico da farinha. No entanto, já foram descobertos mais de 300 produtos e subprodutos oriundos desta planta usados na indústria, na alimentação humana e animal. Para cada uma destas formas de utilização a mandioca apresenta uma série de produtos que podem agregar valores à cultura.

A mandioca tem sido classificada em dois grupos: em função dos teores de ácido cianídrico liberados por suas raízes - mandioca brava, utilizada na indústria; e, mandioca mansa, também chamada, mandioca de mesa, macaxeira ou aipim.
Todos estes sinônimos são produtos da cultura regional e significam que a mandioca pode ser consumida cozida ou frita sem riscos de intoxicação. Para isso é também necessário que as variedades de mandioca para mesa apresentem uma série de características qualitativas aceitas pelo consumidor.
Ultimamente o mercado de mandioca para mesa tem se diversificado bastante, e, em decorrência disso, tem se apresentado novas demandas, em termos de qualidade de raízes, específicas para as várias formas de utilização.

Uma das demandas mais atuais é o uso da mandioca palito, que substitui a batatinha, com a vantagem de ser produzida em qualquer parte do país, a custos mais reduzidos, além de ser bastante apreciada como tira-gosto.

Para este tipo de utilização o mercado exige variedades com características específicas como, a capacidade de cortar a polpa das raízes em forma de palitos sem danificar a máquina e sem perdas de raízes durante o corte, capacidade de fritar sem cozinhar, resistência a deterioração pós-colheita, sabor e aspecto agradável e crocante. Para atender este mercado a Embrapa Mandioca e Fruticultura vem desenvolvendo um amplo programa de melhoramento genético com a cultura da mandioca no sentido de criar novas variedades para mesa com características especificas para atender essas novas demandas do mercado.

Até o presente momento o programa já gerou milhares de híbridos e identificou um grupo de sete clones passíveis de serem lançados no mercado para uso especifico sob a forma de aipim frito, sem cozimento prévio, em forma de palito. Além da qualidade para fritar, o valor nutritivo dos clones amarelos está associado a maiores teores de beta caroteno nas raízes, considerado um critério importante na seleção destes clones.

 


Mandioca em palito pronta para a fritura, obtida a partir de diferentes variedades.


Mandioca em palito pronta pára a fritura embalada, obtida a partir de diferentes variedades.

Dos sete clones selecionados, o clone D (Figura 3), será lançado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura no final de 2004. Esse material deverá estar disponível no mercado no prazo máximo de três anos, após testes finais de teor nutritivo das raízes, adaptação a vários ecossistemas do país e disponibilidade de sementes básica para atender os agricultores.

(*) Wânia Maria Gonçalves Fukuda,
é Pesquisadora da Embrapa Mandioca e
Fruticultura, Cx Postal 007, CEP 44380-000
Cruz das Almas-BA

   
 
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