Integrantes
da cadeia produtiva da mandioca da região
de Paranavaí/PR (indústrias de amido,
indústrias de farinha, produtores rurais,
indústrias de máquinas e equipamentos)
vão adotar a técnica de APL (Arranjos
Produtivos Locais) para buscar maior unidade entre
si. A instalação do APL da Mandioca
- o primeiro do Brasil do segmento do agronegócio
brasileiro - aconteceu durante a Jornada de Produção,
Tecnologia e Empreendedorismo da Mandioca, realizado
entre os dias 24 e 26 de novembro, em Paranavaí.
O APL, segundo o Consultor do IEL (Instituto
Euvaldo Lodi), Geraldo Bolzani Júnior,
é uma concentração de uma
determinada atividade produtiva, numa determinada
região, que tem por finalidade organizar
a cooperação entre empresas, formando
uma aglomeração, que visa a busca
de soluções comuns para a realização
de projetos. “O objetivo do APL é
encontrar equilíbrio das necessidades do
setor. O Governo pode participar, a partir de
apoio aos projetos idealizados pelos integrantes
do APL”, explica o Bolzani Júnior.
O APL da Mandioca é resultado de uma
pesquisa sócioeconômica da atividade
mandioqueira no Paraná, realizado pelo
Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento
Econômico e Social), englobando a concentração
de atividades produtivas. O resultado foi apresentado
pela economista coordenadora da pesquisa, Maria
Aparecida de Oliveira, durante a Jornada.
O processo de implantação do APL
da Mandioca está sendo conduzido pela Fiep
(Federação das Indústrias
do Estado do Paraná), e o IEL, que é
uma de suas vinculadas. O projeto tem como parceiros
órgãos governamentais, classistas,
associações e instituições
de ensino.
Rodada de Negócios movimenta Jornada
Uma rodada de negócios entre pesquisadores
e empreendedores foi um dos atrativos da Jornada
de Produção, Tecnologia e Empreendedorismo
da Mandioca, realizada entre os dias 24 e 26 de
novembro, em Paranavaí/PR. O consultor
do Sebrae/PR, Elvio Saito, coordenou a rodada,
em que os pesquisadores Marney Pascoli Cereda,
do Centro de Tecnologia para o Agronegócio
(CeTeAGRO) da Universidade UCDB, de Campo Grande/MS;
e, Dermânio Tadeu Lima Ferreira, da Fundetec
(Fundação para o Desenvolvimento
Científico e Tecnológico de Cascavel)
estiveram frente a frente com empreendedores,
visando mostrar-lhes as tecnologias resultantes
de pesquisas na área da mandioca. O evento
teve apoio da ABAM.
A professora/pesquisadora Marney informou que
os interessados poderão receber treinamento
prévio nestas tecnologias, como forma de
verificar suas possibilidades de aplicação.
Esses treinamentos serão pré-agendados
e realizados nas instalações do
CeTeAGRO, em Campo Grande.
Segundo os organizadores já há
investidores se articulando para efetivar negócios,
motivados pela rodada. Claodemir Grolli, Coordenador
do Cetem (Centro Tecnológico da Mandioca),
que promoveu a Jornada, disse que a rodada de
negócios foi a primeira do gênero
acontecida no país. “Foi uma oportunidade
ímpar de se reunir pesquisadores e empreendedores,
visando a difusão de tecnologias”,
disse.
O evento reuniu cerca de cem técnicos,
produtores, empresários, empreendedores
e pesquisadores, que participaram de seminários
técnico-agronômicos e de pesquisa
de alimentos, novos produtos e novas empresas.
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Paraná lança o primeiro APL do agronegócio
brasileiro
Geraldo Bolzani
Júnior, consultor
do IEL
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Maria Aparecida
de Oliveira,
economista
do Ipardes
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Pesquisadores Marney Pascoli Cereda, acima, e,
Dermânio Tadeu Lima Ferreira, no detalhe,
conduziram a rodada
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