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Editorial
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Colhedeira de Mandioca está em fase de testes
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ANO II - Nº8 - Setembro - Dezembro/2004


Colhedeira de Mandioca está em fase de testes

Está em testes numa fazenda do Noroeste do Paraná um protótipo de uma máquina colhedeira de mandioca. É um dos mais significativos passos dados pelos empresários do setor de amido de mandioca rumo à mecanização da colheita. A máquina é resultado da adaptação de uma colhedeira de batatas, produzida por uma empresa paranaense, que trabalhou no projeto durante dois meses, iniciando os testes no começo do mês de novembro. O custo de produção do protótipo, estimado em R$ 158 mil, será rateado entre as 24 indústrias de amido envolvidas no projeto.

O técnico agrícola Sílvio Gonçalo, que está acompanhando os testes da máquina, funcionário da Indemil, explica que a fase atual é de ajuste do rendimento da máquina, que colhe duas linhas de mandioca, numa velocidade de 2,1 quilômetros por hora. A idéia, segundo Gonçalo, é que a máquina consiga colher 1,3 alqueires/dia de raiz. “Ainda não é possível mensurar o rendimento da máquina, pois não estamos colhendo ininterruptamente. Paramos para fazer alguma avaliação, ou ajuste. Desde que iniciamos os testes já fizemos algumas modificações e adaptações, visando a melhora dos resultados”, observa Gonçalo.

Para efetuar o arranquio da raiz é preciso que tenha havido, anteriormente, a poda da roça. Através de lâminas, de 1,80 metros de largura, contidas em sua parte dianteira, ela adentra o solo, numa profundidade de 30 centímetros, arrancando a raiz, que é remetida para uma esteira. Nessa esteira acontece a primeira limpeza da raiz: um batedor retira a terra, que cai ao solo. Posteriormente, a raiz cai numa segunda esteira de elevação onde perde mais um pouco da terra.

Passadas essas duas primeiras fases, totalmente mecanizadas, a raiz chega a uma terceira esteira, onde trabalhadores fazem a despenicação (retirada da cepa da raiz). Eles vão retirando a cepa e colocando a raiz numa esteira central, que a conduz até o bag (saco de 500 quilos), que fica na parte traseira da máquina. Ali, outro trabalhador se incumbe de controlar o nível de preenchimento do bag. Quando preenchido um bag, é acionado um sistema que o retira e o coloca no solo, sendo substituído por outro, dando-se continuidade ao processo, com a máquina em movimento contínuo.

Os bags que vão sendo deixados para trás são, então, retirados por um guincho, que os conduz até o caminhão. O bag é, então, aberto, na sua parte inferior, deixando cair a raiz no caminhão. Com esse processo elimina-se o trabalho braçal que era requerido para se levar os balaios de raiz ao alto do caminhão.

Para Helio Minoru, Gerente de Suprimento Agrícola da Indemil, que está coordenando o grupo de industriais envolvidos no projeto, com a conquista da mecanização da colheita da mandioca o setor tenderá a crescer significativamente. A mecanização, em sua avaliação, contribuirá para aumentar os investimentos do produtor rural no plantio. “Já estamos em contato com produtores interessados em adquirir a máquina. Além de usar para sua própria lavoura, eles já pensam em alugar o equipamento para outros produtores”, salienta Minoru.

 

   
 
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