| A
Inpal iniciou suas atividades em dezembro de 1959,
no Rio de Janeiro/RJ. A empresa foi fundada por
Manoel Zauberman, Edmundo Tiengo e Adaury Dantas,
com o objetivo de produzir especialidades químicas
para a indústria têxtil, então,
quase que totalmente importados.
A indústria têxtil brasileira passava
nesse período por uma grande reestruturação,
com a introdução de fibras sintéticas
e teares sem lançadeiras. Nesse contexto
a Inpal foi pioneira na produção
nacional de auxiliares para tingimento de fibras
de polyester e novos conceitos de engomagem para
teares modernos.
Rapidamente, a empresa consolida sua posição
no mercado, e, em 1973, constrói sua nova
e moderna fábrica no subúrbio de
Campo Grande (RJ), onde, em flexíveis unidades
de produção multipropósito,
passa a produzir e verticalizar completas linhas
para os setores de engomagem (à base de
amido de mandioca), preparação,
alvejamento, tinturaria e acabamentos têxteis.
Em 1980 a Inpal adquire uma fecularia (indústria
de amido de mandioca) na cidade de Estância
Sergipe, e através de acordos tecnológicos
com a CISE (International Executives Services
Corp), contrata executivos aposentados da Stanley
Starch e American Starch para transferir sua experiência
na pesquisa, desenvolvimento e produção
de nova linha de amidos quimicamente modificados.
A necessidade de obter a matéria-prima
(mandioca) em condições competitivas,
e, para situar-se próxima aos mercados
consumidores, a empresa decidiu transferir sua
unidade de produção de amidos modificados
para o município de São Tomé,
no Norte do Paraná, onde construiu uma
moderna fábrica de amidos modificados,
além de adquirir uma fecularia construída
pela Cocamar (Cooperativa dos Cafeicultores de
Maringá).
Hoje, decorridos 45 anos da fundação,
os sócios-fundadores permanecem à
frente da empresa, tornando a Inpal uma referência
de qualidade e serviços no campo de especialidades
químicas, em grande parte baseados nos
derivados quimicamente modificados de mandioca.
A Inpal tem a sua sede corporativa no Rio de
Janeiro, onde se localizam os escritórios,
laboratórios de pesquisa e desenvolvimento
e unidades multipropósitos para reação
e formulação de especialidades químicas.
Com capacidade instalada para produzir mais de
3.000 toneladas/mês, a empresa conta em
seu quadro funcional com 110 profissionais, que
geram mais de 120 especialidades químicas
para indústrias têxteis, de papel,
petróleo e de tintas.
A unidade industrial de São Tomé,
no Paraná, possui modernas e versáteis
instalações para produzir, a partir
de fécula de mandioca, uma competitiva
linha de amidos modificados, destinados às
indústrias têxtil e de papel. Com
capacidade instalada de 3.000 toneladas/mês,
a unidade foi projetada de modo a possibilitar
seu aumento de capacidade, de acordo com as demandas
do mercado. A fábrica trabalha 24 horas
por dia, e emprega hoje 119 pessoas.
De acordo com o Diretor-presidente da indústria,
Manoel Zauberman, a presença da Inpal no
setor têxtil sempre foi de liderança
e inovação. “Nos 45 anos de
participação nesse mercado a Inpal
tornou a mandioca conhecida, através de
seus derivados, quimicamente modificados, voltados
à engomagem, que apresentam alta performance
de eficiência nas tecelagens de alta velocidade;
facilidade de remoção e elevada
biodegradabilidade. Esses fatores oferecidos pelos
derivados de mandioca produzidos pela Inpal foram
reconhecidos pela comunidade têxtil internacional”,
salienta ele.
|
|
PROMOÇÃO
TECNOLÓGICA - a Inpal participou
do projeto Ecogoman, patrocinado pelo CNPQ e pelo
Ministério de Ciência e Tecnologia
da Alemanha, com a finalidade de promover a tecnologia
de reciclagem de goma, onde a empresa viabilizou
o projeto de utilização de derivados
de mandioca totalmente recicláveis.
No setor de papel a Inpal participou do grande
projeto de conversão para o processo alcalino
da Votorantim Celulose e papel, com a substituição
do amido catiônico de batata pelo de mandioca,
quebrando um paradigma até então
existente nos processos de colagem alcalina.
A Inpal é signatária do Programa
de Atuação Responsável, da
Abiquim, e se compromete com a preservação
do meio ambiente, a segurança e a saúde
ocupacional. Sua preocupação engloba
desde a atividade industrial até os produtos
que fabrica, e seus impactos ambientais na comunidade
em que está inserida, e nas comunidades
englobadas por seus clientes. A empresa é
certificada pelas normas NBR, ISO 9001:2000.
A contribuição social é,
conforme Zauberman, um dos objetivos fundamentais
da Inpal. “Além de velar pelo bem-estar
de seus funcionários, com programas permanentes
de estímulo à formação
profissional, inseridos nas comunidades em que
suas atividades industriais são desenvolvidas,
a empresa tem um programa de adoção
de escolas municipais, para, através de
programas conjuntos, conscientizar as novas gerações
sobre a importância dos recursos hídricos
e a reciclagem, visando a preservação
do meio ambiente”, explica ele.
MERCADO EXTERNO - a Inpal ainda
não exporta seus derivados de mandioca,
segundo Zauberman, “ devido à grande
exigência de acompanhamento técnico
para se atingir a elevada demanda de eficiência
e qualidade que o mercado requer, além
da instabilidade de oferta e preços da
mandioca nos últimos anos”.
A Inpal, segundo ele, entende e apóia
as medidas adotadas pelo Governo, em conjunto
com os produtores, através da ABAM, para
conquistar credibilidade para o setor de produção
da mandioca, tendendo a tornar esta matéria-prima
de amidos líder mundial, não somente
pelas propriedades e qualidades, em comparação
com o milho e a batata, como por sua importância
e competitividade.
As medidas de redução de subsídios
aos produtores europeus de batata, e de incremento
da utilização do álcool combustível
a partir do milho nos países mais industrializados
tornarão o amido de mandioca alternativa
global nos próximos anos, na avaliação
do Diretor-presidente da empresa. “Diante
dessas perspectivas estimulantes para o futuro
da mandioca a Inpal está se mobilizando
no sentido de direcionar novos e importantes investimentos
para o crescimento e perpetuidade de sua atuação
no setor”, observa ele.
“A Inpal sempre batalha para que a cultura
da mandioca seja entendida como uma riqueza estratégica
do Brasil, que deve ser estimulada através
de programas de melhoria genética e de
produtividade”, declara Zauberman, que considera
que a garantia de ganho dos produtores de mandioca
através de contratos de longo prazo permitirá
que a cadeia produtiva possa ser competitiva,
com crescimento contínuo e sustentável.
Conforme ele “a aliança entre produtores,
fecularias e agentes de fomento são as
matrizes que permitirão à Inpal
participação crescente no mercado
local em direção à globalização”. |