Nesta Edição
Editorial
Brasil deverá produzir 25 milhões de toneladas de mandioca em 2005
Colhedeira de Mandioca está em fase de testes
Alcool de Mandioca
Viagem técnica ao Vietnâ e à Tailândia
Estiagem prolongada afetou cultura da mandioca
Perspectivas para a cadeia da mandioca em 2005
ABAM difunde uso do amido de mandioca na Food Ingredients
Conservação em laboratório do germoplasma de mandioca
Arranjo Produtivo Local da Mandioca
Câmara Setorial da Mandioca do Paraná define primeiras metas
Bolsa de Negociações ABAM
Metodologia de determinação de amido digestão ácida em microondas
MS ganha Centro de Pesquisa e Treinamento
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Inpal
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ANO II - Nº8 - Setembro - Dezembro/2004


INPAL

A Inpal iniciou suas atividades em dezembro de 1959, no Rio de Janeiro/RJ. A empresa foi fundada por Manoel Zauberman, Edmundo Tiengo e Adaury Dantas, com o objetivo de produzir especialidades químicas para a indústria têxtil, então, quase que totalmente importados.

A indústria têxtil brasileira passava nesse período por uma grande reestruturação, com a introdução de fibras sintéticas e teares sem lançadeiras. Nesse contexto a Inpal foi pioneira na produção nacional de auxiliares para tingimento de fibras de polyester e novos conceitos de engomagem para teares modernos.

Rapidamente, a empresa consolida sua posição no mercado, e, em 1973, constrói sua nova e moderna fábrica no subúrbio de Campo Grande (RJ), onde, em flexíveis unidades de produção multipropósito, passa a produzir e verticalizar completas linhas para os setores de engomagem (à base de amido de mandioca), preparação, alvejamento, tinturaria e acabamentos têxteis.

Em 1980 a Inpal adquire uma fecularia (indústria de amido de mandioca) na cidade de Estância Sergipe, e através de acordos tecnológicos com a CISE (International Executives Services Corp), contrata executivos aposentados da Stanley Starch e American Starch para transferir sua experiência na pesquisa, desenvolvimento e produção de nova linha de amidos quimicamente modificados.

A necessidade de obter a matéria-prima (mandioca) em condições competitivas, e, para situar-se próxima aos mercados consumidores, a empresa decidiu transferir sua unidade de produção de amidos modificados para o município de São Tomé, no Norte do Paraná, onde construiu uma moderna fábrica de amidos modificados, além de adquirir uma fecularia construída pela Cocamar (Cooperativa dos Cafeicultores de Maringá).

Hoje, decorridos 45 anos da fundação, os sócios-fundadores permanecem à frente da empresa, tornando a Inpal uma referência de qualidade e serviços no campo de especialidades químicas, em grande parte baseados nos derivados quimicamente modificados de mandioca.

A Inpal tem a sua sede corporativa no Rio de Janeiro, onde se localizam os escritórios, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e unidades multipropósitos para reação e formulação de especialidades químicas. Com capacidade instalada para produzir mais de 3.000 toneladas/mês, a empresa conta em seu quadro funcional com 110 profissionais, que geram mais de 120 especialidades químicas para indústrias têxteis, de papel, petróleo e de tintas.

A unidade industrial de São Tomé, no Paraná, possui modernas e versáteis instalações para produzir, a partir de fécula de mandioca, uma competitiva linha de amidos modificados, destinados às indústrias têxtil e de papel. Com capacidade instalada de 3.000 toneladas/mês, a unidade foi projetada de modo a possibilitar seu aumento de capacidade, de acordo com as demandas do mercado. A fábrica trabalha 24 horas por dia, e emprega hoje 119 pessoas.

De acordo com o Diretor-presidente da indústria, Manoel Zauberman, a presença da Inpal no setor têxtil sempre foi de liderança e inovação. “Nos 45 anos de participação nesse mercado a Inpal tornou a mandioca conhecida, através de seus derivados, quimicamente modificados, voltados à engomagem, que apresentam alta performance de eficiência nas tecelagens de alta velocidade; facilidade de remoção e elevada biodegradabilidade. Esses fatores oferecidos pelos derivados de mandioca produzidos pela Inpal foram reconhecidos pela comunidade têxtil internacional”, salienta ele.

 

 

PROMOÇÃO TECNOLÓGICA - a Inpal participou do projeto Ecogoman, patrocinado pelo CNPQ e pelo Ministério de Ciência e Tecnologia da Alemanha, com a finalidade de promover a tecnologia de reciclagem de goma, onde a empresa viabilizou o projeto de utilização de derivados de mandioca totalmente recicláveis.

No setor de papel a Inpal participou do grande projeto de conversão para o processo alcalino da Votorantim Celulose e papel, com a substituição do amido catiônico de batata pelo de mandioca, quebrando um paradigma até então existente nos processos de colagem alcalina.

A Inpal é signatária do Programa de Atuação Responsável, da Abiquim, e se compromete com a preservação do meio ambiente, a segurança e a saúde ocupacional. Sua preocupação engloba desde a atividade industrial até os produtos que fabrica, e seus impactos ambientais na comunidade em que está inserida, e nas comunidades englobadas por seus clientes. A empresa é certificada pelas normas NBR, ISO 9001:2000.

A contribuição social é, conforme Zauberman, um dos objetivos fundamentais da Inpal. “Além de velar pelo bem-estar de seus funcionários, com programas permanentes de estímulo à formação profissional, inseridos nas comunidades em que suas atividades industriais são desenvolvidas, a empresa tem um programa de adoção de escolas municipais, para, através de programas conjuntos, conscientizar as novas gerações sobre a importância dos recursos hídricos e a reciclagem, visando a preservação do meio ambiente”, explica ele.

MERCADO EXTERNO - a Inpal ainda não exporta seus derivados de mandioca, segundo Zauberman, “ devido à grande exigência de acompanhamento técnico para se atingir a elevada demanda de eficiência e qualidade que o mercado requer, além da instabilidade de oferta e preços da mandioca nos últimos anos”.

A Inpal, segundo ele, entende e apóia as medidas adotadas pelo Governo, em conjunto com os produtores, através da ABAM, para conquistar credibilidade para o setor de produção da mandioca, tendendo a tornar esta matéria-prima de amidos líder mundial, não somente pelas propriedades e qualidades, em comparação com o milho e a batata, como por sua importância e competitividade.

As medidas de redução de subsídios aos produtores europeus de batata, e de incremento da utilização do álcool combustível a partir do milho nos países mais industrializados tornarão o amido de mandioca alternativa global nos próximos anos, na avaliação do Diretor-presidente da empresa. “Diante dessas perspectivas estimulantes para o futuro da mandioca a Inpal está se mobilizando no sentido de direcionar novos e importantes investimentos para o crescimento e perpetuidade de sua atuação no setor”, observa ele.

“A Inpal sempre batalha para que a cultura da mandioca seja entendida como uma riqueza estratégica do Brasil, que deve ser estimulada através de programas de melhoria genética e de produtividade”, declara Zauberman, que considera que a garantia de ganho dos produtores de mandioca através de contratos de longo prazo permitirá que a cadeia produtiva possa ser competitiva, com crescimento contínuo e sustentável.

Conforme ele “a aliança entre produtores, fecularias e agentes de fomento são as matrizes que permitirão à Inpal participação crescente no mercado local em direção à globalização”.

   
 
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