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Brasamid Agro-Industrial Ltda., indústria
produtora de fécula de mandioca, foi constituída
no ano de 1994, através da associação
do Grupo Company, que atua na área de construção
civil, com os empresários Fernando Del
Porto Santos, que acumulava larga experiência
agrícola e agroindustrial, e, Sérgio
Del Porto Santos, que atuava na indústria
alimentícia.
No ano 2002 a empresa foi adquirida em um processo
de “management buyout” por seus administradores:
Ricardo Bandeira Villela e Celso Rui Corte. Posteriormente,
veio se unir à sociedade Orlando José
de Oliveira, assumindo a área comercial
da empresa.
A Brasamid é, na fala de Villela, um
projeto agroindustrial integrado, voltado à
produção de amidos e derivados,
cuja filosofia é centrada na busca da integração
entre produtor-indústria e indústria-consumidor.
Construída, conforme Villela, com o que
havia de mais moderno em termos de maquinários,
equipamentos e leiaute industrial, a indústria
vem sendo, constantemente, atualizada, de forma
a se manter sempre competitiva e com qualidade
e flexibilidade na sua linha de produtos.
A indústria está localizada no
município de Bataguassu / MS, às
margens da Rodovia Manoel da Costa Lima - BR 267,
no quilômetro 24,5, eixo rodoviário
com ramificações para todo o Brasil.
A unidade ocupa área de 242 mil metros
quadrados, sendo 5,350 metros quadrados de área
construída.
Atualmente, a capacidade de moagem da indústria
é de 90 mil toneladas/ano de raízes
de mandioca, volume que gera produção
de 22 mil toneladas/ano de amido, nos seus mais
diversos tipos, atendendo as especificações
de cada cliente.
A Brasamid conta hoje com um “time”
de mais de 60 colaboradores diretos, e um grande
número de indiretos, promovendo treinamentos
e investindo na capacitação da mão-de-obra.
Seu programa de bolsas universitárias atende
hoje 10% de seus funcionários.
A empresa tem também os olhos voltados
à comunidade, através de projetos
sociais. Ela ajuda a manter duas instituições
de amparo a menores: uma em Bataguassu e outra
em Uberlândia/MG, que trabalham no desenvolvimento
do menor através da educação
e esporte.
Para garantir um regular abastecimento de matéria
prima durante o ano todo a Brasamid possui um
Departamento Técnico de Fomento Agrícola,
estruturado para atender o produtor, prestando-lhe
consultoria técnica. O Departamento atua
também no sentido de firmar convênios
com órgãos técnicos e com
o Banco do Brasil, visando incentivar o investimento
do produtor rural no plantio de mandioca.
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Brasamid trabalha em duas linhas de atuação:
no segmento de Matérias Primas Industriais,
através do fornecimento de fécula
de mandioca e outros amidos; e, de uma linha de
amidos modificados para vários setores
como têxtil; papel; químico; cerâmico,
alimentício, entre outros; e, no segmento
de Produtos de Consumo, comercializados sob a
marca Produtos Caipira. “Atualmente esta
divisão já responde por 40% de nossas
vendas, e conta com uma completa linha de farináceos,
pipoca, amendoim e fermento em pó, estando,
agora, em fase de lançamento de outros
produtos”, salienta Villela.
No setor industrial a Brasamid está buscando
parcerias com outras empresas, de forma a personalizar
o atendimento por setor de atuação,
diminuindo os custos de venda e criando um conceito
de marca e serviço associado a seus produtos.
As vendas da indústria se concentram
no mercado interno, sendo que as exportações
nos últimos dois anos foram inferiores
a 2% do faturamento, focando-se, apenas, em produtos
modificados.
Para este ano, a grande meta da empresa é
ampliar a linha de produtos de consumo, e melhorar
seus canais de distribuição. “Objetivamos
atingir crescimento mínimo de 25% em nossas
vendas este ano”, projeta Villela.
O explosivo crescimento da capacidade produtiva
do setor feculeiro é vista com grande preocupação
pela empresa, observa Villela, devido ao fato
do mercado consumidor não ter crescido
na mesma proporção. “Isto
está causando uma redução
preocupante das margens de negociações
com o mercado”, reflete ele.
Para buscar cada vez mais espaço no mercado,
a Brasamid tem procurado crescer sem aumentar
o volume de fécula e amido produzidos,
e sim, agregar valores a seus produtos, através
de investimento em marca e serviços.
Numa reflexão sobre o futuro do setor,
Villela reflete: “Nos próximos dois
anos nosso setor estará numa encruzilhada,
onde terá de decidir se nos tornaremos
fornecedores confiáveis ou apenas especuladores,
pois, qualquer trabalho sério de crescimento
de vendas e exportação precisa ser
de longo prazo. Se não conseguirmos manter
um mercado organizado nunca atingiremos este patamar”.
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