Nesta Edição
Editorial
Fecularias adotam energias alternativas
Amido de mandioca movimentou R$ 573,3 milhões em 2004
Desenvolvimento de novas variedades de mandioca
Cresce oferta e preços da raiz e da fécula caem
Projeto Mandioca/Cepea completa quatro anos
NOTÍCIAS DA EMBRAPA
Entrevista - JOÃO EDUARDO PASQUINI
O mercado de amido no Mundo
Colhedeira de mandioca passa por ajustes
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Supermandioca do Brasil mata fome de africanos
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ANO II - Nº9 - Janeiro - Março/2005


Projeto Mandioca/Cepea completa quatro anos

 

Nos últimos quatro anos a mandioca passou a ganhar grande notoriedade no cenário do agronegócio brasileiro. Em razão disso, aumentou a necessidade de informações sobre mercados, comercialização, e, também, da detecção dos gargalos que dificultam o desenvolvimento do setor.

A mandioca passou a ser vista não apenas como produto de subsistência, mas, sim, como uma importante matéria-prima para vários segmentos, desde o alimentício até a indústria de extração de petróleo e siderurgia.

O Brasil dispõe hoje de várias iniciativas para desenvolver essa cadeia agroindustrial. Em vários Estados brasileiros, produtores e indústrias se mobilizam no intuito de aperfeiçoar as modalidades de comercialização, e, também, de ampliar a gama de produtos provenientes da mandioca.


Fábio Isaías Felipe
é pesquisador do
CEPEA/ ESALQ/USP

Em 2001, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) lançou o Projeto Mandioca, visando estudar essa cadeia e prover informações sobre o mercado no Brasil.

No início, o Projeto foi desenvolvido em parceria com o Centro Nacional de Pesquisas em Mandioca e Fruticultura - unidade da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) localizada em Cruz das Almas BA.

Naquele período, o Cepea passou a suprir a crescente demanda por informações do setor, uma vez que o volume de dados disponíveis sobre a cadeia da mandioca era bastante reduzido. O primeiro módulo junto à Embrapa rendeu um livro denominado “A indústria de amido de mandioca no Brasil”.

Essa publicação aumentou o reconhecimento do Cepea, fazendo com que o Centro passasse a ser reconhecido como referência nos estudos da cadeia da mandioca, motivando uma parceria com o Sebrae-SP, com o intuito de se desenvolver um estudo sobre a competitividade no Estado de São Paulo.

 

O resultado dessa parceria foi uma nova obra, intitulada “Melhoria da Competitividade da Cadeia Agroindustrial da Mandioca no Estado de São Paulo”.

No último ano, o Cepea firmou uma parceria com a ABAM, entidade que reúne, aproximadamente, 90% das empresas produtoras de fécula de mandioca do Brasil. Com análises semanais e mensais sobre o comportamento do setor, e dos preços regionais, o Cepea passou a diminuir, significativamente, a assimetria de informações no segmento.

Além disso, muitas empresas passaram a planejar suas estratégias baseadas nas informações do Centro

Neste ano, o Cepea vai incluir novas regiões em seus levantamentos para a elaboração de novos indicadores, e iniciar pesquisas com farinha de mandioca. Espera-se, assim, contribuir ainda mais para o desenvolvimento do setor e torná-lo cada vez mais viável para produtores e indústrias.

   
 
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