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ANO II - Nº9 - Janeiro - Março/2005


Paranavaí ganha Laboratório de Qualidade da Mandioca

Laboratório contará com dois bolsistas,
mantidos pela CNPq, e será instalado com apoio
da Prefeitura Municipal

Com verba cedida pela Finep (Financiadora Nacional de Estudos e Projetos) será instalado em Paranavaí, no Estado do Paraná, o Laboratório de Apoio à Qualidade e Desenvolvimento de Novos Produtos e Aplicação para Derivados da Mandioca. A necessidade de um laboratório na área foi diagnosticada a partir de estudo sócio-econômico realizado na região pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social). O projeto foi elaborado pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

A unidade funcionará junto à sede do Senai em Paranavaí, em instalações cedidas pela Prefeitura Municipal, que tem à frente Mauricio Yamakawa (ex-presidente da ABAM). De acordo com Lúcia do Amaral, Extensionista do Tecpar, que esteve em Paranavaí para acompanhar o processo de instalação do Laboratório, serão realizadas no local análises de produtos fabricados por indústrias da região.

O objetivo geral do Laboratório é fortalecer a competitividade do APL da Mandioca de Paranavaí, por meio da capacitação técnica de seus agentes. O Laboratório prestará serviços de apoio às micro e pequenas indústrias da região, tais como serviços tecnológicos, através de análises quantitativas, qualitativas e microbiológicas, e de pesquisas básicas e aplicadas, incentivando a inovação tecnológica e reduzindo as desigualdades regionais.

A Finep e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) participam do projeto, com a liberação de verba para a aquisição de equipamentos e de normas, e para contratação da mão-de-obra inicial para o Laboratório. Os recursos do CNPq vão custear dois bolsistas: um da área química ou ciências biológicas (laboratorista); e, um profissional da área de nutrição ou engenharia de alimentos.

O Ipardes deverá, também, oferecer bolsas para realização de um trabalho de informações econômicas. Parte da verba para isso será repassada pelo Tecpar, que vai ficar responsável pelo treinamento dos profissionais, e pelo Laboratório, durante 18 meses. Após esse período, o Laboratório passa ao domínio do setor, através do Cetem (Centro Tecnológico da Mandioca), que ficará responsável por sua condução e administração.

As instalações contarão com uma sala de recepção; um laboratório; uma cozinha piloto; e, uma panificadora piloto, nas quais um nutricionista trabalhará com desenvolvimento de produtos. “Nada impede que, no futuro, se obtenha mais verbas para investimento na ampliação do Laboratório, de modo a atender as necessidades das indústrias”, pondera Lúcia, enfatizando que o Laboratório vai atuar na solução de problemas comuns, e, deverá se concentrar, posteriormente, na busca de soluções individuais dos problemas enfrentados pelos empresários.

 

 

Bolsas para projetos tecnológicos

O APL da Mandioca de Paranavaí (que engloba municípios com abrangência da Amunpar (Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná), instalado no ano passado, começa a render importantes frutos para a cadeia produtiva da mandioca. Além do Laboratório de Apoio à Qualidade e Desenvolvimento de Novos Produtos e Aplicação para Derivados da Mandioca, a região será privilegiada com a concessão de bolsas Bitec para desenvolvimento de projetos tecnológicos nas empresas, financiadas pelo IEL (Instituto Euvaldo Lodi), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Sebrae.

As bolsas serão direcionadas a estudantes dos cursos de Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Geografia, Informática, Farmácia, Nutrição, Química, Ciências Biológicas, Ciências Jurídicas, entre outros. Serão financiados 19 projetos, de um total de 27 que foram apresentados. Os projetos aprovados totalizam R$ 34.200,00, sendo R$ 1.800,00 para cada projeto, divididos em seis parcelas.

Claodemir Grolli, Coordenador do Cetem (Centro Tecnológico da Mandioca), esclarece que os empresários beneficiados com os projetos dos bolsistas deverão dar sua parcela de contribuição, custeando R$ 300,00 para complementação de cada bolsa. “Cada professor-orientador também será remunerado com R$ 300,00 para orientar os projetos dos acadêmicos. Porém, os recursos para isso também virão do projeto”.

Segundo Grolli, esses recursos seriam direcionados a outras áreas de atividade do Estado do Paraná. Porém, segundo frente à organização que o setor da mandioca vem atingindo em Paranavaí, e às necessidades detectadas, os recursos foram direcionados para essa região. “Os bolsistas serão alocados para associações de classe, visando atender deficiências de estudos nessas entidades”, observa.

Trator para pesquisas da mandioca

Tão logo se começou a trabalhar a instalação do APL da Mandioca de Paranavaí, o deputado federal Odílio Balbinotti se dispôs a prestar apoio, assim como sempre apoiou os projetos da ABAM (tanto que foi agraciado com o título de sócio-honorário da Associação). A consolidação de seu apoio ao setor chegou agora na conquista de um trator agrícola para pesquisas de campo, obtido por Balbinotti junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. O trator será utilizado em pesquisas em estações experimentais do Município: a Estação da Universidade Federal do Paraná, que já tem uma área disponibilizada, especificamente, para pesquisas com a cultura da mandioca; e as unidades / células de pesquisa do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná). A máquina foi cedida ao Município de Paranavaí, que deverá repassá-la ao Cetem (Centro Tecnológico da Mandioca).

   
 
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